Monthly Archives: janeiro 2014

Espanhóis confirmam Nadal no Rio Open
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 31, 2014 às 7:30 pm

Antes que cresçam as especulações e levem muita gente a alterar planos, pelo menos na Espanha não se dá como grave a lesão de Rafael Nadal, revelada na partida decisiva do Aberto da Austrália. O tenista retornou a seu país, na terça-feira. E já passou por exames na clínica Mapfre, em Barcelona. Segundo as informações e boletins médicos houve uma sobrecarga em suas costas (edema ósseo), mas sem afetar as superfícies articulares. Os resultados mostraram que o problema aconteceu na L-1 e L-2.

Enfim, quem sofre com dores nas costas deve entender melhor. Mas uma informação importante que vou reproduzir no idioma de origem é que foi uma “lesión que no le obliga a variar su programacion de la temporada”.

Ou seja, sem precisar de tradução, está garantida a participação de Rafael Nadal no Rio Open. Ele terá apenas de fazer uma volta gradativa aos treinamentos, sem forçar demais e seguir seu calendário.

Os espanhóis confirmam que Rafael Nadal fará o giro pela América, começando em Buenos Aires, depois Rio, Indian Wells e Miami. Não recebi informação sobre Acapulco. Enfim, o melhor é que pelo segundo ano consecutivo ele virá ao Brasil.

A união faz a força
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 30, 2014 às 7:36 pm

Muito legal a ideia e a realização de um evento em São Paulo, que reuniu nomes que fizeram a história do tênis, como Andrea ‘Dadá’ Vieria, Carlos Kirmayr, Cássio Motta, com outros que estão fazendo sucesso como Teliana Pereira e Bruno Soares. O tênis brasileiro precisa de uma unidade de propósito. Momento para esquecer as diferenças e interesses pessoais. Só com a união se faz a força.

Várias gerações de tenistas estiveram neste evento realizado num endereço badalado em São Paulo, a rua Oscar Freire, na loja da Asics, Seu dirigente, Giovani Decker, é um dos mais ativos patrocinadores do tênis. Um entusiasta, na verdade. Estava nitidamente feliz, não pelo sucesso de sua marca, mas pelo fato de dar força a um movimento de união, de colocar todos lado a lado. Nem vou tentar citar os nomes de tantos tenistas e amantes do tênis que estavam lá. Esqueceria injustamente muitos. Hesitei em ir, pois no mesmo horário tinha o Ace no Bandsports. Mas, posso assegurar, que renovei minhas energias diante de tantos abraços e boas lembranças.

Está cada vez mais claro que este é o tom que deve permanecer para o desenvolvimento do esporte. Um pensamento comum, sem os fanatismos por um ou outro tenista, nem cobranças pelas expectativas não alcançadas. Existe na minha concepção uma máxima: a de jamais torcer contra. E assim vamos lá… Bellucci, Bruno, Melo, Federer, Nadal, Nole, Stan…Teliana, Serena, Sharapova, Bouchard… Ora que dom divino todos estes e tantos outros têm. E em verdadeiras dádivas que caem do céu não dá p’ra ficar torcendo… “vamos faça uma dupla falta agora”. É melhor aplaudir um ace, mesmo que as grandes trocas de bolas sejam, para mim, mais emocionantes. Ou seja, nem tudo está perfeito a todos, mas se quisermos ver, dá para enxergar longe

 

Em Tempo: acabei de receber e mail de Laurence Frankopan, agente de Stanislas Wawrinka. Ele confirmou que seguem conversando com a organização do Brasil Open, mas, por ora, não está confirmado ainda. Respeito opiniões, mas acho que este torneio, que trouxe a São Paulo Rafael Nadal ano passado, mereceria ter um estrela desta grandeza. A Koch Tavares está empenhada em superar problemas. Mas falta – não só a São Paulo como em todo o Brasil – um palco para o tênis. O Ginásio do Ibirapuera está ultrapassado, é certo, só que nesta época do ano, em que as tempestades são uma ameaça constante na capital paulista não há boas alternativas. Os clubes fechados intimidam o torcedor. Nas áreas públicas, como parques, não se pode fazer cobranças de ingressos, exigência da ATP para eventos das séries 250, 500 e mil. E para os mais cépticos, não sei se dá para duvidar de uma empresa que recentemente trouxe ao Brasil Roger Federer, Nadal, Tommy Haas, Jo-Wilfried Tsonga, Serena Williams, Maria Sharapova, Victoria Azarenka, Caroline Wozniacki….sem contar toda uma história de décadas atuando na promoção de eventos esportivos.

