Tag Archives: Karen Khachanov

Promessas da ATP têm altos e baixos em Wimbledon
Por Mario Sérgio Cruz
julho 8, 2017 às 12:22 am

As jovens promessas do tênis masculino que estiveram presentes em Wimbledon tiveram altos e baixos na primeira semana do Grand Slam britânico. E se há um nome que simboliza bem essa falta de consistência é o do russo Daniil Medvedev, jogador de 21 anos e 49º do ranking.

Depois de ter feito três boas semanas na temporada de grama, chegando quartas em ‘s-Hertogenbosch e Queen’s e sendo semifinalista em Eastbourne, onde só perdeu para Novak Djokovic, Medvedev confirmou a boa fase ao derrotar Stan Wawrinka na primeira rodada de Wimbledon. Na entrevista, ele falou sobre como seu jogo se adapta à grama e como ele costuma crescer nos momentos importantes de seus jogos.

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

Medvedev eliminou Wawrinka, mas teve má conduta após derrota na rodada seguinte e foi multado

“Acho que meu jogo funciona muito bem na grama e é meu piso favorito. Tenho um bom saque, que não é muito forte, mas é bastante preciso, o que é mais importante para a grama, porque ele fica mais rápido que na quadra dura ou no saibro”, disse Medvedev. “Tenho um jogo muito reto e que ninguém gosta de enfrentar, porque jogar muitas bolas para cima depois dos meus golpes. E sou bom nos momentos importantes dos jogos”.

Mas o que se viu na rodada seguinte, contra canhoto belga Ruben Bemelmans, foi um espetáculo deprimente. Irritado com uma marcação da árbitra portuguesa Mariana Alves, Medvedev saiu completamente de um jogo em seu melhor momento, quando tinha quebra acima no quinto set, forçado após vencer a terceira e quarta parciais da partida. Depois do incidente, o russo venceu só mais um game e, diante da possibilidade de ser punido ou multado, o russo “se adiantou” à aplicação da pena e deixou algumas moedas em quadra. No dia seguinte, veio a conta: A multa pela má conduta foi de US$ 14 mil.

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Khachanov não fez uma boa partida contra Monteiro, mas deixou boas impressões no duelo com Nadal

Outro russo que passou por altos e baixos foi Karen Khachanov, que vive seu melhor momento aos 21 anos, ocupando o 34º lugar do ranking e vindo de uma semifinal na grama de Halle. Ele cometeu muitos erros não-forçados no duelo com Thiago Monteiro pela segunda rodada e correu risco em todos os sets da partida.

Contra Rafael Nadal nesta sexta-feira, o jovem russo pôde jogar mais solto, e depois de ter poucas chances nos sets iniciais, deixou uma boa impressão na terceira parcial, quando pressionou mais o saque do espanhol e teve até set point. O futuro de Khachanov, que treina em Barcelona e já tem título de ATP, parece bem encaminhado.

Ninguém nas oitavas, por enquanto – Nenhum jogador da chamada #NextGen, jovens de até 21 anos e que estejam entre os 200 melhores, se garantiu nas oitavas da chave masculina, mas Alexander Zverev e Jared Donalson podem chegar lá.

Alexander Zverev ainda não perdeu sets no torneio

Alexander Zverev ainda não perdeu sets em duas rodadas no torneio e é favorito contra Ofner

Cabeça 10 em Wimbledon, Zverev ainda não perdeu sets no torneio, depois de passar pelo russo Evgeny Donskoy e o também promissor norte-americano Frances Tiafoe. O alemão é bem favorito contra o austríaco de 21 anos Sebastian Ofner, que entrará para a hashtag favorita da ATP depois de Wimbledon, já que será top 200 após suas duas primeiras vitórias no Slam britânico.

Já o 67º colocado Donaldson, que tem 20 anos e deverá ter o melhor ranking da carreira depois do torneio, tem a dura missão de enfrentar o cabeça 8 Dominic Thiem. O norte-americano já fez quatro jogos contra top 10 e busca ainda a primeira vitória.

