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Promessas da ATP têm altos e baixos em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 8, 2017 às 12:22 am

As jovens promessas do tênis masculino que estiveram presentes em Wimbledon tiveram altos e baixos na primeira semana do Grand Slam britânico. E se há um nome que simboliza bem essa falta de consistência é o do russo Daniil Medvedev, jogador de 21 anos e 49º do ranking.

Depois de ter feito três boas semanas na temporada de grama, chegando quartas em ‘s-Hertogenbosch e Queen’s e sendo semifinalista em Eastbourne, onde só perdeu para Novak Djokovic, Medvedev confirmou a boa fase ao derrotar Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon. Na entrevista, ele falou sobre como seu jogo se adapta à grama e como ele costuma crescer nos momentos importantes de seus jogos.

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

“Acho que meu jogo funciona muito bem na grama e é meu piso favorito. Tenho um bom saque, que não é muito forte, mas é bastante preciso, o que é mais importante para a grama, porque ele fica mais rápido que na quadra dura ou no saibro”, disse Medvedev. “Tenho um jogo muito reto e que ninguém gosta de enfrentar, porque jogar muitas bolas para cima depois dos meus golpes. E sou bom nos momentos importantes dos jogos”.

Mas o que se viu na rodada seguinte, contra canhoto belga Ruben Bemelmans, foi um espetáculo deprimente. Irritado com uma marcação da árbitra portuguesa Mariana Alves, Medvedev saiu completamente de um jogo em seu melhor momento, quando tinha quebra acima no quinto set, forçado após vencer a terceira e quarta parciais da partida. Depois do incidente, o russo venceu só mais um game e, diante da possibilidade de ser punido ou multado, o russo “se adiantou” à aplicação da pena e deixou algumas moedas em quadra. No dia seguinte, veio a conta: A multa pela má conduta foi de US$ 14 mil.

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Outro russo que passou por altos e baixos foi Karen Khachanov, que vive seu melhor momento aos 21 anos, ocupando o 34º lugar do ranking e vindo de uma semifinal na grama de Halle. Ele cometeu muitos erros não-forçados no duelo com Thiago Monteiro pela segunda rodada e correu risco em todos os sets da partida.

Contra Rafael Nadal nesta sexta-feira, o jovem russo pôde jogar mais solto, e depois de ter poucas chances nos sets iniciais, deixou uma boa impressão na terceira parcial, quando pressionou mais o saque do espanhol e teve até set point. O futuro de Khachanov, que treina em Barcelona e já tem título de ATP, parece bem encaminhado.

Ninguém nas oitavas, por enquanto – Nenhum jogador da chamada #NextGen, jovens de até 21 anos e que estejam entre os 200 melhores, se garantiu nas oitavas da chave masculina, mas Alexander Zverev e Jared Donalson podem chegar lá.

Alexander Zverev ainda não perdeu sets no torneio

Alexander Zverev ainda não perdeu sets em duas rodadas no torneio e é favorito contra Ofner

Cabeça 10 em Wimbledon, Zverev ainda não perdeu sets no torneio, depois de passar pelo russo Evgeny Donskoy e o também promissor norte-americano Frances Tiafoe. O alemão é bem favorito contra o austríaco de 21 anos Sebastian Ofner, que entrará para a hashtag favorita da ATP depois de Wimbledon, já que será top 200 após suas duas primeiras vitórias no Slam britânico.

Já o 67º colocado Donaldson, que tem 20 anos e deverá ter o melhor ranking da carreira depois do torneio, tem a dura missão de enfrentar o cabeça 8 Dominic Thiem. O norte-americano já fez quatro jogos contra top 10 e busca ainda a primeira vitória.

Entre outros nomes da nova geração: O russo Andrey Rublev foi à segunda rodada, enquanto Borna Coric, Thanasi Kokkinakis, Stefanos Tsitsipas e o convidado canadense Denis Shapovalov caíram ainda na estreia.

Juvenil larga neste sábado – As chaves principais do torneio juvenil de Wimbledon dão a largada neste sábado. O Brasil está representado pelo paranaense Thiago Wild, o pernambuacano vindo do quali João Lucas Reis e a paulista Thaísa Pedretti. Única a entrar em quadra já no primeiro dia, Pedretti enfrentará a convidada britânica Anna Loughlan.

