Pedretti busca evolução ao lado de tricampeão olímpico
Por Mario Sérgio Cruz
março 27, 2017 às 8:06 am
A paulista Thaísa Pedretti está em seu último ano como juvenil (Foto: Éric Visintainer)

A paulista Thaísa Pedretti está em seu último ano como juvenil (Foto: Éric Visintainer)

Melhor brasileira no ranking juvenil da ITF, a paulista Thaísa Pedretti busca evolução na carreira trabalhando junto de um ídolo do esporte brasileiro, mas de outra modalidade, o treinador tricampeão olímpico do vôlei José Guimarães. Pedretti, que é 36ª do mundo em sua categoria aos 17 anos, está em sua última temporada como juvenil e já pensa na transição ao profissionalismo.

“Estou treinando agora no Centro de Treinamento do José Roberto Guimarães, e tenho uma equipe muito boa. Conviver com ele diariamente é uma experiência muito boa. A gente conversa diariamente, e ele me passa um pouco da experiência tanto de olimpíadas como de campeonatos mundiais e ajuda bastante a gente no tênis”, disse Pedretti que treina desde os 11 anos  Instituto Tênis, que recentemente instalou seu centro de treinamento dentro da Sportville, coordenada por José Roberto em Barueri, na Grande São Paulo.

Recuperada de algumas lesões no punho e abdômen, Pedretti tenta retomar a boa sequência que teve no fim do ano passado, em que venceu três torneios ITF juvenis seguidos e ainda acumulou duas campanhas de quartas e uma semifinal em torneios profissionais.

“No ano passado, eu tive um estiramento de 3cm no abdômen e não pude jogar alguns torneios. Comecei a sentir dor nos torneios de US$ 25 mil da Riviera e Guarujá do começo daquele ano e fiquei uns três meses parada. Até retomar foi difícil, mas voltei bem. Consegui fazer uma pré-temporada curta no meio do ano, que me possibilitou voltar bem nos torneios, tanto no juvenil como no profissional”, afirmou a jogadora que é treinada por Luis Fabiano Ferreira, coordenador técnico da equipe feminina do Instituto Tênis.

A jovem paulista começou a atual temporada apenas em fevereiro e disputou as principais competições juvenis em solo brasileiro, o Banana Bowl e o Campeonato Internacional de Porto Alegre, avançando apenas uma rodada em cada um e depois partiu para o saibro argentino, onde foi às quartas no Sul-Americano Individual e venceu seu primeiro torneio no ano em Mendoza.

“O começo deste ano também foi um pouco complicado, porque senti dores no punho e no abdômen e não consegui fazer uma pré-temporada longa”, comentou a jogadora que busca vaga nas chaves juvenis de Grand Slam. “Joguei esses torneios juvenis para baixar um pouco o ranking e jogar os Grand Slam este ano. Hoje eu sou número 40 e com esse ranking eu já consigo entrar na chave de Roland Garros, que tem o corte mais difícil. Mas pretendo baixar mais um pouquinho e ficar mais tranquila para em Wimbledon e no US Open”.

De volta ao Brasil, ela vem disputando as etapas do Circuito Feminino Future e chegou a avançar uma rodada em São Paulo antes de cair para a top 100 russa Irina Khromacheva. Seu próximo compromisso é nesta semana, em Campinas.

“A gente já está pensando na transição para o profissional, que é o objetivo mais importante, mas não adianta sair rápido do juvenil e já se meter no profissional. É importante jogar os Grand Slam para ganhar experiência, jogar com público, e se acostumar com a dificuldade que você vai passar”.

Calendário –  Depois de jogar em Campinas, Pedretti segue no interior paulista para disputar outro torneio profissional em São José dos Campos. Assim que terminar a campanha, o foco volta ao circuito juvenil. Ela vai disputar os dois principais torneios no saibro europeu antes de Roland Garros, o Trofeo Bonfiglio, em Milão, e o Astrid Bowl na cidade belga de Charlenoi.


Comentários
  1. Pieter

    Espero que ela já esteja plenamente recuperada para alçar voos mais altos.
    Parece ter um bom potencial, se tiver apoio e for bem orientada…

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  2. Henrique

    Jogadora de juvenil. Quem dará caldo já está há tempos no profissional, não fica no juvenil até o último ano. Ela é muito raçuda e focada, extremamente rápida, senso boa no contra-ataque, mas tem menos de 1,60, nenhum golpe decisivo, saque sofrível para o profissional e seus problemas de punho vêm há anos, fruto de uma empunhadura totalmente incorreta no backhand e que não mexeram como deveria.
    Penso que ela é uma jogadora que conseguirá chegar ao top 200, porém não acredito que vá além disso. A Bia, sim, é bem mais talentosa e fisicamente apta para o tênis, no entanto sofre com constantes contusões que à atrapalharam em sua evolução no ranking. Ela eu vejo como alguém que, se não passar por nenhum outro período de longa ausência, estará em condições de brigar pelo top 50 em até dois anos. A partir daí, veremos. Precisa melhorar a mobilidade lateral e para a frente, aperfeiçoar o backhand e o jogo na linha de base, tornando-se mais regular, e usar mais variação de jogadas, com slices e subidas mais frequentes à rede para aproveitar seu porte, já que ela tem 1,85 de altura.

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