Entre outros nomes da nova geração: O russo Andrey Rublev foi à segunda rodada, enquanto Borna Coric, Thanasi Kokkinakis, Stefanos Tsitsipas e o convidado canadense Denis Shapovalov caíram ainda na estreia.

Juvenil larga neste sábado – As chaves principais do torneio juvenil de Wimbledon dão a largada neste sábado. O Brasil está representado pelo paranaense Thiago Wild, o pernambuacano vindo do quali João Lucas Reis e a paulista Thaísa Pedretti. Única a entrar em quadra já no primeiro dia, Pedretti enfrentará a convidada britânica Anna Loughlan.

O principal cabeça de chave do masculino é o francês Corentin Moutet. O canhoto de 18 anos já 341º da ATP e as únicas competições juvenis que disputou na temporada foram os dois primeiros Grand Slam e o ITF G1 de Roehampton, onde perdeu ainda na estreia do único evento que disputou na grama. Seu primeiro compromisso será contra o argentino Sebastian Baez.

 

Por falar na Argentina, Axel Geller surpreendeu na última semana em Roehampton ficando com o título do principal evento preparatório para o Grand Slam britânico ao vencer o norte-americano Sam Riffice na final. Já o húngaro Zsombor Piros, cabeça 3 em Wimbledon, foi o favorito com melhor desempenho, chegando às quartas.

No feminino, a chave é encabeçada por duas americanas que já venceram Grand Slam juvenil. A campeã do US Open Kayla Day é principal favorita e estreia contra a suíça Lulu Sun. Já a vencedora de Roland Garros Whitney Osuigwe é a segunda cabeça de chave e pega a britânica Gemma Heath. Quem ganhou Roehampton foi a americana Claire Liu, finalista em Roland Garros e cabeça 3 em Wimbledon.

Competições no Paraná – O sábado também será de finais da 31ª edição da Londrina Junior Cup, torneio ITF G4 disputado nas quadras de saibro do Londrina Country Club. A partir das 10h30 acontecem as decisões de simples. No masculino, o paulista Matheus Ferreira Leite encara o português Daniel Rodrigues. Já a final feminina terá um duelo nacional entre a paulista Ana Paula Melilo e a mineira Marina Figueiredo.

Na semana que vem, acontece mais um torneio no saibro paranaense. As quadras do Clube Curitibano recebem o ITF Juniors de Curitiba, torneio nível G5. O quali masculino já começa neste sábado.

Ostapenko e Khachanov chegam ao palco principal
Por Mario Sérgio Cruz
junho 5, 2017 às 1:16 am

Ao fim da primeira semana de Roland Garros, duas jovens esperanças vem se destacando no Grand Slam francês. A letã Jelena Ostapenko já está na quartas de final de final da chave feminina, enquanto o russo Karen Khachanov disputa as oitavas entre os homens. Nenhum dos dois havia chegado tão longe em um torneio deste tamanho e ambos deverão atuar na quadra Philippe Chatrier, a principal do complexo parisiense, diante de rivais bem mais experientes.

f_CP_0206_Ostapenko2 Ostapenko é o tipo de adversária que ninguém quer ter na chave. Com um estilo de jogo agressivo, muita potência nos golpes e, quando tem confiança, é capaz de disparar seguidos winners de qualquer parte da quadra. Particularmente achava que ela poderia fazer mais estrago em Wimbledon, onde a bola andaria ainda mais e onde já foi campeã como juvenil, que em Roland Garros.

Atual 47ª do ranking aos 19 anos (completa 20 no dia 8 de junho) está apenas em sua segunda participação em Roland Garros e havia caído na estreia no ano passado. Se antes do torneio, ela tinha apenas quatro vitórias em chaves principais de Grand Slam, ela já dobrou esse número em Paris ao derrotar Louisa Chirico, a campeã olímpica Monica Puig, Lesia Tsurenko e a finalista de 2010 Samantha Stosur.

