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Aos 15, Potapova está habituada com rivais experientes
Por Mario Sérgio Cruz
março 10, 2017 às 6:43 pm

Líder do ranking mundial juvenil, Anastasia Potapova já se acostumou com a condição de enfrentar rivais bem mais experientes. Não por acaso, a russa de apenas 15 anos conquistou seu primeiro título profissional da carreira na última semana em Curitiba, na primeira etapa do Circuito Feminino Future.

Nesta semana, a jovem promessa russa falou ao TenisBrasil durante sua participação no ITF de São Paulo sobre seu início de carreira. Apesar da pouca idade, Potapova já acumula uma série de bons resultados em competições de base. Falando apenas em Grand Slam, ela tem um título de Wimbledon e uma semifinal em Roland Garros, além de ter chegado às quartas em sua primeira participação no Slam britânico em 2015, quando tinha só 14 anos.

A russa também tem um histórico considerável em torneios tradicionais nos Estados Unidos, ao vencer o Eddie Herr de 12 e 14 anos em 2013 e 2014. Já no Orange Bowl, foi finalista nos 12 anos em 2013, campeã nos 14 em 2014 e foi às quartas na categoria principal em 2015. No início daquela mesma temporada, ela ainda venceu o tradicional torneio francês Les Petits As, considerado um Mundial da categoria 14 anos.

Ou seja, desde muito jovem, Anastasia Potapova sempre enfrentou jogadoras mais experientes e vê isso como um diferencial para ter confiança no início da carreira.

Anastasia Potapova venceu seu primeiro torneio profissional há uma semana, em Curitiba (Foto: Éric Visintainer)

Anastasia Potapova venceu seu primeiro torneio profissional há uma semana, em Curitiba (Foto: Éric Visintainer)

“Quando eu tinha apenas dez anos, eu já jogava torneios contra meninas muito mais velhas do que eu, mas eu sempre era bem ranqueada, em 1º, 2º ou 3º”, disse Potapova ao TenisBrasil. “Estou feliz por continuar dessa forma. Então, sim, cada vitória me dá muita confiança. Mesmo que eu ainda não esteja enfrentando adversárias do top 10, é uma coisa boa”.

Ela reconhece que a conquista da última semana traz confiança para a sequência da temporada. “Eu agora me sinto mais confiante em mim mesma. Posso enfrentar jogadoras de alto nível. Estou feliz por isso e quero jogar meu melhor tênis da mesma forma como joguei na última semana e ganhei meu primeiro título”, comentou a russa que chegou a eliminar Teliana Pereira no torneio da semana passada.

Embora já priorize as competições profissionais, Potapova ainda deve participar dos maiores torneios do circuito juvenil este ano, por conta Age Eligibility Rule (AER) que é aplicada em todos os níveis do circuito feminino, tanto na WTA quanto ITF, e limita o número de competições que jogadoras com menores de idade podem disputar durante um ano.

“Este ano eu vou focar mais em torneios profissionais, mas eu ainda tenho que jogar três Grand Slam. Com 100% de certeza eu disputarei Roland Garros e Wimbledon novamente, mas ainda não tenho certeza se disputarei o US Open. Tenho tempo suficiente para pensar nisso”, avaliou a campeã juvenil de Wimbledon.

“Eu ainda tenho 15 anos e vou tentar mesclar torneios profissionais e juvenis, porque na minha idade eu só posso jogar até doze torneios profissionais durante o ano, o que não é o suficiente para mim. Então eu disputarei alguns Grand Slam também, mas meu plano para o ano é terminar entre as 300 melhores no ranking da WTA”, acrescentou a jogadora que somará 12 pontos pelo título na capital paranaense.

