Qual o tamanho da façanha de Zverev?
Por Mario Sérgio Cruz
maio 22, 2017 às 4:41 pm

O título de Alexander Zverev no Masters 1000 de Roma após uma atuação extremamente segura contra Novak Djokovic é uma façanha praticamente impossível de ser alcançada no atual circuito masculino. O tamanho do feito desse jovem alemão de apenas 20 anos aparece em três estatísticas relacionadas aos grandes torneios: Ranking, ano nascimento e domínio do Big Four (Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray).

Até então 17º colocado, Zverev tinha o pior ranking de um vencedor de Masters 1000 desde 2010, quando Ivan Ljubicic conquistou Miami ao ocupar o 26º lugar. O alemão se junta ao croata Marin Cilic entre os jogadores que quebraram a hegemonia do Big Four nos últimos Masters 1000 disputados.

O jovem de 20 anos é também o primeiro jogador nascido na década de 1990 a conquistar um torneio grande, furando a fila de nomes como Milos Raonic, Grigor Dimitrov e Dominic Thiem. Até então, ninguém mais novo que o já citado Cilic (nascido em setembro de 1988) havia conquistado um Grand Slam ou Masters 1000.

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Zverev é o mais jovem vencedor de um Masters 1000 desde 2007, quando Novak Djokovic conquistou Miami aos 19 anos. Aquela também foi a última vez que um jogador tão jovem chegou à decisão de um torneio deste tamanho. Ele é também o mais jovem integrante do top 10 desde em 20 de outubro de 2008, quando Juan Martin del Potro chegou a esse grupo de elite menos de um mês depois de ter completado seu 20º aniversário.

Na entrevista coletiva após a partida, Zverev falou sobre sua chegada ao grupo dos dez melhores e a confiança que tem em suas chances que tem para Roland Garros, que começa em uma semana. “Durante o torneio, eu tentei não pensar muito nisso. Mas agora que tudo acabou, estou muito feliz por ganhar este título, em um dos maiores torneios do mundo, especialmente no saibro, que é sempre muito difícil mentalmente e fisicamente”.

“Antes desta semana, eu também teria me dado praticamente zero por cento de chances de ganhar aqui. Mas assim como eu já mostrei nesta semana, posso jogar de igual para igual e vencer os melhores jogadores nos maiores torneios. Espero poder continuar dessa forma em Paris, e vamos ver o que eu consigo por lá”.


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