Depois de derrota na terceira rodada, Tsurenko chegou a declarar que jogar contra Ostapenko era como “enfrentar um robô”. Já o mineiro Bruno Soares, que jogou duplas mistas com a jovem letã, prevê um futuro promissor para ela. “Já a vi jogando um pouquinho de simples. É uma menina novinha, que bate muito forte na bola e com grande potencial. Vamos tentar encaixar essa dupla”, disse por meio de sua assessoria. Pelo Twitter, Bruno também disse que ela pode ser uma “futura top 10 em 2018″.

Em busca de um lugar na semifinal de Roland Garros, Ostapenko enfrenta a ex-número 1 do mundo Caroline Wozniacki. A letã venceu os três duelos anteriores contra a dinamarquesa com um volume de jogo absurdo nas condições mais rápidas de New Haven e Charleston. O último embate foi disputado no saibro de Praga há poucas semanas e foi bem mais parelho, mas novamente o jogo agressivo da letã fez a diferença no tiebreak do terceiro set.

Caso consiga encaixar seu jogo e cometer poucos erros, Ostapenko pode complicar de novo a vida de Wozniacki, mas a dinamarquesa vem mostrando no torneio alguns recursos diferentes e soluções criativas (leia: devoluções de dentro da quadra e um drop shot meio feio, porém eficiente) para não ficar tanto tempo se defendendo. Promessa de um bom jogo na terça.

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O russo Khachanov era uma das cinco surpresas que citei no post da semana passada. Antes do início do torneio, o jovem de 21 anos e 53º colocado aparecia em um setor da chave com bons nomes, mas nenhum bicho-papão no saibro. Logo em sua primeira participação em Roland Garros, eliminou Tomas Berdych e John Isner, cabeças de chave 13 e 21, além de ter confirmado o favoritismo contra o chileno Nicolas Jarry na estreia.

Com apenas uma vitória contra top 10 na carreira, conquistada sobre o belga David Goffin este ano em Barcelona, Khachanov terá a missão de desafiar o número 1 do mundo Andy Murray nas oitavas de final. O cenário mais provável é a classificação do britânico depois de ser levado ao limite pelo jovem russo.

Um ponto comum entre ele e Murray é que ambos tiveram parte significativa de suas formações como jogadores nas quadras do Real Club de Tenis Barcelona. Khachanov saiu da Rússia ainda aos 15 anos e foi treinar na Croácia. Três anos mais tarde, aos 18, mudou-se para Barcelona, onde treina até hoje.

Cinco jovens que podem surpreender em Roland Garros
Por Mario Sérgio Cruz
maio 27, 2017 às 9:11 pm

Roland Garros começa amanhã com várias jovens promessas na chave principal. Apresentarei no blog alguns nomes que podem surpreender e fazer boas campanhas. Não falarei aqui de realidades como Dominic Thiem, Alexander Zverev ou Madison Keys, mas sim de convidados, nomes vindos do quali ou mesmo escondidos na chave principal, dispostos a tirar uma casquinha dos favoritos.

Beatriz Haddad Maia (20 anos, 101ª do ranking, Brasil)f_AG_2305_HADDAD_01O primeiro nome da lista não poderia ser outro que não o de Beatriz Haddad Maia, que disputará uma chave principal de Grand Slam pela primeira vez na carreira depois de ter passado por três rodadas do qualificatório em Paris.

Bia vem de uma série de bons resultados nas últimas três semanas. Ela já acumula oito vitórias seguidas e venceu treze dos últimos 14 jogos que fez pelo circuito. Sua estreia será contra a russa Elena Vesnina, número 15 do mundo e que foi campeã de Indian Wells em março, mas depois venceu apenas dois jogos no saibro.

Se vencer, pode encarar a americana Varvara Lepchenko ou a ex-top 10 alemã Andrea Petkovic. Para eventual terceira rodada, pode pintar uma especialista no piso, a espanhola Carla Suárez Navarro, que já esteve entre as dez melhores e é cabeça 21 em Paris.