Depois de fazer toda sua formação como tenista na Rússia, Potapova terá um período de amadurecimento nos Estados Unidos. “Eu treino em Moscou, na academia de Alexander Ostrovsky, que é meu agente também e minha técnica é a Irinia Doronina, que treina comigo já há seis anos. Agora eu fui para a Flórida e vou passar três ou quatro meses para ganhar mais experiência e jogar torneios profissionais, para ganhar confiança e subir no ranking. Acho que estou fazendo isso bem”.

Uma de suas principais memórias é da final juvenil de Wimbledon contra a ucraniana Dayana Yastremska. Potapova venceu aquele jogo por 6/4 e 6/3 em 1h37. Embora o placar e a duração sugerissem um jogo tranquilo, a russa precisou de sete match points para vencer a partida e chegou a comemorar o título duas vezes, mas teve as marcações corrigidas pelo árbitro. Relembre o caso. Com bom humor, ela afirma que a vitória trouxe uma visibilidade e popularidade maior no circuito.

“Sim, eu estava liderando por 5/3 no segundo set, com meu saque e foi um game muito longo com quase quinze minutos. Eu fui campeã no terceiro match point, mas Dayana desafiou a jogada e a bola tinha saído um pouquinho”, lembrou a russa sobre o jogo mais importante de sua carreira juvenil, disputado na Quadra Número 1 do All England Club.

“O jogo continuou e no quinto ou sexto match point aconteceu a mesma coisa. Eu saquei forte e ela errou, mas voltou a desafiar e minha bola tinha saído de novo. Isso estava me matando, mas eu não queria pensar em mais nada e só me manter focada no meu jogo e terminar o que eu havia começado uma hora antes e consegui o título na sétima chance”, comentou a tenista que negou que aquela tenha sido sua primeira experiência com o hawk-eye.

“Na verdade, não. Porque quando eu jogo os Grand Slam, eu normalmente fico em quadras que têm desafio e um bom público. Já estou acostumada com isso e às vezes me ajuda, e mas em outras não é o meu dia. Diria que naquela vez, o hawk-eye estava brincando com a minha cara (risos). Foi uma vitória incrível para uma menina de 15 anos. E me deu muita confiança conseguir vencer aquele jogo ainda que o hawk-eye não quisesse que me dar a vitória (risos). Acho que eu fiquei mais popular depois daquele jogo”.

Como de costume, o tênis feminino russo sempre traz novidades para o circuito. Depois de formar várias top 10 no final da década passada, o país passou alguns anos sem apresentar revelações e perdeu talentos como Daria Gavrilova e Yulia Putintseva, que optaram por defender outros países. Entretanto, há uma nova geração bastante promissora surgindo nos últimos dois anos.

“Nós temos muitas jogadoras que estão chegando como a [Daria] Kasatkina, [Natalia] Vikhlyantseva, [Sofia] Zhuk e [Anna] Blinkova… São muitas jogadoras boas. Não sei qual é o segredo, apenas acho que essa é a hora do tênis russo e nós faremos o nosso melhor”, avaliou Potapova, que ficou feliz em saber que é a primeira russa a liderar o ranking juvenil desde Irina Khromacheva, 93ª do ranking aos 21 anos e voltou ao Brasil seis anos depois de ganhar seu primeiro torneio profissional no país.

“Eu não sabia disso! É ótimo!”, comentou a jovem jogadora que já teve experiência de dividir a quadra com outras tenistas que foram top 100. “Na Rússia nós temos muitas jogadoras boas, eu já treinei com a [Vera] Dushevina, [Galina] Voskoboeva e [Alisa] Kleybanova. É muito bom que elas possam bater bola com meninas mais jovens, passar um pouco de sua experiência na vida e no tênis. Tenho que jogar o meu melhor para repetir o que elas fizeram”.

