Master Class do FedEx
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 20, 2017 às 12:51 pm

Quando Roger Federer surgiu no circuito com talento e categoria, a imprensa internacional utilizava-se de alguns termos para definir suas atuações: Master Class para os casos de vitórias como esta sobre Tomas Berdych. Uma verdadeira aula de tênis em grande estilo. Ou FedEx numa divertida comparação, definida como Federer Express, ou seja, jogos rápidos, como este da Austrália com cerca de 30 minutos para cada set.

Em Melbourne Park 2017, Roger Federer repetiu estes dois momentos. Uma vitória incontestável, de rara beleza, com aula de tênis e tudo muito rápido.

Este cenário revela um Federer num momento especial de sua carreira e vida. Experiente, joga do seu jeito, solto e descontraído. Assim… “soltinho da silva” fica difícil segurá-lo. Incrível o número de acertos do suíço. E impressionante o número de bolas que está batendo na subida. Sem contar seus toques geniais.

O próprio Federer reconheceu em uma gostosa entrevista ao ex-numero um, Jim Courier, que não esperava estar jogando tão bem. Mas tudo parece ser resultado de seu estado de espírito. Decidiu que sua vida ainda está nas quadras, no circuito. Gosta do que faz. E experimentou o outro lado, por mais de seis meses ano passado, quando atravessou um período de recuperação de cirurgia. Curtiu a família, a sua casa, a exuberante vista do terraço na Suíça, mas sentia saudades do ‘tour life’. E pelo comportamento da torcida na Rod Laver Arena, a saudade era mútua.

A água que ele bebe – Muito se fala de vida espartana aos atletas de alto nível. Não há dúvidas de que o esporte competitivo exige sacrifícios e hábitos saudáveis, com dietas rígidas. Mas Roger Federer conferiu um tom humano ao seu jeito de ser. Admitiu que gosta muito de sorvete e chocolate e não dispensa essas guloseimas nem mesmo nas vésperas de jogos. Quem sabe não seja o espinafre do Popeye…

Djoko conformado: será o fim do reinado?
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 19, 2017 às 1:03 pm

Novak Djokovic chegou com o discurso pronto à sala de entrevistas, depois de sua derrota para Denis Istomin, na segunda rodada do AO. Abriu a conversa dizendo que deveria dar todos os créditos ao adversário, merecedor da vitória. Mas será que um tenista como ele estaria mesmo conformado com a eliminação no torneio? Difícil. Há um fato inegável: desde que conquistou os quatro Grand Slams, o sérvio caiu na terceira rodada de Wimbledon, foi a final do US Open e agora segunda em Melbourne.

Do meio para o fim da entrevista a questão que queria ouvir. Afinal no post anterior havia alertado para o estado físico do sérvio, pois no segundo set contra Verdasco já tinha dado sinais ao usar a raquete como bengala. Então  o jornalista italiano Ubaldo Scanagatta perguntou se a derrota veio por problemas físicos ou mentais, ou os dois. Djoko negou prontamente dizendo que chegou bem preparado para o Slam australiano. Saiu-se com essa: “É claro que após mais de quatro horas de jogo estava cansado, mas no tênis é assim, um ganha e o outro perde.”

Para Novak Djokovic não é bem assim: ele ganha e o outro perde. Pelo menos foi o que aconteceu por muitos anos. Só que nos últimos tempos sua história está sendo contada de maneira diferente. Recentemente demitiu Boris Becker, numa contratação que já vinha de forma estranha, pois jamais descartou Marian Vajda. E ninguém me tira da cabeça que a ida do campeão alemão à sua equipe foi para atender a um pedido de Nick Pilic. O sérvio também surpreendeu quando buscou auxílio de uma espécie de “meditation guru”, Pepe Imaz, numa indicação de seu irmão Marko. Teria então o ex-numero um do mundo mudado seu jeito de pensar?

Dá até para entender todo tipo de ajuda a uma profissão tão dura como a de tenista profissional. Suportar pressões como as que envolvem um jogador como Novak Djokovic exige muita força mental. Só que o tênis é um esporte de ‘matador’. Pergunte a qualquer jogador top se ele se sente mal em aplicar um 6 a 0. E pergunte a um campeão como Novak Djokovic se pode estar conformado com derrota para o 117 do mundo? Tenho dúvidas hoje sobre sua resposta… se aceitar o resultado como normal, certamente, o seu reinado está chegando ao fim.