Marketa Vondrousova (17 anos, 94ª do ranking, República Tcheca)

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Tal como Bia Haddad Maia, Vondrousova vem de oito vitórias consecutivas. Ela debutou no top 100 na última segunda-feira após conquistar o ITF de US$ 100 mil no saibro eslovaco de Trnava, antes de furar o quali de Roland Garros para disputar seu primeiro Grand Slam. Em abril, a canhota tcheca conquistou seu primeiro WTA na carreira, nas quadras duras e cobertas de Bienne, na Suíça.

A estreia de Vondrousova será contra a convidada francesa Amandine Hesse, apenas 215ª do ranking. Caso vença seu primeiro jogo, há chance de um duelo de jovens contra a russa de 20 anos e 28ª do ranking Daria Kasatkina, que tem uma estreia dura diante da ex-top 15 belga Yanina Wickmayer.

Amanda Anisimova (15 anos, 267ª do ranking, Estados Unidos)

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Jogadora mais jovem da chave principal em Paris, a americana Amanda Anisimova tem apenas 15 anos e recebeu convite por meio do acordo entre as federações francesa e americana. Entretanto, o critério para a indicação da USTA é a melhor pontuação em uma série torneios realizados nos Estados Unidos em quadras de saibro no mês de abril. Anisimova fez duas finais, nos ITFs de Dothan e Indian Harbour Beach.

Sua estreia será contra a japonesa Kurumi Nara e ela pode cruzar o caminho de Venus Williams na rodada seguinte. Vice-campeã juvenil de Roland Garros no ano passado, ela também está inscrita na chave para meninas com menos de 18 anos.

Stefanos Tsitsipas (18 anos, 202º do ranking, Grécia)

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Ex-líder do ranking mundial juvenil, o grego Stefanos Tsitsipas é mais um para a lista de atletas que vão disputar um Grand Slam pela primeira vez. Ele passou pelo quali em Paris e atingiu o melhor ranking da carreira no último dia 15 de maio. Apesar da pouca idade, o grego já acumula cinco títulos de future e dois vice-campeonatos em challengers.

Tsitsipas que ainda busca sua primeira vitória em nível ATP terá um duelo de gerações contra o gigante croata de 2,11m Ivo Karlovic, veterano de 38 anos e um dos melhores sacadores do circuito, mas que não é nenhum bicho-papão no saibro. Se vencer, o grego enfrentará o vencedor do duelo de canhotos entre o francês Adrian Mannarino e o argentino Horacio Zebllaos.

Karen Khachanov (21 anos, 54º do ranking, Rússia)

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Dos jogadores apresentados, Khachanov é o único que entrou na chave diretamente pelo ranking. O jovem russo já tem até título de ATP, conquistado no ano passado em Chengdu, na China. Formado como tenista em Barcelona, Khachanov anotou sua primeira vitória contra top 10 exatamente no saibro catalão, ao derrotar o belga David Goffin em abril.

A estreia de Khachanov será em um duelo de jovens contra o chileno de 21 anos Nicolas Jarry, 204º do ranking e vindo do qualificatório. Confirmando seu favoritistmo, o russo pode desafiar o cabeça 13 tcheco Tomas Berdych, que estreia contra o alemão Jan-Lennard Struff.

Top 100 tem só dois com menos de 20 anos
Por Mario Sérgio Cruz
novembro 28, 2016 às 4:53 pm

O ranking da ATP divulgado nesta segunda-feira é considerado o Year-End pela entidade que comanda o circuito masculino. Isso porque não há mais competições da ATP e nem mesmo de torneios de nível challenger até o final do ano. No máximo, acontecerão alguns futures que afetam jogadores abaixo dos cem melhores. Com isso, já é possível traçar alguns dados da nova geração.

O número de jogadores com menos de 20 anos terminaram a temporada dentro do top 100 foi reduzido de quatro para dois atletas. Os únicos nesta faixa etária ao final de 2016 são Alexander Zverev e Taylor Fritz, ambos com 19 anos. O alemão encerra a segunda temporada seguida entre os cem melhores e saltou do 81º para o 24º lugar, enquanto o americano entrou no top 100 em janeiro e hoje é o 76º colocado.

