Monthly Archives: maio 2017

Cinco jovens que podem surpreender em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 27, 2017 às 9:11 pm

Roland Garros começa amanhã com várias jovens promessas na chave principal. Apresentarei no blog alguns nomes que podem surpreender e fazer boas campanhas. Não falarei aqui de realidades como Dominic Thiem, Alexander Zverev ou Madison Keys, mas sim de convidados, nomes vindos do quali ou mesmo escondidos na chave principal, dispostos a tirar uma casquinha dos favoritos.

Beatriz Haddad Maia (20 anos, 101ª do ranking, Brasil)f_AG_2305_HADDAD_01O primeiro nome da lista não poderia ser outro que não o de Beatriz Haddad Maia, que disputará uma chave principal de Grand Slam pela primeira vez na carreira depois de ter passado por três rodadas do qualificatório em Paris.

Bia vem de uma série de bons resultados nas últimas três semanas. Ela já acumula oito vitórias seguidas e venceu treze dos últimos 14 jogos que fez pelo circuito. Sua estreia será contra a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo e que foi campeã de Indian Wells em março, mas depois venceu apenas dois jogos no saibro.

Se vencer, pode encarar a americana Varvara Lepchenko ou a ex-top 10 alemã Andrea Petkovic. Para eventual terceira rodada, pode pintar uma especialista no piso, a espanhola Carla Suárez Navarro, que já esteve entre as dez melhores e é cabeça 21 em Paris.

Marketa Vondrousova (17 anos, 94ª do ranking, República Tcheca)

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Tal como Bia Haddad Maia, Vondrousova vem de oito vitórias consecutivas. Ela debutou no top 100 na última segunda-feira após conquistar o ITF de US$ 100 mil no saibro eslovaco de Trnava, antes de furar o quali de Roland Garros para disputar seu primeiro Grand Slam. Em abril, a canhota tcheca conquistou seu primeiro WTA na carreira, nas quadras duras e cobertas de Bienne, na Suíça.

A estreia de Vondrousova será contra a convidada francesa Amandine Hesse, apenas 215ª do ranking. Caso vença seu primeiro jogo, há chance de um duelo de jovens contra a russa de 20 anos e 28ª do ranking Daria Kasatkina, que tem uma estreia dura diante da ex-top 15 belga Yanina Wickmayer.

Amanda Anisimova (15 anos, 267ª do ranking, Estados Unidos)

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Jogadora mais jovem da chave principal em Paris, a americana Amanda Anisimova tem apenas 15 anos e recebeu convite por meio do acordo entre as federações francesa e americana. Entretanto, o critério para a indicação da USTA é a melhor pontuação em uma série torneios realizados nos Estados Unidos em quadras de saibro no mês de abril. Anisimova fez duas finais, nos ITFs de Dothan e Indian Harbour Beach.

Sua estreia será contra a japonesa Kurumi Nara e ela pode cruzar o caminho de Venus Williams na rodada seguinte. Vice-campeã juvenil de Roland Garros no ano passado, ela também está inscrita na chave para meninas com menos de 18 anos.

Stefanos Tsitsipas (18 anos, 202º do ranking, Grécia)

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Ex-líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas é mais um para a lista de atletas que vão disputar um Grand Slam pela primeira vez. Ele passou pelo quali em Paris e atingiu o melhor ranking da carreira no último dia 15 de maio. Apesar da pouca idade, o grego já acumula cinco títulos de future e dois vice-campeonatos em challengers.

Tsitsipas que ainda busca sua primeira vitória em nível ATP terá um duelo de gerações contra o gigante croata de 2,11m Ivo Karlovic, veterano de 38 anos e um dos melhores sacadores do circuito, mas que não é nenhum bicho-papão no saibro. Se vencer, o grego enfrentará o vencedor do duelo de canhotos entre o francês Adrian Mannarino e o argentino Horacio Zebllaos.