 

Djokovic: cadê o glúten?
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 17, 2017 às 3:21 pm

Uma cena pouco comentada  (mas envolvendo um assunto que chegou a ser discutido na coletiva de imprensa) na estreia de Novak Djokovic no Australian Open aconteceu num dos momentos mais equilibrados do segundo set. Depois de uma longa troca de bolas diante do sempre perigoso Fernando Verdasco, o tenista sérvio acusou o golpe. Usou a raquete como bengala e revelou um cansaço preocupante.

Esta é uma situação que pode atingir qualquer tenista. Mas com Djokovic é diferente. Ele há tempos tornou-se uma referência em condicionamento físico. Até mesmo divulgou seus segredos com uma dieta que levou o glúten a ser visto como vilão para muita gente.

Djoko tem um físico invejável. Mas desde os últimos meses do ano passado tem dado sinais, avisos. Lembro que no Finals, diante de Andy Murray, perdia por 2 a 4 e jogou dois games como número um do mundo. Empatou o set por 4 a 4, só que terminou a ano como número dois.

Sem reclamar, mas revelando uma verdade, Djokovic disse após a vitória sobre Verdasco, que o tênis tem a temporada mais exigente de todos os esportes. Confessou que teve pouco tempo de férias, só que se deu por satisfeito com o período disponível para estar com a família e recuperar-se.

A parte física é determinante para uma modalidade com uma temporada tão exigente. Djoko também comentou isso de certa forma, ao afirmar que Murray teve dois meses esbanjando forma física e técnica ao final do ano passado. Portanto merecendo a conquista da liderança do ranking.

É claro que a data do Aberto da Austrália é ingrata. Mas há muito tempo que se comenta nos bastidores uma verdade: quem chega a Melbourne bem fisicamente, dificilmente deixa de ir para as finais.

Virada à brasileira – Rogerinho Dutra Silva deu uma lição de perseverança. Mesmo depois de estar perdendo por dois sets, com apenas três games marcados, teve força para virar o jogo e ganhar em cinco sets. O resultado é reflexo de sua história e carreira.

 

RF é certeza de show no AO
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 16, 2017 às 1:54 pm

Pela sua estreia não dá ainda para dizer que Roger Federer vai levantar o quinto troféu em Melbourne Park. Mas pelo que fez em quadra diante de Jurgen Melzer fica claro que seguirá dando show no Aberto da Austrália. Experiente, com mais de 30, o suíço revela estar num momento de total felicidade. Consciente de suas possibilidades não hesita em uma jogada ousada, plástica, repleta da habilidade que pertence aos gênios. Logo no primeiro set um bate pronto e, na sequência, um smash mágico, sem força, só no toque demonstraram seu estado de espírito.

É claro que um Grand Slam exige muito mais do que alguns momentos mágicos. E Roger Federer comprovou isso no segundo set, quando vacilou e viu o austríaco empatar o jogo por um set a um. Voltou a dominar e saiu de quadra com merecida vitória, em jogadas sensacionais de encher os olhos.

Os primeiros jogos em Melbourne Park já revelaram as agruras de um Slam. Stan Wawrinka precisou de cinco sets, assim como Key Nishikori. Os brasileiros, infelizmente, mantiveram a tradição na Austrália de campanhas ruins em simples. Thomaz Bellucci foi dominado por Bernardo Tomic e Thiago Monteiro lutou como pôde contra Jo-Wilfried Tsonga. Agora, a torcida fica por Rogerinho, no primeiro jogo da quadra 5,e pelas duplas.

No feminino, Simona Halep amargou mais uma derrota precoce na Austrália. Parece que sentiu o joelho esquerdo. Garbine Muruguruza até chamou por atendimento médico. Venceu porque teve pela frente uma adversária fraca, que cometeu muitos erros. Mas, uma coisa e certa. Se a espanhola não melhorar sua linguagem corporal, talvez mexer com o staff e tomar um injeção de ânimo acredito que este ano não vai tomar champagne em Paris. Por outro lado, a princesa Eugenie Bouchard teve uma estreia animadora e promete levar muita torcida para seus jogos.

Este foi apenas o primeiro dia na Austrália. O próximo também promete com Novak Djokovic, Rafael Nadal e Serena Williams em ação.

Expectativas para o AO, com Roger Forever
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 14, 2017 às 11:51 pm

O Aberto da Austrália chega para nós brasileiros já neste finalzinho de domingo repleto de expectativas e novidades. Aliás, Melbourne Park vem se colocando na vanguarda dos Grand Slams com inovações das mais diversas. Lembrar que por um período vários astros não disputavam este evento é coisa simplesmente do passado. Alegava-se distância, calendário e outras justificativas que já não cabem mais.