Será que Wawrinka seria campeão?
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 26, 2014 às 9:17 pm

Num jogo atípico ficou a dúvida para muitos. Será que Stanislas Wawrinka seria o campeão do Aberto da Austrália não fosse a lesão de Rafael Nadal? Ora, o espanhol ganhou um set com um saque apenas colocado e movimentação claramente prejudicada. As coisas poderiam ter sido diferentes? Dá para questionar o título do suíço?

Prefiro ficar com a resposta do próprio Nadal. Ele confessou na entrevista que em nenhum momento pensou em entregar o jogo. Ainda em quadra afirmou que deu tudo o que podia para buscar á vitória. E como deve ser… em seu discurso deu todos os méritos a Wawrinka, dizendo que o suíço mereceu o troféu. Emocionante este reconhecimento, mesmo sabendo que isso tenha custado muito. Afinal, o atual número um do mundo não é do tipo de jogador que se contente com o vice-campeonato. Mas nas circunstâncias em que se apresentava não tinha outra coisa a fazer.

Não tenho dúvidas de que muitos acreditam que Nadal poderia ter vencido o jogo. É claro que sim… ele pode vencer qualquer um. Já provou isso por diversas vezes. Mas será que neste domingo, o dia não era o de Stan?

A atitude mais gostosa, e que confirma o post anterior de que há um duelo e não uma guerra, apareceu na cerimônia de premiação. O tapinha nas costas de Nadal em Wawrinka, logo após posarem para foto com Pete Sampras e em seguida só os finalistas, foi significativo. Foi um sincero e verdadeiro ‘Stan… curta o momento… você merece… eu vou indo embora… aproveite meu amigo.”

O tênis passa a ser ainda mais bonito nestas horas. Por que tirar os méritos de quem fez uma campanha brilhante vencendo os números dois e um do ranking?. Buscar justificativas para as derrotas é desvalorizar os adversários. Os grandes campeões sabem reconhecer seus colegas…

Federer vs Nadal só um duelo, não uma guerra
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 23, 2014 às 3:56 pm

A manchete de página do UOL colocou “Federer voando bate Murray, mas agora vem o mais difícil”. É significativa e reflete com exatidão a perspectiva do mais esperado duelo deste Aberto da Austrália. O suíço vem bem no torneio, mas o espanhol é implacável.

O resultado destas duas características, tão bem demonstradas na manchete, colocam claramente o que se deve esperar deste encontro: um grande jogo de tênis. É um desafio que chama a atenção não só os apaixonados pelo esporte, como curiosos, interessados e faz com que os americanos chamam de blockbuster. Isso é legal. Ver, torcer (por que não?) e aplaudir.

Jogos como este fazem crescer o interesse pelo esporte. Existe uma enorme geração de adeptos da modalidade que nasceram na era Guga e permanecem em razão de jogadores como Federer e Nadal.

É plausível entender a ansiedade do torcedor, especialmente na época em que Guga estava em ação. Este sentimento ganhou vida nova com os atuais astros internacionais do tênis. Mas esta rivalidade no Brasil está se transformando em ‘briga de torcida’. Ora, poderíamos deixar isso para o futebol e fazer de tudo para suma também dos gramados.

O tênis tem uma larga tradição de etiqueta e regras. São detalhes que fazem com que este esporte seja tão apaixonante. Nos bons tempos, jamais aplaudia-se uma dupla falta. Vejo isso como gritar, comemorar um gol contra. O regulamento em quadra busca ser o mais justo possível e não deixar que um golpe de sorte apenas defina o vencedor. Por isso, sou daqueles que apreciam a vantagem no 40 a 40, para se confirmar o game.

Esperamos que seja um grande jogo. Apreciar a arte destes gênios da raquete é um privilégio. E por que não seguir o exemplo de Federer e Nadal? Afinal, quando perdem reconhecem o valor do adversário. Lutam em quadra, justificam o valor do ingresso, o espetáculo na televisão e toda a torcida. Mas jamais houve um episódio de agressão mútua, de xingamentos, recalques. São inteligentes e sabem tirar o melhor de cada coisa.