Karen Khachanov (21 anos, 54º do ranking, Rússia)

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Dos jogadores apresentados, Khachanov é o único que entrou na chave diretamente pelo ranking. O jovem russo já tem até título de ATP, conquistado no ano passado em Chengdu, na China. Formado como tenista em Barcelona, Khachanov anotou sua primeira vitória contra top 10 exatamente no saibro catalão, ao derrotar o belga David Goffin em abril.

A estreia de Khachanov será em um duelo de jovens contra o chileno de 21 anos Nicolas Jarry, 204º do ranking e vindo do qualificatório. Confirmando seu favoritistmo, o russo pode desafiar o cabeça 13 tcheco Tomas Berdych, que estreia contra o alemão Jan-Lennard Struff.

Na Flórida, técnico brasileiro busca novos talentos
Por Mario Sérgio Cruz
maio 24, 2017 às 6:02 pm

O treinador Rodrigo Nascimento está em busca de novos talentos. O paulista de 40 anos vive nos Estados Unidos desde os 13, quando se mudou com a família e disputou competições juvenis antes de fazer carreira como técnico.Rodrigo já trabalhou com a ex-número 1 do mundo Monica Seles e nomes de destaque do circuito feminino como e jogadoras que estiveram entre as 50 melhores do mundo como Sorana Cirstea e Jamea Jackson e até mesmo no melhor momento da suíça Miroslava Vavrinek, ex-número 76 e hoje esposa de Roger Federer.

Seu novo trabalho é a academia R&B Tennis Team com ênfase no trabalho com jogadores juvenis. De acordo com o técnico, a ideia é formar um grupo pequeno de jovens jogadores, com possibilidade de selecionar um ou dois brasileiros, para dar atendimento personalizado a cada atleta treinado em sua academia. O projeto com base em Wellington, na Flórida, é acompanhado de perto por Betsy Nagelsen, bicampeã de duplas do Australian Open em 1978 e 1980 e viúva de Mark McCormack, fundador da agência IMG. Em entrevista ao TenisBrasil, Rodrigo comentou sobre seu novo projeto.

O treinador Rodrigo Nascimento administra equipe com juvenis na Flórida (Foto: Renan Justi)

O treinador Rodrigo Nascimento administra equipe com juvenis na Flórida (Foto: Renan Justi)

– Você hoje está treinando uma equipe na Flórida. Quantos jogadores e de quais nacionalidades e faixas etárias tem participado do trabalho?
Sim, no momento estamos com uma equipe de três tenistas, todas do circuito juvenil na faixa dos 12 a 14 anos. Todas elas nasceram nos Estados Unidos. No período de férias no meio deste ano, teremos um garoto da Romênia, Vlad Andrei Dancu, que alcançou a posição de número 1 da Europa na categoria 14 anos.

– Há intenção de selecionar um ou dois jovens jogadores brasileiros. Como está sendo o trabalho de observação deles e o acompanhamento de resultados deles para fazer essa escolha?
Avalio quem tem potencial, desejo de aprender com o time da R&B e perfil para trabalhar conosco na Flórida. Estamos na fase ainda de avaliação, falando com algumas pessoas do meio do tênis, fazendo contatos primeiramente. É um projeto que está sendo estruturado, mas que sairá do papel em breve.

– A procura é apenas por meninos ou existe possibilidade de levar uma menina também?
Ambos, sem nenhuma preferência de gênero. Meus principais resultados foram justamente no circuito feminino, tanto juvenil como no profissional. Seria interessante um garoto pela possibilidade de variar mais o perfil de nossos atletas, em Wellington, formado por maioria de meninas. É importante formar um grupo heterogêneo, assim um atleta pode agregar mais ao estilo de jogo do companheiro (a).

– Quando deveremos ter o resultado da seleção e o que pode ser oferecido aos escolhidos em termos de estrutura de treinamento e de estudos?
A ideia é que o atleta esteja conosco até o próximo ano, no período de férias. Desta forma, poderá aproveitar o período de férias escolares no Brasil para treinar conosco. Ele (a) contará com nosso apoio para treinos, preparação física e terá hospedagem na cidade de Wellington, onde temos nosso centro de treinamento. Caso queira estudar algo, poderemos estruturar melhor esta ideia de agenda e horários para não impactar nos treinamentos.