Apesar de toda expectativa para o primeiro Slam do ano, com rivalidade na liderança do masculino, com Serena Williams no pé da chave, o assunto que domina a mídia internacional é Roger Federer. Colegas meu de todo mundo colocam o suíço como um ponto alto da competição. Estranhei até mesmo argentinos falando dele, quando era de se esperar que Juan Martin Del Potro fosse o mais importante para os hermanos.

Existe, sem dúvida, um íntimo sentimento de um Roger Forever, um gênio que fique para sempre. É claro, que todos respeitam os múltiplos valores do tênis mundial, como, por exemplo, as atuações de Rafael Nadal, a atual rivalidade de Novak Djokovic com Andy Murray e até mesmo alguns olhos voltados para os nomes da nova geração. O feminino também está intrigante, cheio de emoções e de novas estrelas.

Roger Federer tem um carisma diferente. Peço perdão aos mais novos, mas vale a comparação. Lembro quando Bjorn Borg ensaiou um retorno no Grand Prix de Monte Carlo. Ora, só se falava nisso. Até eu, que pouco tinha a ver com o torneio de Mônaco na época, combinei com um amigo português para pegar um avião, ir ao Principado, pois quem vivia o mundo do tênis não poderia estar distante deste fato. A situação se repete. Há muito o que se ver neste Aberto da Austrália, mas não se pode estar distante da campanha do suíço. Por sorte, ele já estreia nesta segunda pela manhã, com Jurgen Melzer, outro com mais de 30 anos.

O dia de abertura em Melbourne reserva muitas outras emoções. Tem os atuais líderes do ranking, como Angelique Kerber e Andy Murray. Tem também brasileiros. TB vs BT, Bellucci encara Bernard Tomic por volta das 23h30 ainda deste domingo. E Thiago Monteiro desafia Jo-Wilfried Tsonga na quadra três, onde faz um calor comparável ao sol cearense…

 

 

Depois de Guga, mais um brasileiro brilha em RG
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 13, 2016 às 12:53 pm

Após 20 anos à primeira conquista de Gustavo Kuerten em Roland Garros, mais um brasileiro brilha nas cores do saibro francês. É o artista contemporâneo Vik Muniz. Ele é o autor da obra que irá ser o símbolo do torneio de 2017, com o magnifico pôster do evento. A foto de um tenista na hora do saque – onde começam as emoções – refletida como uma sombra na terra batida estará espalhada por todos os cantos da Paris, a cidade luz da inspiração de artistas e intelectuais.

Roland Garros vem com estas coisas. Por isso, sempre digo que nenhum outro Grand Slam tem Paris como sede. Afinal, em qual deles o lado artístico estaria tão destacado? O torneio vive hoje em busca da modernidade. Precisa de uma nova quadra central, coberta, e maior espaço físico, mas não abandona jamais suas tradições e seu charme.

Aliás, 2017 deveria marcar a inauguração da nova Philippe Chatrier. Só que como avisou o diretor do torneio este ano, Guy Forget, nada é muito simples quando se trata dos direitos e licenças na França. O projeto é lindo, com arquitetura arrojada, clara, muitos vidros, mas caminha muito lentamente. E enquanto estas demandas não forem resolvidas, a competição fica dependendo das condições climáticas. Em 2016 a programação esteve pra lá de ameaçada, mas terminou dentro do prazo.

Enfim, se Roland Garros vive atualmente com suas adversidades, para o público brasileiro sempre estará guardado em um lugar especial do coração. Quem não lembra das toalhas oficiais nas cores verde e amarelas, como forma de marcar o “ano do Brasil na França”. E agora, em 2017, o orgulho vem pela luz do artista Vik Muniz.

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Rio Open, o nosso torneio
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 8, 2016 às 3:58 pm

O longo dos seus ainda pouco anos de existência, o Rio Open revelou-se num dos mais agradáveis eventos do tour. A edição de 2017 teve lançamento oficial esta semana com novidades como o japonês Kei Nishikori e a revelação austríaca Dominic Thiem. Ambos estiveram recentemente no ATP Finals. Outros atributos são naturais. A cidade é maravilhosa e o Jockey Club está num canto charmoso, próximo a quase tudo de bom. Ah! como resistir a uma visita a um dos restaurantes do CT… não é baratinho, mas também não precisa ir todos os dias…

As quadras no Jockey Club proporcionam um clima de muita intimidade. Nas secundárias dá para ver o jogo debruçado nas laterais. A central permite uma boa visão sob todos os ângulos. Vi jogos emocionantes como o match point salvo por Rafael Nadal diante de Pablo Andujar. Lembro que o público deixou as arquibancadas extasiado, mas feliz com a vitória do ídolo espanhol.