Perguntada sobre o apoio vindo da Federação Russa de Tênis, a promessa de 15 anos afirma que já teve problemas com a entidade comandada por Shamil Tarpischev no passado, mas que atualmente o relacionamento é bom. “Há dois anos eu tive alguns problemas com a Federação, porque eu precisava jogar um torneio nacional até 14 anos, mas a data coincidia com Wimbledon, que era meu primeiro Grand Slam e minha prioridade e eles não ficaram felizes com isso e eu não pude jogar pela equipe no Mundial de 14 anos, mas agora está tudo bem. Temos uma boa relação e hoje eles me ajudam”.

Definidos os números 1 da temporada juvenil
Por Mario Sérgio Cruz
dezembro 8, 2016 às 8:41 pm

O sérvio Miomir Kecmanovic e a russa Anastasia Potapova irão terminar o ano como líderes dos rankings juvenis masculino e feminino no circuito de 18 anos da ITF e serão considerados pela Federação Internacional os campeões mundiais juvenis de 2016.

Kecmanovic foi finalista de cinco dos últimos seis torneios que disputou (Foto: Hiromasa Mano)

Kecmanovic foi finalista de cinco dos últimos seis torneios que disputou (Foto: Hiromasa Mano)

Kecmanovic, de 17 anos, alcançou a liderança em 21 de novembro com título do Aberto Juvenil Mexicano, competição de nível GA. O sérvio que treina na IMG Academy de Nick Bollettieri assegurou a permanência no topo do ranking até o final do ano com mais duas conquistas na última semana, exatamente na mesma academia, ao ser campeão de simples e duplas do tradicional torneio Eddie Herr (ITF G1)

Vice-campeão do US Open e da Osaka Mayor’s Cup (ITF GA) entre setembro e outubro, Kecmanovic foi finalista em cinco dos últimos seis torneios juvenis que disputou. A única derrota prévia aconteceu para na Yucatan Cup (ITF G1) no saibro mexicano de Mérida, em que perdeu nas quartas para o paulista Gabriel Décamps, que se tornaria o campeão do torneio.

Será a primeira vez que a Sérvia terá um jogador na liderança do ranking mundial juvenil ao final de uma temporada. Novak Djokovic foi apenas o 24º melhor do mundo em sua categoria em 2003, enquanto Janko Tipsarevic até liderou o ranking em 2001, mas terminou aquela temporada atrás do canhoto luxemburguês Gilles Muller.

Potapova tem apenas 15 anos e já lidera o ranking juvenil feminino (Foto: Hiromasa Mano)

Potapova tem apenas 15 anos e já lidera o ranking juvenil feminino (Foto: Hiromasa Mano)

Já Potapova, que tem apenas 15 anos, havia chegado ao topo pela primeira vez em julho, logo depois de ser campeã juvenil de Wimbledon. Ela chegou a perder o primeiro lugar em setembro para a campeã do US Open Kayla Day, mas retomou a ponta do ranking em outubro após o título em Osaka.

A confirmação da liderança até o final do ano veio na última segunda-feira com a desistência da americana Day do Orange Bowl, que acontece nesta semana. A canhota de 17 anos era a única jogadora que poderia ultrapassar a promissora russa, que é treinada por Irina Doronina na Alexander Ostrovsky Academy, localizada na cidade de Khimki.

A Rússia volta a ter uma número 1 ao final do ano no feminino cinco anos depois de a canhota Irina Khromacheva conseguir o feito em 2011. Na temporada anterior, Daria Gavrilova (que atualmente joga sob bandeira australiana) também fechou o ano na liderança. Anastasia Pavlyuchenkova (2006), Svetlana Kuznetsova (2001), Lina Krasnoroutskaia (1999) e Anna Kournikova (1995) foram outras russas a conquistarem o título de campeã mundial juvenil.

Russa de 15 anos é campeã juvenil em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 9, 2016 às 10:17 pm

Pelo segundo ano seguido e apenas pela terceira vez na história, uma jogadora russa é campeã juvenil em Wimbledon. O título de 2016 ficou com a promissora Anastasia Potapova, de apenas 15 anos, que venceu uma final dramática neste sábado contra a ucraniana Dayana Yastremska, um ano mais velha, por 6/4 e 6/3 em 1h37.