Dos outros três teenagers/adolescentes que terminaram 2015 no top 100, apenas Borna Coric continua. O croata que completou 20 anos neste mês de novembro teve uma leve queda do 45º para o 48º lugar, mas está sem jogar desde setembro por uma lesão no joelho direito, operado no mesmo mês.

Menos sorte ainda tiveram Hyeon Chung e Thanasi Kokkinakis. O sul-coreano ficou os meses de junho, julho e agosto sem jogar por lesão abdominal e mesmo com dois títulos de challenger no fim do ano, caiu do 51º para o 104º lugar. Já o australiano, que operou o ombro em dezembro de 2015, só disputou uma partida este ano (nas Olimpíadas) e está atualmente sem ranking. Ex-número 69, Kokkinakis era o 78º colocado no fim do ano passado.

Dois jovens americanos Frances Tiafoe e Jared Donaldson, entraram no top 100 durante a temporada, mas não sustentaram as posições, enquanto dois jovens russos chegaram à essa faixa já com 20 anos completos, Karen Khachanov e Daniil Medvedev e conseguem fechar a temporada entre os melhores.

Outro parâmetro que a ATP tem usado para medir sua renovação é  a NextGen/Nova Geração, que engloba os jogadores com menos de 21 anos que aparecem entre os 200 melhores do mundo. Nessa lista, são 22 atletas com potencial para ficar entre os cem melhores em pouco tempo, além da inclusão do próprio Kokkinakis.

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Dados: ATP Media Information

Adolescentes venceram 13 challengers

Se o número de jogadores com menos de 20 anos no top 100 diminuiu, os títulos de chalenger se mantiveram. Assim como em 2015, foram treze conquistas para ateltas nesta faixa etária. Para efeito de comparação, foram apenas seis em 2014.

Esses treze títulos foram conquistados por 12 jogadores diferentes, já que o americano de 18 anos Frances Tiafoe venceu dois torneios. Também triunfaram Casper Ruud, Taylor Fritz, Max Purcell, Andrey Rublev, Stefan Kozlov, Michael Mmoh, Reilly Opelka, Quentin Halys, Blake Mott, Karen Khachanov, Maxime Janvier.
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A ATP também levantou o número de títulos de challenger da Nova Geração. Nessa conta, foram doze jogadores conquistando dezessete torneios: Taylor Fritz, Andrey Rublev, Frances Tiafoe (dois títulos), Stefan Kozlov, Quentin Halys, Karen Khachanov, Samarkand, Elias Ymer, Ernesto Escobedo (dois títulos), Hyeon Chung (dois títulos), Daniil Medvedev, Yoshihito Nishioka (dois títulos) e Kyle Edmund (dois títulos).

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CiCi Bellis subindo

CiCi Bellis venceu torneio no Havaí e já 75ª colocada na WTA aos 17 anos

CiCi Bellis venceu torneio no Havaí e já 75ª colocada na WTA aos 17 anos

A WTA adota como Year-End Ranking o do dia 7 de novembro, logo após o Elite Trophy em Zhuhai. Seis atletas com menos de vinte anos apereciam entre as cem melhores daquela lista: Naomi Osaka, Ana Konjuh, Jelena Ostapenko, Belinda Bencic, Daria Kasatkina e Catherine Bellis.

Destaque para o caso de Bellis, que há três semanas tinha acabado de entrar no top 100 e ocupava o 90º lugar. Como ela continuou jogando competições menores, e neste domingo venceu um torneio de US$ 115 mil dólares no Havaí, a jovem jogadora de 17 anos deu novo salto no ranking e vai começar 2017 na 75ª posição.