– Como está o desenvolvimento do Lucas Oncins, que trabalhou com você na Flórida? Quais são suas perspectivas sobre ele?
Olha, até onde sei, o Lucas não joga mais tênis. Pela última conversa que tive com o Jaime (pai), o Lucas estava decidindo se iria para faculdade somente para estudar e com isso iria deixar de jogar tênis para focar nos estudos. Se não me engano, acho que ele parou, mas posso estar enganado.

A ex-top 50 Jamea Jackson foi treinada por Rodrigo e hoje é técnica na USTA (Foto: Heusi Action)

A ex-top 50 Jamea Jackson foi treinada por Rodrigo e hoje é técnica na USTA (Foto: Heusi Action)

– Você treinou a Jamea Jackson exatamente quando ela bateu o melhor ranking e foi top 50. Hoje ela é ainda muito jovem (está com 30 anos), mas já está seguindo uma carreira como treinadora com juvenis na USTA. Você tem acompanhado e tido contato com esse trabalho dela?
A Jamea é uma pessoa muito especial, vivemos histórias maravilhosas e o carinho que tenho por ela é recíproco. Não tenho dúvidas que todo o aprendizado que ela teve no circuito, competindo nos maiores torneios e contra as grandes estrelas será fundamental para a formação de novas jogadoras. É sempre positivo para novas gerações conviverem com quem sabe como funciona o mundo do tênis.

– Nos últimos anos a gente tem visto um número cada vez maior de juvenis americanos jogando Banana Bowl e Copa Gerdau e dispostos a se desenvolver no saibro. O quanto tem sido feito para implementar essa cultura do saibro para os americanos e o quanto jogar nesse piso é importante para a formação de um jogador?
A vinda dos norte-americanos para a gira de saibro na América do Sul também vale para o profissional. O Bjorn Fratangelo, que ganhou o juvenil de Roland Garros, veio jogar em São Paulo e Campinas antes de chegar aos cem melhores da ATP. Todos aqui sabem que a cultura do saibro latino é muito forte, existe uma tradição brasileira, argentina, uruguaia e até equatoriana de grandes conquistas. É um intercâmbio fundamental para o jogador se tornar completo, embora em termos de importância o circuito tem cada vez mais se voltado para competições na quadra rápida.

Qual o tamanho da façanha de Zverev?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 22, 2017 às 4:41 pm

O título de Alexander Zverev no Masters 1000 de Roma após uma atuação extremamente segura contra Novak Djokovic é uma façanha praticamente impossível de ser alcançada no atual circuito masculino. O tamanho do feito desse jovem alemão de apenas 20 anos aparece em três estatísticas relacionadas aos grandes torneios: Ranking, ano nascimento e domínio do Big Four (Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray).

Até então 17º colocado, Zverev tinha o pior ranking de um vencedor de Masters 1000 desde 2010, quando Ivan Ljubicic conquistou Miami ao ocupar o 26º lugar. O alemão se junta ao croata Marin Cilic entre os jogadores que quebraram a hegemonia do Big Four nos últimos Masters 1000 disputados.

O jovem de 20 anos é também o primeiro jogador nascido na década de 1990 a conquistar um torneio grande, furando a fila de nomes como Milos Raonic, Grigor Dimitrov e Dominic Thiem. Até então, ninguém mais novo que o já citado Cilic (nascido em setembro de 1988) havia conquistado um Grand Slam ou Masters 1000.

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Zverev é o mais jovem vencedor de um Masters 1000 desde 2007, quando Novak Djokovic conquistou Miami aos 19 anos. Aquela também foi a última vez que um jogador tão jovem chegou à decisão de um torneio deste tamanho. Ele é também o mais jovem integrante do top 10 desde em 20 de outubro de 2008, quando Juan Martin del Potro chegou a esse grupo de elite menos de um mês depois de ter completado seu 20º aniversário.