O principal cabeça de chave do masculino é o francês Corentin Moutet. O canhoto de 18 anos já 341º da ATP e as únicas competições juvenis que disputou na temporada foram os dois primeiros Grand Slam e o ITF G1 de Roehampton, onde perdeu ainda na estreia do único evento que disputou na grama. Seu primeiro compromisso será contra o argentino Sebastian Baez.

 

Por falar na Argentina, Axel Geller surpreendeu na última semana em Roehampton ficando com o título do principal evento preparatório para o Grand Slam britânico ao vencer o norte-americano Sam Riffice na final. Já o húngaro Zsombor Piros, cabeça 3 em Wimbledon, foi o favorito com melhor desempenho, chegando às quartas.

No feminino, a chave é encabeçada por duas americanas que já venceram Grand Slam juvenil. A campeã do US Open Kayla Day é principal favorita e estreia contra a suíça Lulu Sun. Já a vencedora de Roland Garros Whitney Osuigwe é a segunda cabeça de chave e pega a britânica Gemma Heath. Quem ganhou Roehampton foi a americana Claire Liu, finalista em Roland Garros e cabeça 3 em Wimbledon.

Competições no Paraná – O sábado também será de finais da 31ª edição da Londrina Junior Cup, torneio ITF G4 disputado nas quadras de saibro do Londrina Country Club. A partir das 10h30 acontecem as decisões de simples. No masculino, o paulista Matheus Ferreira Leite encara o português Daniel Rodrigues. Já a final feminina terá um duelo nacional entre a paulista Ana Paula Melilo e a mineira Marina Figueiredo.

Na semana que vem, acontece mais um torneio no saibro paranaense. As quadras do Clube Curitibano recebem o ITF Juniors de Curitiba, torneio nível G5. O quali masculino já começa neste sábado.

Campeã juvenil do Australian Open tem apenas 14 anos
Por Mario Sérgio Cruz
janeiro 30, 2017 às 9:40 pm
O húngaro Zsombot Piros e a ucraniana Marta Kostyuk foram campeões juvenis em Melbourne (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

O húngaro Zsombot Piros e a ucraniana Marta Kostyuk foram campeões juvenis em Melbourne (Foto: Corinne Dubreuil/ITF)

O término da chave juvenil do Australian Open coroou uma de suas campeãs mais precoces. A ucraniana Marta Kostyuk conquistou o título aos 14 anos e sete meses depois da vitória por 7/5, 1/6 e 6/4 sobre a cabeça 1 suíça de 17 anos Rebeka Masarova no último sábado.

Por muito pouco, a jogadora é nascida em 28 de junho de 2002 não se tornou a mais jovem campeã da história do torneio. O feito cabe à russa Anastasia Pavyluchenkova, que tinha 14 anos, seis meses e 27 dias quando foi campeã juvenil em Melbourne em 2006. A russa, aliás, é uma das raras bicampeãs de um Grand Slam juvenil já que voltaria a vencer o torneio no ano seguinte.

Kostyuk teve um desempenho impressionante em competições de base. Em 2015, ela venceu a categoria 14 anos do Eddie Herr e do Orange Bowl. Já no ano passado, ela fez parte da equipe ucraniana campeã do World Junior Tennis (mundial de 14 anos por equipes na cidade tcheca de Prostejov) e já chegou às quartas da categoria principal do Eddie Herr e Orange Bowl, o que a levaram para a Austrália já em boa situação no ranking.

Fora de quadra, a jovem ucraniana tem a carreira agenciada por Ivan Ljubicic, ex-número 3 do mundo e que atua na equipe técnica de Roger Federer, outro campeão do fim de semana em Melbourne.”Eu finalmente conheci o Roger hoje” disse, sorrindo na entrevista coletiva. “Ele me cumprimentou. E tirei uma foto com ele, então fiquei muito animada”, acrescentou a jogadora que é treinada pela mãe e divide sua base entre Kiev e a cidade francesa de Cannes.

Histórico – A Ucrânia agora tem quatro títulos juvenis de Grand Slam em simples. O primeiro foi de Andrei Medvedev, no ano de 1991 em Roland Garros. Depois, triunfaram Kateryna Bondarenko em Wimbledon-2004 e Elina Svitolina em Roland Garros-2010.

