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Juvenis divergem sobre mudanças no ranking
Por Mario Sérgio Cruz
março 31, 2017 às 10:42 pm

Em meio às mudanças previstas nos circuitos profissionais e juvenil da ITF a partir de 2019, a entidade que comanda o tênis mundial divulgou o resultado das pesquisas que fez com atletas e profissionais ligados ao tênis, com base em dados coletados entre 2001 e setembro de 2016 e foram publicadas na última quinta-feira.

A ideia é aplicar esses dados para a reformulação dos calendários, já que a partir de dois anos haverá uma chamada “Transition Tour” que irá substituir os torneios profissionais de menor nível (os de US$ 15 mil) sem o oferecimento de premiação em dinheiro. Falamos mais sobre ela aqui no TenisBrasil e a proposta completa está na ITF.

No caso das pesquisas relacionadas ao circuito juvneil, há uma clara divisão entre os jogadores se declara a favor ou contra mudanças no sistema do ranking. Atualmente, são considerados válidos os seis melhores resultados de simples durante o ano, mais 1/4 da soma dos seis melhores resultados em duplas.

Participaram da pesquisa 3711 atletas e ex-atletas do circuito juvenil, mas só 2493 preencheram o questionário completo. Entre eles estão 885 jovens de 18 a 30 anos que participaram anteriormente de competições juvenis, tendo eles se tornado tenistas profissionais ou não. Os atletas mais ouvidos vêm da Índia, Estados Unidos, Grã Bretanha e Austrália. O questionário completo está disponível neste link.

Ao todo, 52% dos entrevistados acreditam que o modelo atual do ranking reflita realmente quais jogadores apresentam maior desempenho, mas 48% defendem mudanças na fórmula.

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A ITF perguntou, então, sobre propostas para atualização do cáculo: A separação dos rankings entre simples e duplas teve 35% dos votos e foi seguida de perto opção de incluir mais torneios válidos para a classificação, que teve 32,5% dos votos. Outra parcela considerável dos entrevistados, 19% defende que a pontuação de duplas tenha peso maior do que é feito atualmente, enquanto grupos menores defendem que sejam considerados menos resultados durante o ano e que torneios de duplas não devem oferecer pontos.

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A importância de discutir o meio de pontuar no ranking aparece no resultado de alguns tópicos: Mais da metade dos jogadores entrevistados afirmaram não figurar no ranking da ITF durante a pesquisa. O resultado é praticamente o mesmo quando perguntados qual o melhor ranking já alcançado, pois quase 50% das respostas são de que o atleta jamais pontuou para o ranking. Além disso, em torno de 25% dos entrevistados com ranking sequer atingiu a milésima posição como juvenil.

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Chama atenção também o fato de que mais da metade dos entrevistados só ter disputado competições em seu próprio país e praticamente dois terços não tenha saído de seu continente ao longo da temporada.

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Outros pontos – Perguntados sobre o que os benefícios que os jogadores de destaque no juvenil podem ter no futuro, a maioria votou pela ajuda financeira nas viagens para competições profissionais, opção que ficou acima das opções de usar o ranking juvenil para entrar em torneios maiores ou receber convites em chaves.

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Já sobre o que achavam mais importante em torneio, a opção por melhores árbitros ficou em primeiro lugar, à frente por exemplo de o torneio oferecer gratuitamente transporte e alimentação aos atletas. Outras questões estruturais como espaço exclusivo dos jogadores e acesso a internet Wi-Fi foram considerados menos importantes.

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ATP lança Finals sub-21 e ITF remodela o Junior Masters
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 21, 2016 às 7:44 pm

A ATP anunciou no último sábado que a cidade italiana de Milão será o palco do Next Gen ATP Finals, novo evento no calendário para os melhores jogadores do mundo com até 21 anos. A edição inaugural acontece entre os dias 7 e 11 de novembro de 2017 e o evento permanece em Milão por cinco anos, até 2021.

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As cinco primeiras edições do evento acontecerão na Itália (Foto: Arte/ATP)

Para determinar os classificados, será criada uma “Corrida para Milão” a partir de janeiro, nos moldes do ranking qualificatório para o ATP Finals, a “Corrida para Londres”. Os sete melhores jogadores com essa faixa etária (nascidos até 1996) se classificam automaticamente, enquanto a oitava vaga será reservada para um convidado.