Décamps campeão

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Gabriel Décamps venceu ITF G1 no México e terá o melhor ranking juvenil da carreira

O paulista de 17 anos e 1,93m Gabriel Décamps teve uma grande semana no México e foi campeão da Yucatan Cup, torneio ITF G1. Com o título, ele somou 150 pontos (e tinha apenas 30 a descartar), que foram suficientes para bater o melhor ranking da carreira e aparecer pela primeira vez entre os 30 melhores juvenis do mundo.

Hoje, Décamps é o 27º de sua categoria e também aparece no sétimo lugar entre os que mais pontuaram na corrida para o ITF Junior Masters de 2017, que será disputado na China.

Durante a semana, o paulistano treinado por William Kyriakos bateu os dois principais nomes do torneio, com destaque para a vitória nas quartas de final sobre o sérvio Miomir Kecmanovic, que havia assumido o primeiro lugar no ranking juvenil há uma semana.

Dados da ATP: Os dados utilizados na primeira parte do post sobre o número de jovens com títulos de challenger e a lista de jogadores com até 21 anos no top 200 são do Media Guide do circuito challenger, que é atualizado semanalmente (durante a temporada) e tem uma série de outras informações interessantes. Vale a pena conferir.

O despertar da Rússia
Por Mario Sérgio Cruz
outubro 3, 2016 às 7:37 pm

O tênis russo está em reconstrução depois de um período adormecido, com direito à uma debandada de jogdadores para países próximos com condições mais atrativas (Olá, Cazaquistão). Só neste final de semana, a nova geração do país comemorou um título de ATP e o da Copa Davis Júnior, além de ter uma boa campanha na Fed Cup da categoria.

Não nos esqueçamos de Andrey Rublev, que foi número 1 juvenil e já ocupa o 172º lugar do ranking aos 18 anos, com 12 vitórias em ATP na carreira, e da volta ao Grupo Mundial da Copa Davis profissional depois de cinco anos, conquistada em setembro último. Pouco a pouco, os russos estão de volta.

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Karen Khachanov foi o grande nome da semana ao conquistar o ATP 250 de Chengu. O moscovita de 20 anos tem 1,98m passou por três cabeças de chave antes, João Sousa, Feliciano López e Viktor Troicki de derrotar o canhoto espanhol Albert Ramos na final por 6/7 (4-7), 7/6 (7-3) e 6/3. O resultado, o fez ganhar 46 posições no ranking e saltar para o 55º lugar.

Medalhista de prata na chave de duplas dos Jogos Olímpicos da Juventude, Khachanov treina na Espanha com Galo Blanco e por isso, ganhou convite para o quali do ATP 500 de Barcelona este ano, onde aproveitou a chance e ganhou do top 20 Roberto Bautista Agut em seu primeiro resultado expressivo como profissional. Ele já soma 15 vitórias em ATP na carreira, sendo onze na atual temporada e também possui dois títulos de nível challenger.

Timofey Skatov, Alexey Zakharov e Alen Avidzba garantiram o título inédito da Rússia (Foto: Srdjan Stevanovic/ITF)

Timofey Skatov, Alexey Zakharov e Alen Avidzba garantiram o título inédito da Rússia (Foto: Srdjan Stevanovic/ITF)

Outro grande resultado para a Rússia foi o título da Copa Davis Júnior, o Campeonato Mundial da categoria 16 anos masculino, em Budapeste, na Hungria. Foi a primeira vez que o país ganhou a competição, depois de um título da União Soviética em 1990.

O time de Timofey Skatov, Alen Avidzba e Alexey Zakharov fez uma primeira fase impecável e venceu as nove partidas (seis de simples e três de duplas) num grupo com Japão, Alemanha e Egito. No sábado, eles venceram a semifinal contra a Argentina e impediram o bicampeonato do Canadá no dia seguinte.

O Canadá, aliás, estava com equipe quase toda nova em relação ao ano passado. Exceção feita a Felix Auger-Aliassime, número 2 do ranking mundial juvenil e recém-coroado campeão do US Open. Ele foi responsável pela única derrota russa em uma partida de simples nesta Davis Júnior, marcando o único ponto canadense na final.