O título masculino do Australian Open juvenil ficou com o húngaro  Zsombor Piros, que venceu a final contra o israelense Yshai Oliel por 4/6, 6/4 e 6/3. Piros repete o feito de Aniko Kapros, campeão em Melbourne no ano 2000. Outros três húngaros foram campeões juvenis de Grand Slam: Agnes Szavay em Roland Garros-2005, Marton Fucsovics em Wimbledon-2010 e Dalma Galfi no US Open de 2015.

Entrevistas – A quem interessar, o Australian Open disponibiliza as transcrições completas das entrevistas coletivas de Kostyuk e Piros após as finais do último sábado.

Les Petits As – Há pouco mais de um ano, Kostyuk estava na cidade francesa de Tarbes e foi campeã do tradicional torneio Les Petis As, que é considerado um mundial da categoria 14 anos. Promovido pela fornecedora de material esportivo Lacoste, o evento teve sua 35ª edição também na última semana de janeiro. Este ano, os títulos ficaram com a russa Maria Timofeeva e o italiano Luca Nardi.

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O italiano Luca Nardi e a russa Maria Timofeeva venceram um importante torneio de 14 anos na França

O Brasil teve o catarinense Pedro Boscardin Dias na chave masculina. Ele venceu o francês Sean Cenin por 6/2 e 7/5 na estreia e depois perdeu para o cabeça 5 norte-americano Toby Kodat na segunda rodada por 6/3 e 6/1.

Nos últimos anos, o Les Petits As antecipou algumas jogadoras que viriam ganhar um Grand Slam juvenil, já que além da própria Kostyuk, vale citar a russa Anastasia Potapova (vencedora do torneio em 2015 e campeã júnior de Wimbledon ano passado) e jogadoras que entrariam no top 100, casos de Jelena Ostapenko e Catherine Bellis (que triunfaram na França em 2011 e 2013, respectivamente).

O quadro de campeões do torneio francês tem nomes como Rafael Nadal, Richard Gasquet, Martina Hingis, Kim Clijsters e Timea Bacsinszky. A lista de grandes nomes que passaram pelo evento também inclui Roger Federer, Juan Martin del Potro, Novak Djokovic, Andy Murray, Agnieszka Radwanska, Caroline Wozniacki, Angelique Kerber e Justine Henin.

As corridas – Ao término do primeiro mês de competições no circuito da ATP, o russo de 20 anos Daniil Medvedev lidera a corrida para a edição inaugural do Next Gen ATP Finals, que será disputado entre os dias 7 e 11 de novembro na cidade italiana de Milão. Atual 63º do mundo, Medvedev recebeu 150 pontos quando foi finalista do ATP de Chennai e outros 10 por ter entrado diretamente na chave do Australian Open, onde perdeu na estreia.

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O segundo colocado nesta lista é o sul-coreano Hyeon Chung que havia vencido um jogo em Chennai (onde veio do quali) e outro no Australian Open. Já na última semana, ele foi campeão do challenger de Maui, no Havaí. Com apenas 20 anos, o atual 73º do mundo já acumula oito títulos de challenger.

Os nomes de Andrey Rublev, Alexander Zverev, Ernesto Escobedo, Noah Rubin, Alex De Minaur e Frances Tiafoe completam o top 8 após quatro semanas de competições. O evento terá os sete melhores jogadores de até 21 anos e um convidado. Confira o ranking completo neste link.

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Já a corrida para o ITF Junior Masters ainda é fortemente influenciada pelos resultados do fim do ano passado. Exemplo disso é a liderança do sérvio Miomir Kecmanovic, destaque nos torneios americanos de novembro e dezembro. Ainda assim, Piros já é o terceiro colocado e Kostyuk assumiu a ponta da lista feminina. A terceira edição do torneio com os oito melhores juvenis do mundo acontecerá em outubro, na cidade chinesa de Chengdu.

Semana de novidades no circuito e nas paralimpíadas
Por Mario Sérgio Cruz
setembro 14, 2016 às 10:38 pm

Enquanto o US Open estava em reta final, o circuito teve novidades como dois campeões inéditos em torneios de nível challenger. Ao mesmo tempo, a nova geração do tênis paralímpico consegue dois bons resultados nos Jogos do Rio. Já uma das principais promessas do tênis americano anunciou sua continuidade no circuito.