Apenas o placar e as estatísticas do jogo não traduzem dificuldade da partida, que teve dez quebras de saque. No longo último game do jogo, a russa perdeu seis match points em seu serviço, o último com uma dupla-falta. Mais que isso, em duas ocasiões ela chegou a comemorar o título em marcações que foram posteriormente corrigidas pelo desafio eletrônico.

 

“Foi 6/4 e 6/3, mas senti como se fossem três sets”, disse Potapova à ITF. A jovem russa ficou surpresa até mesmo com o número de match points perdidos. Quando perguntada, respondeu “Foram apenas três” até saber a conta exata “Sete match points! Oh meu Deus!”

Ela ainda deu sua versão sobre os altos e baixos do game final. “Eu só conseguia pensar ‘Eu ganhei!’ e então ela pediu um desafio. Foi um pouco para fora. Depois aconteceu a mesma situação e foi mesmo para fora. Disse para mim mesma ‘Eu não posso perder’. Quando terminou o jogo, eu disse: ‘Graças a Deus. Finalmente eu ganhei!’.

Potapova e Yastremska decidiram o título juvenil neste sábado (Foto Eddie Keogh/AELTC)

Potapova e Yastremska decidiram o título juvenil neste sábado (Foto Eddie Keogh/AELTC)

Apostando em um tênis muito sólido do fundo de quadra na final, Potapova viu a rival tomar a iniciativa na maioria dos pontos, mas se perder em erros não-forçados. Yastremska liderou a contagem de winners por incríveis 21 a 4, mas também cometeu 42 erros diante de 31 da russa.

Além de ser mais consistente defensivamente, a russa soube explorar o baixo desempenho no saque da adversária. No primeiro set, a ucraniana não apenas colocou 38% de primeiros serviços em quadra, como sofreu com as devoluções da russa. Potapova venceu 17 pontos dos 29 jogados no saque da adversária. Já no segundo set, a jovem russa quebrou mais duas vezes e venceu metade dos pontos que jogou na devolução, 18 em 36.

Carreira respeitável – Apesar da pouca idade, Potapova já acumula uma série de bons resultados em competições de base. Falando apenas em Grand Slam, ela vinha de uma semifinal em Roland Garros e chegou às quartas na edição passada de Wimbledon, com apenas 14 anos.

Ela também tem um histórico considerável em torneios tradicionais nos Estados Unidos, ao vencer o Eddie Herr de 12 e 14 anos em 2013 e 2014. Já no Orange Bowl, foi finalista nos 12 anos em 2013, campeã nos 14 em 2014 e foi às quartas na categoria principal no ano passado.

Um pouco de história – Apenas três russas já venceram o torneio juvenil em Wimbledon. A primeira foi Vera Dushevina em final contra Maria Sharapova em 2002. A segunda foi no ano passado, quando Sofya Zhuk superou a compatriota Anna Blinkova.

Já com a antiga União Soviética, Galina Baksheeva foi bicampeã nos anos de 1961 e 62, mesma situação de Natasha Chmyreva em 1975 e 76 e Natalia Zvereva em 1986 e 87. Também já venceram Olga Morozova em 1965 e Marina Kroshina em 1971.

Canadá também tem um finalista no juvenil de Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 9, 2016 às 1:04 am

O Canadá não terá apenas Milos Raonic na final de Wimbledon neste final de semana. O país também terá seu representante na decisão da chave juvenil, o canhoto Denis Shapovalov. Ele assegurou lugar na final ao vencer o líder do ranking da categoria, o grego Stefanos Tsitsipas, nesta sexta-feira por 4/6, 7/6 (7-5) e 6/2 em 1h52 de jogo.