Menção também à Argentina, que conseguiu um terceiro lugar com Sebastian Baez (campeão de simples e duplas no Orange Bowl de 16 anos em 2015), Thiago Tirante e Tomas Descarrega. Eles venceram o forte time dos Estados Unidos na decisão do bronze. O país tentava chegar à sua terceira final de Davis Júnior, repetindo as campanhas de 2007 e 2008, sendo que o Chile foi a única nação sul-americana a vencer a competição em 2001.

Brasil de Mateus Alves, Gilbert Klier e Thiago Wild  venceu os Estados Unidos na primeira fase, mas terminou no 13º lugar.

Brasil de Mateus Alves, Gilbert Klier e Thiago Wild venceu os Estados Unidos na primeira fase, mas terminou no 13º lugar.

O Brasil teve pouco a comemorar ao terminar a Davis Júnior em 13º lugar entre as 16 nações participantes. O melhor resultado de Thiago Wild, Mateus Alves e Gilbert Klier foi a vitória por 2 a 1 contra os Estados Unidos ainda na fase de grupos. Em chave complicada com República Tcheca e Suíça, o Brasil venceu só mais um jogo e ficou em último lugar no grupo. A reabilitação veio no fim de semana, com vitórias contra Chile (2-0) e Marrocos (2-1).

Paralelamente, há a preocupante notícia da perda do patrocínio dos Correios para a Confederação Brasileira. Ao todo, 55 contratos (de atletas, técnicos e funcionários) foram cancelados. E mesmo que haja renovação posterior, o valor seria de até 15% do investimento atual. Muitos de nossos juvenis dependem do dinheiro dos Correios para custear suas despesas. Há algumas semanas, havia levantado as campanhas dos brasileiros em Grand Slam juvenil e relatei que houve queda no número de representantes nos últimos anos. Um quadro pode ficar mais grave nos próximos anos.

 

Polônia surpreendeu favoritas russas e americanas na Fed Cup Júnior (Foto: Srdjan Stevanovic/ITF)

Polônia surpreendeu favoritas russas e americanas na Fed Cup Júnior (Foto: Srdjan Stevanovic/ITF)

A surpresa em Budapeste foi a conquista da Polônia na Fed Cup Júnior, derrotando a até então invicta Rússia na semifinal e os Estados Unidos na decisão. É a segunda conquista do país, que também foi campeão em 2005 liderado pelas irmãs Agnieszka e Urszula Radwanska.

O time da Polônia contou com Iga Swiatek (12ª), Maja Chwalinska (96ª) e Stefanie Rogozinska-Dzik (171ª). Todas elas são de 2001 e podem defender o título no ano que vem. Para efeito de comparação, as russas tinham 2 e 3 do ranking mundial juvenil, Anastasia Potapova e Olesya Pervushina, e as americanas contava com a quarta e décima colocadas, Amanda Anisimova e Claire Liu.

Cinco ‘adolescentes’ já venceram challengers este ano
Por Mario Sérgio Cruz
maio 16, 2016 às 7:28 pm

Ainda estamos em maio e cinco nomes da nova geração do tênis masculino já conquistaram títulos em challenger antes de completarem 20 anos de idade. Depois de Taylor Fritz, Andrey Rublev, Blake Mott e Quentin Halys, o russo Karen Khachanov se juntou ao grupo de jovens vencedores ao ficar com o troféu em Samarkland no último sábado.

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano (Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Russo Khachanov é o 5º com menos de 20 anos a vencer um challenger no ano
(Foto: Barcelona Open Banc Sabadell)

Aqui cabe uma observação sobre o termo. Os americanos e demais países de língua inglesa usam teenager, para designar o jovem com menos de 20 anos. Como o tênis não trabalha com categorias “Sub-20″, a palavra que transmite melhor essa ideia quando traduzimos para o português, é “adolescente”, embora o termo seja usado com mais frequência por aqui para falar de quem tem menos de 18 anos.