O evento vai distribuir premiação de US$ 1,25 milhões e seguirá um formato semelhante ao do ATP Finals, com uma fase de grupos seguida por semifinais e final. Ainda que o ranking sirva como critério de classificação, o torneio em si não vai oferecerá pontos.

Três comentários – Ainda não foi informado qual será a postura adotada para o caso de um jogador com menos de 21 anos esteja classificado para o ATP Finals, que acontece na semana seguinte, entre os dias 13 e 19 de novembro. Acredito que ele seja liberado.

Além disso, o fato de o torneio não oferecer pontos para o ranking também indica que ele não será de participação obrigatória. Isso pode dar margem para eventual debandada de jogadores que estejam de fato classificados, como aconteceu na maioria das cinco edições do Challenger Finals em São Paulo, que oferecia preciosos pontos no fim de cada ano.

Não deram detalhes ainda sobre os critérios para o jogador convidado: É alguém da mesma faixa etária? Será um juvenil? Melhor italiano na ATP (Bota a molecada para jogar com o Fognini, sou a favor!) ou melhor italiano com essa idade? Aguardemos…

ITF remodela o Junior Masters

O sul-coreano Hong Seong Chan e a russa Anna Blinkova foram campeões este ano (Foto: Susan Mullane)

O sul-coreano Hong Seong Chan e a russa Anna Blinkova foram campeões este ano (Foto: Susan Mullane)

Outra novidade recente foram as mudanças no ITF Juniors Masters, o Finals sub-18 organizado entre os oito melhores do circuito juvenil para meninos e meninas. Tal como nas duas primeiras edições, em 2015 e este ano, o torneio seguirá na China, mas muda deixa de acontecer em abril e muda para o final da temporada.

O torneio do ano que vem vai acontecer a partir do dia 23 de outubro e passará a contar pontos para o ranking mundial juvenil, ajudando a determinar o “Year-End Number 1″. O período de classificação está valendo desde 12 de setembro e vai até 10 de setembro do ano que vem.

A ITF disponibilizou as “Corridas para Chengdu” em seu site para que os fãs possam acompanhar a classificação para o torneio. Aqui estão os 20 primeiros colocados no masculino e feminino. (Obrigado ao Rubens Lisboa, da CBT, por ter localizado as listas no site da entidade).

Mais dois comentários – A semana do torneio coincide com a do WTA Finals, inclusive em termos de horários. E como a transmissão do evento costuma ser só pela internet, o engajamento em redes sociais junto ao público de tênis fica comprometido.

Quanto à distribuição pontos, até fica válido agora que o torneio terá os melhores do ano vigente e não mais os da temporada anterior, mas mantenho a posição de que na fase final transição o que menos interessa para eles é ranking juvenil, principalmente para as meninas cuja maioria já pontuou na WTA com essa idade.

Teste no circuito feminino

A agora campeã olímpica Monica Puig venceu um evento nestes moldes há dois anos, promovido pela WTA

A agora campeã olímpica Monica Puig venceu um evento nestes moldes há dois anos, promovido pela WTA

A WTA também testou criar um evento entre jovens promessas entre 2014 e 2015, acontecendo na semana anterior ao Finals de Cingapura, mas não levou a diante a ideia. Nos dois anos era disputado um quadrangular entre jovens jogadoras escolhidas por votação pela internet e, até por isso, não valia pontos para o ranking. Monica Puig e Naomi Osaka foram as vencedoras.

Novo número 1

Terminou no último domingo o Aberto Juvenil Mexicano, competição de nível GA no circuito de 18 anos da ITF. No masculino, deu a lógica e o cabeça 1 Miomir Kecmanovic foi campeão sem perder sets. Único top 10 inscrito e então número 2 do ranking, o sérvio de 17 anos venceu a final contra o português Duarte Vale por 6/3 e 6/0. Os 250 pontos conquistados no saibro mexicano o levarão à primeira posição no ranking.

Único top 10 no Aberto Juvenil Mexicano, Kecmanovic foi campeão sem perder sets e será número 1 do ranking

Único top 10 no Aberto Juvenil Mexicano, Kecmanovic não perdeu sets no torneio e será número 1

O torneio feminino foi dominado pelas americanas, que fizeram as quatro semifinalistas e tiveram seis das oito jogadoras nas quartas. A campeã foi a canhota de 16 anos Taylor Johnson, que derrotou Ellie Douglas na final por 6/2, 2/6 e 6/4. Johsnon subiu do 28º para o 11º lugar no ranking.