‘Go Roger’
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 20, 2014 às 1:38 pm

Um cartaz simples nas arquibancadas da Rod Laver Arena, dizendo “Go Roger”, traduz fielmente o atual momento de Federer. Aos 32 anos, pai de família, desacorçoado com uma frustrante campanha em 2013, o recordista de títulos de Grand Slams precisava mesmo de incentivo e motivação.

Sabendo disso, Roger Federer traçou seu plano. Como sempre, não fez alardes. Realizou uma dura e longa pré-temporada. Abriu mão das exibições de fim de ano. Contratou um nome de peso para estar ao seu lado, como o sueco Stefan Edberg e investiu no condicionamento físico. Está esperto e ágil em quadra.

Antes de qualquer euforia é preciso ter consciência de que não foi sem motivos que a melhor atuação de Roger Federer no Aberto da Austrália deste ano veio justamente na partida diante de Jo-Wilfried Tsonga. Além do desejo de vingança, pela derrota em três sets em Roland Garros do ano passado, o jogo aconteceu em condições favoráveis ao suíço: à noite com temperatura agradável.

O próprio Federer reconheceu isso na boa entrevista a Jim Courier ao final do jogo, acrescentando que jogou na Austrália em diversas situações, inclusive com o teto fechado, que deve ser sua preferência. E depois destacou também que gosta de desafios, de jogar contra os melhores do mundo. Por isso, ainda está em quadra com sonho de aumentar a sua já enorme coleção de troféus.

Seu próximo desafio é grande. Enfrenta Andy Murray, que cedeu o primeiro set do torneio na última rodada. Para o suíço, o ideal que o encontro se realizasse novamente em condições semelhantes a que teve diante de Tsonga. Afinal, torcida Roger já tem.

 

O adeus de Serena
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 19, 2014 às 8:27 am

Na maior surpresa até agora, Serena Williams disse adeus ao Aberto da Austrália de 2014. Pela primeira vez perdeu para Ana Ivanovic e, sem tirar os méritos da sérvia, a americana já vinha jogando de forma estranha desde o início da competição. Sua linguagem corporal não era boa, nem sua cara… parecia estar jogando irritada, coisa de quem está com dor. E num indício de que algo não estava normal, já na sexta-feira, sem apresentar muitas justificativas, ela desistiu da chave de duplas, em que estava inscrita com a irmã Vênus.

Antes mesmo de sua eliminação, Serena já apontava problemas. Depois de vencer Daniela Hantuchovia, disse que se não elevasse o nível de jogo, sua vida em Melbourne seria curta… e foi. Mas ainda assim fez o suficiente para estabelecer um recorde de 61 vitórias na competição. Viu também encerrar a segunda maior sequência de triunfos seguidos de sua carreira com 25 jogos. Desde sua derrota ano passado, também na Austrália, para Sloane Stephens, a americana disputou 80 jogos e ganhou 77.

Serena não justificou sua derrota por causa de uma comentada lesão nas costas, como destacou seu técnico Patrick Moratoglou. A tenista disse sim coisas marcantes, como a de que poderia ter jogado dez vezes melhor. Contou também que obviamente não estava no seu normal, mas revelou que não deu o jogo para a adversária e fez tudo o que podia em quadra. Cometeu sim um número incrível de erros, em bolas que normalmente não costuma falhar.

De qualquer maneira, suas declarações soaram de forma interessante. Afinal, não tirou o brilho da vitória de Ana Ivanovic, uma ex-número 1 do mundo.

No lado masculino, Novak Djokovic e Tomas Berdych continuam fazendo as coisas parecerem fáceis em Melbourne. Estão sobrando.

 

Entre mortos e feridos salvaram-se todos
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 18, 2014 às 8:49 pm

O Aberto da Austrália chega a segunda semana sem grandes perdas, apesar das condições desumanas dos primeiros dias de jogos em Melbourne. Com temperaturas mais amenas, as atenções voltaram-se para as quadras, com os melhores do mundo conseguindo passar ilesos. Rafael Nadal, se é que se poderia pensar ser possível, melhorou ainda mais ao bater tranquilamente Gaels Monfils em três sets. Roger Federer, sinceramente causou preocupação nos primeiros jogos, mas na última rodada esteve impecável. Lembrou os bons tempos. Andy Murray seguiu seu caminho, sem alarde, como deve ser a volta de um jogador, depois de cirurgia.