“Ele estava jogando muito melhor do que eu”, disse Shapovalov em entrevista à ITF. “Ele estava sacando muito bem, mas eu continuei forte mentalmente e no final ele caiu um pouco. Essa foi a diferença”, avaliou canhoto de 17 anos.

O canhoto Denis Shapovalov faz boa temporada também como profissional (Foto: Susan Mullane/ITF)

O canhoto Denis Shapovalov faz boa temporada também como profissional (Foto: Susan Mullane/ITF)

Shapovalov tenta ser o segundo canadense a vencer um Grand Slam juvenil na chave masculina de simples. O outro caso é recente, com Filip Peliwo que teve uma grande temporada em 2012 com títulos em Wimbledon e US Open na categoria, além dos vice-campeonatos no Australian Open e Roland Garros.

Atual 13º no ranking mundial juvenil, Shapovalov faz uma boa temporada também no circuito profissional. O jogador de 17 anos já venceu três futures nos Estados Unidos em 2016, além de ter sido semifinalista no challenger de Drummondville em seu país, inclusive derrotando Peliwo pelo caminho.

No próximo domingo, Shapovalov jogará na Quadra Número 1 do All England Club, a segunda maior do complexo e tradicional palco das finais do juvenil. O jogo provavelmente coincidirá horário com a final masculina, o que impossibilitará um pouco da torcida por Raonic.

Alex De Minaur teve sua formação dividida entre Austrália e Espanha (Foto: Susan Mullane)

Alex De Minaur teve sua formação dividida entre Austrália e Espanha (Foto: Susan Mullane/ITF)

O adversário da final será o australiano Alex De Minaur, que precisou de só 49 minutos para despachar o americano Ulises Blanch. “É bom finalmente superar essa barreira das semifinais”, disse DeMinaur, que parou na penúltima rodada do US Open-2015 e Australian Open deste ano.

“Estou curtindo cada segundo disso. Acho que nas outras semifinais eu coloquei um pouco de pressão sobre mim mesmo ao pensar ‘Oh meu Deus, estou na semifinal e faltam só duas partidas para ganhar um Grand Slam'”, revelou o jovem de 17 anos.

De Minaur é filho de pai uruguaio e mãe espanhola. Ele viveu em Sydney até os cinco anos de idade e depois foi com a família para a Espanha. Reside hoje em Alicante, mas sua formação no tênis foi dividida entre as duas bases. O atleta disputou competições juvenis de 14 e 16 anos em solo australiano, inclusive na grama de Mildura, e seguiu para os primeiros futures como profissional já na Espanha a partir de 2015.

Final feminina no sábado –  A decisão da chave juvenil feminina acontece às 9h (de Brasília) deste sábado, na Quadra Número 1, e envolve duas jogadoras bastante precoces até mesmo para a categoria, a ucraniana Dayana Yastremska e a russa Anastasia Potapova.

Yastremska, que completou 16 anos em maio, ficou conhecida do público brasileiro no início da temporada ao vencer um ITF profissional de US$ 25 mil na cidade paulista de Campinas. Com o resultado, ela acabou desistindo do Banana Bowl e seguiu direto para Porto Alegre, onde foi semifinalista do Campeonato Internacional Juvenil (antiga Copa Gerdau).

A ucraniana Dayana Yastremska já venceu um título profissional em Campinas este ano (Foto: Eddie Keogh/AELTC)

A ucraniana Dayana Yastremska já venceu um título profissional em Campinas (Foto: Eddie Keogh/AELTC)

Potapova é ainda mais jovem, nasceu em 2001 e fez 15 anos em março. Apesar da pouca idade, a russa já tem um histórico considerável em competições de base, com destaque para a recente semifinal de Roland Garros e as quartas de Wimbledon do ano passado. Ela foi campeã do Eddie Herr de 12 e 14 anos em 2013 e 2014. Já no Orange Bowl, foi finalista nos 12 anos em 2013, campeã nos 14 em 2014 e foi às quartas na categoria principal no ano passado.