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Banana Bowl e Porto Alegre deixam gratas surpresas e um alerta
Por Mario Sérgio Cruz
fevereiro 20, 2017 às 6:40 pm

Se as duas últimas semanas de fevereiro são dedicadas aos dois ATP em solo brasileiro, Rio Open e Brasil Open, a primeira quinzena ficou a partir de 2017 com os dois principais torneios juvenis realizados no país, o Banana Bowl e o Campeonato Internacional de Porto Alegre.

Tal como ocorreu na temporada passada, os brasileiros não conseguiram títulos nos 18 anos, mas tiveram bom desempenho nos torneios de 14 e 16 anos. Nas categorias principais, destaques para a grande semana do paranaense Thiago Wild em Criciúma e duas gratas surpresas com o paulista Mateus Pucinelli e o brasiliense Gilbert Klier na capital gaúcha.

Pucinelli foi o brasileiro que mais se destacou nessas duas semanas. O paulista de apenas 15 anos foi campeão da categoria 16 anos do Banana Bowl, que foi disputado na cidade gaúcha de Caxias do Sul, e seguiu para a capital gaúcha onde pôde disputar a categoria mais alta do Campeonato Internacional (antiga Copa Gerdau), que por ser um torneio de nível GA (a que oferece maior pontuação) aceita um número maior de inscrições para a chave em relação ao Banana que é G1.

Matheus Pucinelli venceu o Banana Bowl de 16 anos e chegou às quartas na categoria principal em Porto Alegre (Foto: Gabriel Heusi)

Matheus Pucinelli venceu o Banana Bowl de 16 anos e chegou às quartas na categoria principal em Porto Alegre (Foto: Gabriel Heusi)

Mesmo com a diferença de altitude, Caxias tem 817m e Porto Alegre apenas 10m, que faziam o jogo ficar bem mais lento e o pouco tempo de adaptação, ele conseguiu chegar às quartas na capital gaúcha contra adversários até três anos mais velhos. Gilbert Klier, que havia vencido o Banana Bowl de 16 anos na temporada passada e só completará seu 17º aniversário em maio, também conseguiu chegar às quartas de final.

Na semana anterior, foi Wild quem teve um grande resultado. O paranaense que completa 17 anos em março venceu cinco jogos na categoria 18 anos do Banana Bowl que teve sua 47ª edição realizada nas quadras de saibro da Sociedade Recreativa Mampituba, em Criciúma. Wild ficou a uma vitória de se tornar o sétimo brasileiro a vencer a chave masculina do Banana e dar o oitavo título ao país, mas foi superado na final por Marko Miladinovic, primeiro sérvio a ser campeão na história do tradicional torneio que voltou ao estado de Santa Catarina depois de três anos no interior paulista (um em São José do Rio Preto e dois em São José dos Campos).

Thiago Wild foi vice-campeão no Banana Bowl de 18 anos (Foto: Mauricio Vieira)

Thiago Wild foi vice-campeão no Banana Bowl de 18 anos (Foto: Mauricio Vieira)

“Foi uma grande semana, tive ótimos jogos, jogos até que eu estive bem abaixo e consegui voltar, jogar bem”, disse Wild a respeito de sua boa campanha no saibro catarinense. “Foi o meu primeiro torneio do ano e é sempre bom voltar fazendo uma final, sempre ajuda na confiança e sem contar o ranking. Não tenho muitos pontos para defender no primeiro semestre”, lembrou o paranaense que não teve a mesma sorte em Porto Alegre e foi superado na estreia. Ainda assim, ele termina essas duas semanas com salto do 93º para o 56º lugar no ranking, Pucinelli ganhou 49 posições e é o 119º, enquanto Klier ultrapassou 52 concorrentes e ocupa o 122º lugar.

Sinal de Alerta: Mesmo com os três bons resultados já citados, a participação brasileira poderia ter sido melhor. Em duas semanas, os jogadoras da casa acumularam 23 vitórias, sendo dez no Banana Bowl e treze em Porto Alegre. O tênis masculino conseguiu vinte vitórias, totalizando 86% do total, enquanto as meninas conseguiram apenas três. Vem do feminino, entretanto, a única brasileira a vencer nos dois torneios, Thaísa Pedretti.

2017-02-20 (1)

Dos treze brasileiros que jogaram a chave principal masculina dos 18 anos em Criciúma, nove foram eliminados na primeira rodada, três passaram passaram pela estreia e Gabriel Décamps entrou já na segunda fase do torneio por ser o cabeça de chave número 4. Somente Wild e Décamps passaram pela segunda fase para atingir as oitavas de final. O vice-campeão garantiu cinco das nove vitórias brasileiras no torneio masculino.

O qualificatório teve 38 brasileiros, com apenas o paulista Gabriel Bugiga e o carioca Christian Oliveira, que é morador da comunidade Gardênia Azul no Rio de Janeiro, conseguindo passar pelas três rodadas da fase de classificação.

Já em Porto Alegre, foram 50 meninos brasileiros jogando o qualificatório. Novamente, Christian Oliveira conseguiu passar pela fase de classificação e teve a companhia do catarinense Mateo Barreiros Reyes e do mineiro João Ferreira.

A chave principal do Campeonato Internacional contou com dezoito brasileiros, dos quais apenas seis passaram da estreia. Além dos já citados Klier Júnior e Pucinelli, o pernambucano João Lucas Reis -vice no Banana de 16 anos em 2016- foi às oitavas de final na capital gaúcha, enquanto Bruno Pessoa, Gabriel Ciro e João Pedro Guedes avançaram uma rodada no torneio. Ao todo, os brasileiros acumularam onze vitórias, sendo que três delas vieram em partidas entre dois atletas do país.

Feminino: O Banana Bowl teve dez brasileiras na chave principal, das quais nove pararam na primeira rodada. A paulista Thaísa Pedretti teve Bye por ser cabeça de chave número 4 e superou sua estreia já na segunda rodada, mas se despediu nas oitavas de final. O quali teve 22 meninas, mas nenhuma delas chegou à terceira e última rodada. As onze vitórias brasileiras no qualificatório em Criciúma foram em partidas entre tenistas da casa.

Em Porto Alegre, foram doze brasileiras na chave principal. Pedretti teve apenas a companhia Ana Luiza Cruz entre as atletas da casa que estrearam com vitória. O quali teve 28 jogadoras brasileiras, das quais seis venceram compatriotas na primeira fase, além de uma classificação por w.o. As sete brasileiras que ficaram na fase final do quali e caíram diante de estrangeiras na rodada seguinte.