No feminino, Maria Sharapova diz que aprendeu uma lição, ao sofrer bem mais do que queria e imaginava diante de Alize Cornet. Mas não sei se será diferente daqui pra frente. A russa faz o melhor e o pior do tênis num mesmo jogo. A vantagem é que se estiver num bom dia pode dar trabalho a qualquer uma, até mesmo a Serena, que talvez nem se lembre mais de ter perdido uma partida para ela. Wozniack foi embora, mas não sei se pode-se dizer que foi uma zebra, assim como foi a derrota de Richard Gasquet, um talento pleno com a mão, mas de pernas não tão ágeis como exige o tênis atual. Seu preparo físico ainda está muito aquém de seu jogo. Uma vitória cheia de emoção foi a de Grigor Dimitrov sobre Milos Raonic, em um tie break tido como eletrizante. Gosto do jogo do búlgaro. E me divirto quando o Flávio Sareta diz que só elogio o Dimitrov pelo fato dele ser namorado de Sharapova.

A tendência é de os jogos ganharem em emoção. Se a temperatura deixar, o que realmente vai esquentar é a rivalidade em quadra. Quem ganha com isso são os amantes de um bom tênis. Aquele jogado de verdade.

As partidas passam a concentrar-se nas principais arenas de Melbourne, nesta segunda semana. Já estive por diversas vezes no Aberto da Austrália e posso assegurar que nas quadras secundárias é disputado um torneio. Nas chamadas show courts outra competição. Quem sabe ler vai me entender. Detesto explicar razões óbvias. Gostava do Nelson Rodrigues…

Na Rod Laver Arena ocorre um curioso controle da sombra. É isso mesmo. O teto retrátil não é usado apenas para os dias de chuva. Faz uma linha bem definida entre o sol e a sombra. Basta olhar para cima e ver que as abas se movimentam lentamente, mantendo sempre a mesma linha.

Certa vez na RLA sentei-me justamente na última cadeira ensolarada do media e players box. As da sombra estavam tomadas. Olhei para o céu e pensei… logo. logo vou ficar também na sombra. Os games iam passando e continuava no sol. Foi a deixa para notar que o fundo quadra está sempre na sombra e os locais em que são disputados os pontos ao sol. Não sei, mas os ingressos do fundo quadra devem ser mais caros. Bem, pelo menos nas touradas é assim…

Por ora, apenas o sol brilha no AusOpen
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 16, 2014 às 5:24 pm

Pelo menos até agora, quem mais brilha neste Aberto da Austrália é o sol. Por conta de desmaios, desistências, temperaturas acima de 40 graus centígrados, coletes de gelo, reclamações, o tênis parece que está em segundo plano. Afinal, como exigir jogos de alto nível em condições como as destes dias em Melbourne?

A última vítima foi Maria Sharapova. Ela sobreviveu ao encontro desta rodada e saiu de quadra com uma dúvida interessante: a de que ninguém sabe exatamente como é a chamada política de calor para suspender as partidas. A organização revela uma fórmula que considera temperatura com índice de umidade. Mas, quem acredita nas informações oficiais?. Certo ano, a própria Maria Sharapova ‘assou’ por horas nas quadra de Melbourne Park e depois de tantas reclamações da russa, é que o então diretor do torneio informou os critérios para se interromper um jogo. Neste ano ainda não ouvi nada sobre o caso, mas em outras vezes pairava uma suspeita sobre a veracidade dos termômetros.

Ora, por que colocar em risco a integridades destes artistas das quadras? Por que a organização correria riscos de ver algo mais grave? Outra condição meteorológica, como a chuva, já levou Wimbledon a encontrar solução. Roland Garros também vai pelo mesmo caminho, assim como o US Open, que chega a usar até a segunda feira para fugir do desgaste do Super Sábado. O Slam americano tem também os jogos à noite em diversas quadras. E na Austrália, já que todos sofrem com o fuso horário, não sei se haveria reclamações de se jogar na sessão noturna. A diferença talvez esteja apenas numa ironia… Nova York é conhecida como a cidade que nunca dorme. Melbourne eu não sei… mas tem um enorme cassino nos arredores do torneio que agita as madrugadas.

Não sei também se o Australian Open não fosse um Grand Slam haveria tanto interesse dos jogadores. Esta competição, para quem não lembra, era jogada em dezembro. Mas ao final da temporada, os tenistas já estavam exaustos e houve então a mudança, ocasionando um hiato.

Por ser um Slam todos que estão ligados no que rola no mundo da bolinha amarela ficam atentos e torcendo para ver o melhor do tênis. Por ora, só o sol brilha, mas seria legal que os tenistas brilhassem mais. Isso só o tempo dirá, ou melhor, a temperatura.