Por tudo isso recomendo o Rio Open. Digo isso, pedindo desculpas para não parecer esnobe, mas em função do meu histórico em eventos de todo mundo recebo muitos e muitos pedidos de dicas, indicações e sugestões para torneios. É claro que o meu preferido é Roland Garros, pelos 30 anos que já frequentei a competição e todos os ingredientes que invadiram os corações de todos nós brasileiros. Costumo dizer que nenhum outro Slam tem Paris como sede. Devo, porém, confessar que o US Open é o mais festivo e vibrante. É o mais fácil para se conseguir ingressos. E sempre aviso: não deixe de estar em pelo menos uma sessão noturna na Arthur Ashe. A atmosfera é eletrizante e ah… que saudades dos tempos de Andre Agassi em ação. E para fazer justiça… verão em Nova York também não está mal hein?

Wimbledon tem suas tradições e extrema beleza. Só que comprar ingressos é missão para poucos. Sem contar que o SW-19 não fica muito próximo a Londres. Mas, mesmo assim, um amigo do clube pediu-me dicas. Ele adorou todas, vibrou com os jogos, e estendeu as emoções da competição no pub Dog&Fox, no Wimbledon Village, onde viu tenistas do grupo intermediário andando por ali e nos restaurantes das redondezas.

O Aberto da Austrália não frequento desde a era Guga Kuerten. Faz tempo que não cruzo o planeta atrás de tênis. Mas dizem que o evento cresceu muito, está pra lá de interessante e, é claro, também é um Slam.

Para quem quer começar em competições mais acessíveis, a recomendação é para Miami. Na última semana de março, a cidade está repleta de brasileiros e o clima em Crandon Park é amistoso e agradável. Os ingressos estão disponíveis no site oficial e até mesmo na bilheteria do evento dá para comprar entradas, caso não prefira reservar o seu com antecedência.

Mas por que não começar com o Rio Open? O evento é bem organizado e vi com bons olhos o anúncio que as áreas cobertas estarão 30% mais amplas. Ano passado, nas horas de chuva, muita gente tinha de se acotovelar nas centro de alimentação e, realmente, não estava confortável. Este ano a promessa é de melhorar cada vez mais. O respeito ao público é importante. Afinal, boa parte do espetáculo está nas arquibancadas.

 

Djoko e Murray dividiram a temporada 2016
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 21, 2016 às 12:35 pm

Vou plagiar um post de Roger Federer. O suíço disse: “épico começo de ano de @DjokerNole e épico final de ano de @andy_murray # 1″. E não há dúvidas de que os dois dividiram a temporada de 2016, ambos merecendo os parabéns. E o que fica disso é a enorme exigência de um calendário exaustivo. Não há máquina humana capaz de manter a intensidade e o nível durante as 52 semanas. O tênis hoje está diferente, mais forte, com estilos bem mais regulares, sem tantos pontos curtos como nos tempos do saque e voleio. As trocas de bolas são longas. Os torneios estão cada vez mais equilibrados. Não há físico e mente que resistam a tanto.

Bom para o público, bom para os amantes do tênis, com eventos e jogos emocionantes. Só que não vejo mais condições de longos domínios de um só jogador, como em outros tempos. Nem sequer termos mais o grupo do ‘big four’, não é mesmo?

Um leitor – Fabricio – colocou uma questão para 2017. Será que Murray e Djokovic seguirão dominando? Roger Federer e Rafael Nadal poderão beliscar um ou outro Slam? E a nova geração vai incomodar? Na verdade, acredito em tudo isso.

Já em 2016 tivemos diferentes campeões de Slams. Foram três jogadores para quatro troféus. Para a próxima temporada não seria surpresa, pelo menos para mim, que quatro jogadores levassem a melhor em cada um dos torneios.

Desde os tempos em que trabalhava com futebol (acreditem fiz a cobertura de duas Copas do Mundo e inúmeras eliminatórias) o preparador físico Muricy Santana já nos ensinava que o condicionamento de um atleta é quase como uma parabólica. É preciso calcular o seu auge para determinada data, competição. Acredito que foi isso com Novak Djokovic. Ele queria levantar o seu primeiro troféu de Roland Garros. E começou o ano com toda intensidade. Ganhou o Aberto da Austrália. Esteve forte e vencedor em Indian Wells e Miami. Controlou a temporada europeia de quadras de saibro: primeira rodada em Monte Carlo, título em Madri e final em Roma. E chegou a Paris em plena forma para, enfim, levar para casa uma réplica da Copa dos Mosqueteiros.

