Números da nova geração em Melbourne
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 15, 2017 às 10:38 pm

A nova geração do tênis marca presença no Australian Open, que começa na noite deste domingo. Entre adolescentes, estreantes, NextGen‘s e inúmeros outros rótulos, são muitas as caras novas estão dispostas a roubar a cena em Melbourne.

A chave masculina do Australian Open tem nove jogadores com menos de 20 anos, dos quais o convidado Alex De Minaur é o mais jovem com 17 anos. Deste grupo apenas dois entraram diretamente pelo ranking, o cabeça 24 alemão Alexander Zverev e o 91º colocado norte-americano Taylor Fritz.

Além do supracitado De Minaur outros dois “adolescentes”/teenagers obtiveram convites, o norte-americano de 19 anos Michael Mmoh por ser o americano que mais somou pontos em uma série de challengers nos Estados Unidos no fim do ano passado e o australiano de 19 anos Omar Jasika que venceu um playoff nacional entre jogadores profissionais em dezembro. Três atletas nesta faixa etária furaram o quali: O norte-americano Reilly Opelka, o russo Andrey Rublev e o ex-russo Alexander Bublik (que defende o Cazaquistão a partir deste ano).

Entre os 20 jogadores com menos de 21 anos na chave do Australian Open, 15 são da chamada #NextGen/Nova Geração, nomenclatura que a ATP utiliza para determinar jogadores desta faixa etária que estejam no top 200 no ranking.

2017-01-15 (1)

Estreantes – Cinco desses jovens jogadores disputam o primeiro Grand Slam da carreira: Alexander Bublik, Alex De Minaur, Daniil Medvedev, Blake Mott e Reilly Opelka. Ao todo, nove tenistas estarão em seu primeiro Grand Slam, numa lista que ainda conta com o cearense de 22 anos Thiago Monteiro.

Renovação/Longevidade – O italiano Luca Brancher publicou alguns dados interessantes em seu perfil no Twitter. Ele levantou dados desde 1988 da chave do Australian Open e constatou dois extremos: O número de adolescentes na chave principal cresceu em relação ao ano passado e mais do que dobrou se comparado ao quadro de 2015. Por outro lado, aumentou também o número de atletas com mais de 30 anos e até mesmo com mais de 35 anos (com 10 na chave). O aumento nos veteranos contribui para que o torneio de 2017 tenha a maior média de idade no período pesquisado por ele.

Sempre quando a gente entrevista algum jogador mais experiente, o André Ghem e o Rogerinho são bons exemplos aqui no Brasil, eles citam que a possibilidade que o tenista tem de prolongar a carreira é muito maior que num passado recente. Há muito mais informação sobre meios que garantem a longevidade do atleta.

Por mais talentosa que seja a nova geração, o “envelhecimento” do circuito é real e não é uma coisa negativa e veremos cada vez mais jogadores permanecendo mais tempo em alto e nível e chegando ao auge perto dos trinta anos. Quem sabe até depois…

 

Feminino –  A WTA trabalha mais com o mote das teenagers para tratar de sua renovação. Da lista de atletas com menos de 20 anos, a australiana de 16 anos Destanee Aiava é a mais jovem na chave. Também disputam duas atletas de 17 anos, a americana  Kayla Day e a australiana Jaimee Fourlis, além de cinco jogadoras de 19 anos, a croata Ana Konjuh, a australiana Lizette Cabrera, a japonesa Naomi Osaka, a letã Jelena Ostapenko, a russa Daria Kasatkina e a suíça Belinda Bencic.

Kasatkina é a única cabeça de chave deste grupo. A russa é a 23ª favorita e vem de uma expressiva vitória sobre a número 1 do mundo Angelique Kerber no WTA Premier de Sydney. Já a suíça Belinda Bencic, que foi até top 10, está atualmente no 48o. lugar depois de um ano com muitas lesões na região lombar. Sua primeira missão em Melbourne é voltar a vencer Serena Williams, a quem já derrotou na fantástica campanha para o título de Toronto em 2015.


Comentários
Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Comentário

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>