Na entrevista coletiva após a partida, Zverev falou sobre sua chegada ao grupo dos dez melhores e a confiança que tem em suas chances que tem para Roland Garros, que começa em uma semana. “Durante o torneio, eu tentei não pensar muito nisso. Mas agora que tudo acabou, estou muito feliz por ganhar este título, em um dos maiores torneios do mundo, especialmente no saibro, que é sempre muito difícil mentalmente e fisicamente”.

“Antes desta semana, eu também teria me dado praticamente zero por cento de chances de ganhar aqui. Mas assim como eu já mostrei nesta semana, posso jogar de igual para igual e vencer os melhores jogadores nos maiores torneios. Espero poder continuar dessa forma em Paris, e vamos ver o que eu consigo por lá”.

A maior vitória de Bia Haddad Maia
Por Mario Sérgio Cruz
maio 3, 2017 às 9:00 pm
Beatriz Haddad Maia celebrou a vitória mais expressiva de sua carreira nesta quarta-feira (Foto: TK Sparta Praha/Pavel Lebeda)

Beatriz Haddad Maia celebrou a vitória mais expressiva de sua carreira nesta quarta-feira (Foto: TK Sparta Praha/Pavel Lebeda)

Não há dúvidas de que a vitória de Beatriz Haddad Maia sobre Samantha Stosur nesta quarta-feira foi a mais expressiva de sua carreira. Mais do que a boa vitória por 6/3 e 6/2 diante da ex-top 5, Bia teve uma atuação consistente e teve disciplina tática durante a partida válida pelas oitavas de final do WTA de Praga.

A paulistana soube se aproveitar da inconsistência da australiana e não quis bater na bola a qualquer custo. Ainda que Bia seja uma jogadora agressiva, ela se manteve firme do fundo de quadra e esperou o momento certo para dominar e definir os pontos. “Joguei muito sólida e tranquila, buscando ponto a ponto. Não deixei ela (Stosur) jogar”.

Outro destaque fica para o desempenho de Bia no saque. Ela colocou 69% de primeiros serviços em quadra e venceu 31 dos 38 pontos jogados nessas condições. Depois de ter sofrido uma quebra no set incial, ela fez uma segunda parcial bastante eficiente com apenas cinco pontos perdidos em seus games de serviço e enfrentando break points apenas no momento de sacar para o jogo.

Como já havia mostrado no fim do ano passado, quando venceu dois torneios ITF nas quadras duras americanas de Scottsdale e Waco, Bia tem lidado bem com os pontos importantes de seus jogos e saído de situações adversas, como na virada sobre a croata Donna Vekic na última rodada do quali na capital tcheca. Em recente entrevista ao TenisBrasil, ela destacou o fortalecimento no lado mental e o trabalho de meditação que tem feito.

“Introduzi aos poucos meditação sim desde o início do ano [passado] e com certeza, isso reflete dentro e e fora de quadra”, explicou. “Esse poder mental de poder jogar cada ponto é incrível! Estou buscando apenas isso, competir melhor, independente de estar 4/0 acima ou abaixo. São apenas pontos e isso acontece todo dia, em todos os torneios. Isso tem que ser normal para nós que jogamos tênis”.

Bia já venceu um WTA de duplas este ano, no saibro de Bogotá, ao lado da argentina Nadia Podoroska.

Bia já venceu um WTA de duplas este ano, no saibro de Bogotá, ao lado da argentina Nadia Podoroska.

Novidades na chave – Bia já igualou sua melhor campanha na WTA, que foram as quartas no Rio Open de 2015, quando ela esteve perto de eliminar a favorita Sara Errani. Ela vai enfrentar nesta quinta-feira a tcheca Kristyna Pliskova, que é a única com mais de 20 anos restante na parte de baixo da chave em Praga. A croata Ana Konjuh e a letã Jelena Ostapenko, ambas de apenas 19 anos, seriam possíveis rivais em eventual semifinal.