A história de um talento: Zé Amin Daher
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 14, 2014 às 1:20 am

Chocado… triste com a arrebatadora notícia do adeus de Zé Amin Daher. Peço licença. Gostaria de dividir com todos a história de um talento. Quando menino ainda, apareceu-me a minha frente em Campos do Jordão, trazido pelas mãos do assessor de imprensa Ivo Simon. Apresentou-me como a maior promessa do tênis brasileiro. Pernas tortas, um físico de ‘jogador de bilhar’, como gostava de definir Dácio Campos, ele, em pouco tempo, transformou-se num dos meus mais queridos amigos do circuito. Inteligente e também inconsequente, afinal, certa vez perguntou se eu não queria ser o seu técnico. Nada de dar instruções. Ora, ele não precisava disso. Queria sim alguém para olhar na arquibancada e dividir as emoções. Costumava estar em seus jogos. Nem por essa, nem por outra. Valia a pena vê-lo jogar. Tênis plástico, fácil, toques geniais, algo divino, reservado a poucos.

Em tantas viagens, torneios e as semanas em Londres, na Casa do Brasil, no período de Wimbledon, vi o menino crescer e desenvolver sua técnica como poucos. Estou certo de que poderia ter ido muito mais longe. Mas não aconteceu por uma série de motivos. Jamais a frustração. Zé fez sucesso também como empresário. A única recaída aconteceu há pouco tempo, num evento no hotel Paradise, em Mogi das Cruzes.  Ele chegou e falou. “Chiquinho hoje eu tenho certeza de que poderia ter chegado lá”.

Ora Zé… não tenho dúvidas disso. Nunca tive…e hoje tenho também a certeza de que o céu recebe um dos maiores talentos que já conheci. Um amigo e tanto que se foi e nos deixa de coração partido e olhos cheios de lágrimas..,. RIP.

Dupla ganha reconhecimento internacional no AO
Por Chiquinho Leite Moreira
janeiro 13, 2014 às 3:12 pm

Não só no Brasil, por motivos óbvios, mas também a mídia internacional virou seus olhos para as duplas. Nestes dias, em meio a agitação das primeiras rodadas do Aberto da Austrália, os irmãos Bob e Mike Bryan receberão o prêmio de ‘Embaixadores do Tênis’, dado pela ITWA (International Tennis Writer’s Association), associação internacional que reúne os principais jornalistas de tênis de todo o mundo. A premiação não visa apenas a atuação em quadra, mas especialmente a contribuição para o esporte e o relacionamento com a mídia. Tanto é que no lado feminino a tenista eleita foi a chinesa Na Li.

A indicação para os Bryans chega num momento importante. Dá aval ao que os brasileiros como Marcelo Melo, Bruno Soares e André Sá andam fazendo no circuito internacional. Além de elevar o status da modalidade, que, podem acreditar, andou ameaçada pela própria ATP, por causa da pressão dos diretores de torneios.

Diferente do que acontece nos Slams, que têm também a missão do desenvolvimento do esporte, diversas competições da ATP se colocaram contra a realização de torneios de duplas. O motivo é que nos dias de hoje as chaves não se misturam mais. Contam com tenistas de simples e especialistas em duplas. Isto significa, por exemplo, um número maior de quartos de hotel. E o retorno ao investimento nem sempre foi o desejado. Afinal, nem mesmo as finais de duplas atraem o interesse do público. Hoje, no Brasil, esta história mudou com a boa atuação dos mineiros em todo o mundo. A ponto de incentivar o desejo de novos jogadores também buscarem esta especialização.

É claro que a mídia não pode ir contra o interesse popular e as maiores atenções seguirão com os jogos de simples. Mas é bom saber que ‘o momento dupla do Brasil’ tem apoio internacional.

Ainda sem jogos de duplas, o Aberto da Austrália deste ano mostrou sua cara, com algumas novidades, atenção ao calor e uma polêmica que promete agitar os próximos dias: a velocidade da quadra e o grip da superfície, que, como já aconteceu há vários anos, deve ser responsável por diversas torções. Em ritmo de aquecimento, Novak Djokovic conseguiu sua 22a. vitória consecutiva em Melbourne e já deu para perceber em pequenos detalhes a mão do novo treinador Boris Becker. O clima de expectativa segue com as estreias de Roger Federer, Rafael Nadal e dos brasileiros.