Noruguês de 17 anos Casper Ruud foi campeão logo no primeiro challenger que disputou

Noruguês de 17 anos Casper Ruud foi campeão logo no primeiro challenger que disputou (Foto: Copa Sevilla 2016)

No saibro espanhol de Sevilla, o noruguês de 17 anos Casper Ruud foi campeão do challenger de 42,5 mil euros disputado na semana passada, com vitória sobre o japonês Taro Daniel na decisão. O fato mais expressivo é que este foi o primeiro challenger do qual ele participou. Ex-líder do ranking juvenil, Ruud aparece no 274º lugar após a maior conquista da carreira.

Ruud que foi finalista do ITF Junior Masters em abril faz uma boa temporada no profissional. Ele já venceu dois futures e disputou outras duas finais, antes do título inédito em Sevilla. O tênis está no DNA da família Ruud. O pai, Christian, foi 39º do ranking e venceu 12 challengers na carreira.

O russo de 20 anos Daniil Medvedev conquistou seu principal título na França

O russo de 20 anos Daniil Medvedev conquistou seu principal título na França (Foto: Trophée des Alpilles)

Outro que venceu seu primeiro challenger na semana passada foi o russo de 20 anos Daniil Medvedev. Ele foi campeão na cidade francesa de St. Remy ao derrotar o belga Joris De Loore na final. O título rendeu treze posições a Medvedev, que aparece com o melhor ranking da carreira ao atingir o 143º lugar. Ele já venceu dois jogos de ATP e havia disputado uma final de challenger em Portoroz, na Eslovênia, em agosto.

CiCi profissional

CiCi Bellis adiou a ida à universidade e seguirá no circuito profissional (Foto: Coupe Banque Nationale)

CiCi Bellis adiou a ida à universidade e seguirá no circuito profissional
(Foto: Coupe Banque Nationale)

Como era esperado após uma boa participação no US Open, a jovem de 17 anos Catherine ‘CiCi’ Bellis adiou sua ida à universidade de Stanford e vai seguir carreira como tenista profissional. Foram cinco vitórias em Nova York, três no quali e duas na chave principal e inédita 120ª posição no ranking da WTA.

“Acho que eu ainda posso ir para a faculdade depois que parar de jogar, por isso não pesa tanto para mim decidir isso agora. Eu quero jogar por muito tempo e eu acho que meu jogo e meu corpo estão prontos para isso agora”, revelou a jovem jogadora que já assinou com a agência IMG para gerenciar sua carreira e foi disputar o WTA de Québec, onde já está nas quartas.

Renovação paralímpica

O britânico  Alfie Hewett está na final das Paralimpíadas com apenas 18 anos (Foto: ITF)

O britânico Alfie Hewett está na final das Paralimpíadas com apenas 18 anos (Foto: ITF)

O tênis em cadeira de rodas é uma modalidade longeva, tanto que o atual número 1 do mundo, o Stephane Houdet está com 45 anos. Ainda assim, a nova geração tem garantido bons resultados. O ponto alto é a presença de Alfie Hewett na final de simples, jogador que tem apenas 18 anos e já foi campeão de duplas em Wimbledon ao lado do também finalista paralímpico Gordon Reid de 24 anos.

No feminino, prevalece o domínio holandês. Se a lendária Esther Vergeer já parou de jogar e a experiente Jiske Griffioen está na liderança do ranking aos 31 anos, a hegemonia pode ser mantida em Tóquio. Destaque para jovem de 19 anos Diede de Groot, que foi semifinalista no Rio e terminou em quarto lugar. Já a canhota Aniek van Koot disptará sua segunda final olímpica aos 26 anos.

* Estive de folga no término do US Open e o assunto das finais do torneio juvenil ficaria velho para o blog, mas temos os registros de simples e duplas no site. Destaque para a conquista de Felipe Meligeni Alves nas duplas ao lado do boliviano Juan Carlos Aguilar. Este foi o 33º título de Grand Slam do tênis brasileiro e quarto em chaves juvenis.