Um exemplo de como a há uma geração muito boa por vir é um breve quadro comparativo com as últimas temporadas. Em 2014, apenas seis jogadores com menos de 20 anos venceram torneios de nível challenger. Já no ano passado, foram treze conquistas de atletas da mesma faixa etária (sendo oito títulos para quem tinha até 18 anos). Antes da metade do ano, os jovens já repetiram quase 40% dos ótimos números de 2015.

Entre os jovens vencedores deste início de temporada, os nomes de Taylor Fritz e Andrey Rublev são certamente os mais conhecidos. Ambos são ex-líderes do ranking mundial juvenil e foram campeões de Grand Slam na categoria de acesso. Em 2016, o americano venceu o challenger de Happy Valley, na Austrália, e o russo triunfou na cidade francesa de Quimper.

Para Fritz, até mesmo os challengers já são parte do passado, apesar da pouca idade. O atual 72º do mundo entrou no top 100 em fevereiro e foi finalista do ATP de Memphis. Ele já tem nove vitórias em ATP na carreira (sendo oito este ano) e monta um calendário já priorizando os grandes torneios. Por sua vez, Rublev subiu bastante graças aos treze(!) convites para chaves de ATP que já recebeu em apenas dois anos de circuito, mas ocupa ainda o 149º lugar. O jovem russo venceu dez partidas em ATP, mas só uma este ano.

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Promessa francesa Halys ganhou convite para a chave de Roland Garros

Quentin Halys foi campeão há duas semanas em Tallahassee, nos Estados Unidos. O atual 154º colocado aos 19 anos chamou a atenção pela primeira vez em janeiro, quando fez uma boa apresentação contra Novak Djokovic no Australian Open. A promessa francesa está com seu melhor ranking na carreira e foi convidado para a chave principal de Roland Garros.

Karen Khachanov é um grandalhão de 1,98m aos 19 anos. Natural de Moscou, o russo treina em Barcelona com Galo Blanco e, por isso, ganhou convite para o quali do ATP 500 espanhol. Ele aproveitou a chance e foi até às oitavas, derrotando o top 20 Roberto Bautista Agut. O russo, que foi medalhista de prata na chave de duplas dos Jogos Olímpicos da Juventude, concilia a circuito com faculdade de Educação Física. Ele aparece com o melhor ranking ao ocupar o 109º lugar e tentará o quali em Paris.

Mott é o jogador menos conhecido entre os jovens vencedores, já que não teve resultados expressivos como juvenil e ainda está no 336º lugar da ATP. Ele chegou a engatar uma sequência de nove vitórias seguidas ao ser campeão em Launceston e depois ser vice no future de Port Pirie, ambos em seu país de origem. Por ter vencido um challenger quando era 721º do mundo, é o quinto atleta de ranking mais baixo a ganhar um torneio neste nível desde 2000.

Fortes torneios juvenis na Itália – Na semana passada, falamos sobre o início da série de principais competições juvenis no saibro europeu. O tradicional evento G1 Città Di Santa Croce, na Itália, teve título masculino para o cabeça 4 australiano Alexei Popyrin, com os americanos Brandon Holt e Vasil Kyrkov nas duplas. A chave feminina teve surpresas com as eliminações precoces das favoritas Katie Swan e Charlotte Robillard-Millette e título da espanhola Eva Guerrero Alvarez, que bateu a cabeça 6 britânica Emily Appleton na decisão.

O torneio desta semana é o 57º Trofeo Bonfiglio, em Milão, que será a principal competição preparatória para Roland Garros. São seis top 10 no masculino e outras duas no evento feminino. Os brasileiros Gabriel Décamps e Felipe Meligeni Alves estão na chave principal da competição de nível GA com 250 pontos para o vencedor, além de um bônus na pontuação a partir de oitavas de final.

Zormann vence future – Uma boa notícia para a nova geração do tênis brasileiro foi o primeiro título do ano de Marcelo Zormann. O jovem paulista de 19 anos foi campeão de simples e duplas (ao lado de João Sorgi) no saibro argentino de Villa Del Dique. Ele já tem três títulos de future em cinco em duplas.