Histórico de lesões – Muito dessa evolução se dá num momento em que ela não passa por lesões graves. Ela conseguiu jogar toda a temporada passada sem ter nenhuma pausa para tratar de problemas físicos. Já neste ano, ela chegou a adiar seu início de temporada para fevereiro por conta de um acidente em casa, mas nada que efetivamente comprometesse o ano.

Mas com apenas 20 anos, ela já precisou dar pausas significativas na carreira. Uma queda em quadra durante um ITF em Campinas em julho de 2013 causou uma fratura na cabeça do úmero no ombro direito. À época houve um pequeno descolamento na cápsula anterior e não havia necessidade de operar, mas isso se agravou no futuro.

Por ter ficado mais de três meses sem jogar ou realizar exercícios físicos, ela também não pôde tratar da hérnia de disco que tinha e sentiu muitas dores quando tentou voltar às competições, em outubro daquele ano. Bia estava nos Estados Unidos para disputar um ITF em Macon e voltou às pressas ao Brasil para realizar uma artroscopia na coluna lombar com o doutor Guilherme Meyer. Ela afirma que desde a intervenção, nunca mais foi incomodada pela hérnia.

Já em 2015, o problema no ombro voltaria a incomodá-la e a impediu de disputar a medalha de bronze durante os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em agosto. Ela precisou passar por nova cirurgia para sanar de vez o problema causado pela queda em Campinas, dois anos antes, e só voltaria a jogar em janeiro do ano seguinte.

Campanha em Praga já garante o melhor ranking da carreira para Bia (Foto: TK Sparta Praha / Pavel Lebeda)

Campanha em Praga já garante o melhor ranking da carreira para Bia (Foto: TK Sparta Praha / Pavel Lebeda)

Melhor ranking da carreira – Nas últimas duas semanas, Bia vem superando seu recorde pessoal no ranking. Durante muito tempo, sua melhor marca foi o 148º lugar estabelecido em agosto de 2015, pouco antes de seu afastamento para operar o ombro. Há nove dias, ela apareceu na 146ª colocação e ganhou mais dois postos na última segunda-feira, beneficiada por descontos de suas adversárias diretas.

As cinco vitórias obtidas em Praga já garantiram 78 pontos para ela, sendo 60 na chave principal e outros 18 pelo quali. Com apenas cinco pontos a defender na semana, Bia já deve aparecer entre as 115 primeiras colocadas e uma eventual vaga na final pode dar-lhe uma vaga inédita no top 100.

Brasileiras no top 100 – Sete brasileiras já estiveram no top 100 do ranking feminino, que foi instituído em 1975: Vencedora de sete títulos de Grand Slam entre 1959 e 1966, Maria Esther Bueno foi nomeada número 1 antes da criação do ranking, e tem como melhor marca na Era Aberta o 29º lugar em 1976. A gaúcha Niege Dias foi 31ª do mundo em 1988, a pernambucana Teliana Pereira chegou à 43ª posição há dois anos, Patrícia Medrado foi 51ª em 1986, Cláudia Monteiro foi 72ª em 1982, Andrea Vieira foi 76ª em 1989 e Gisele Miró foi 99ª em 1988.

Desde 89 – Nos últimos anos, sempre que a gente ia pesquisar uma façanha do tênis feminino brasileiro, caímos em um “desde 1989″. Foi assim quando Teliana Pereira avançou uma rodada em Roland Garros em 2014, marcando a primeira vitória brasileira em um Grand Slam desde aquele ano. Ou ainda quando Teliana e Bia obtiveram duas vitórias brasileiras no WTA de Bogotá em 2015 (vencido por Teliana).

Como cita a matéria de hoje do Felipe Priante para o TenisBrasil, a vitória de Bia contra Stosur foi a primeira de uma brasileira contra uma top 20 desde 1989, quando Andrea Vieira passou por três jogadoras entre as vinte melhores: Conchita Martinez, Hana Mandlikova e Helena Sukova. A vitória sobre Conchita, aliás, é a última de uma brasileira contra top 10. Caso uma atleta nacional volte a repetir a façanha, teremos outro “desde 89″.