Esta mesma evidência pode verificar-se com Andy Murray. Embora não tenha feito um início de temporada ruim, pois foi finalista em Melbourne, ele caiu nas segundas rodadas de IW e Miami. No saibro fez final de Madri e ganhou no Foro Itálico, sem contar com o vice em Paris. Ganhou Wimbledon. Foi ouro no Rio e parou nas quartas em Nova York, mas preparou o bote para o final do ano. Conquistou os títulos de Pequim, Xangai, Viena e Paris. Mesmo desgastado ainda teve forças para se superar a garantir a liderança do ranking mundial com o  ATP Finals.

Por tudo isso cresce bastante a expectativa para 2017. Os novos talentos estão chegando e nomes como Roger Federer e Rafael Nadal prometem voltar fortes. Quem ganha com isso é o tênis.

 

God Save the King Murray
Por Chiquinho Leite Moreira
novembro 5, 2016 às 6:27 pm

Andrew Barron Murray este pomposo nome é o do novo “rei do tênis’. Não importa como tenha sido coroado, com a desistência do canadense Milos Raonic nas semifinais do Masters 1000 de Paris, mas assume o trono de direito e de fato. Chega a liderança do ranking destronando o sérvio Novak Djokovic, com atuações convincentes e resultados brilhantes.

Andy Murray é o primeiro britânico da era aberta a assumir a posição de número um do mundo. Não é de se surpreender. O tenista escocês acostumou-se a fazer história, encerrando enormes jejuns. Foi o primeiro jogador GB a conquistar um Grand Slam, desde Fred Perry, em 1936. Isso aconteceu em 2012, quando levantou a taça de campeão do US Open, com vitória sobre Dkjokovic. Voltou a quebrar um recorde ao conquistar Wimbledon em 2013, também em cima de Djokovic, e novamente igualando-se a Perry, em 1936. Fez mais, muito mais. Ganhou outra vez no All England Club, em 2016, sobre Raonic. Ganhou o ouro no tênis do team GB, em Londres, com vitória diante de Roger Federer. Primeiro ainda a ser bi olímpico, no Rio 2016 superando Juan Martin Del Potro.

É, sem dúvida, um jogador e tanto. Repito que aprendi a gostar de seu estilo. Está muito legal em vê-lo em quadra. E fora dela também demonstra grande personalidade. Recentemente votou pela separação da Escócia. E, não sei se por coincidência ou não, Andrew Barron Murray foi coroado em Paris, jogando com o azul e branco, nas cores da bandeira escocesa.

Uma nova WTA; e a batalha de Murray
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 31, 2016 às 4:38 pm

Uma nova WTA está nascendo. A chegada do CEO Steve Simon, com ideias revolucionárias, coincidiu com o afastamento de Serena Williams de alguns torneios. Sem a americana, o circuito ficou mais aberto, competitivo e abre espaço para outras estrelas.

Vou plagiar um twitter de Maria Sharapova. Ela disse que a WTA revelou em 2016 novas caras, com diferentes campeãs. Nos Grand Slams, por exemplo, Angelique Kerber ganhou Austrália e US Open, Garbine Muguruza, Roland Garros, Serena imperou em Wimbledon, enquanto a surpreendente Dominika Cibulkova ergueu o troféu do WTA Finals.

O circuito feminino ganhou energia e investimentos. O movimento iniciado por Billie Jean King em buscar igualdade de prêmios entre homens e mulheres, chegou agora numa situação curiosa: o Finals de Cingapura, com seus US$ 7 milhões, pagou mais do que será distribuído no ATP Finals de Londres.

A discussão se devem as mulheres ganhar prêmios iguais aos homens, para mim é coisa do passado. Alguém paga a conta. E se os patrocinadores estão mantendo torneios como o de Cingapura é porque estão contentes e satisfeitos. Portanto, só vale mesmo aproveitar os bons jogos vistos no Finals feminino.

O próximo ano promete muitas novidades. Sempre é bom ver o tênis feminino caminhando dessa forma. Novas caras surgindo, mas também velhas rivalidades. Afinal, Serena não disse adeus ainda e Maria Sharapova estará de volta em 2017.

A batalha de Murray – É impressionante e de se elogiar a determinação de Andy Murray em buscar a liderança do ranking mundial. Fez o que parecia impossível estar próximo. A distância de Novak Djokovic como número um do mundo passou de confortável para preocupante.

Muita gente não gosta do estilo Andy Murray. Em quadra parece a hiena Hardy. Personagem dos desenhos animados que diante de um desafio de seu parceiro, o leão Lippy dizia algo assim: “Oh céus Oh vida …. não vai dar certo Lippy. O escocês também parece desanimado em quadra, meio reclamão, mas vem exibindo um tênis de primeira… bonito de ver, por que não?