Monthly Archives: julho 2016

O Jogo Olímpico
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 25, 2016 às 7:56 pm

Há valores importantes no competitivo circuito mundial de tênis, além de milhares de dólares e pontos no ranking. A tentativa de a ATP e, por conseguinte, a WTA, de esvaziarem o Torneio Olímpico do Rio 2016 não surtiu efeito. E grandes estrelas da modalidade irão estar no Brasil. As entidades de classe bateram  de frente, mais uma vez, com a ITF, a Federação Internacional de Tênis, e jogaram pesado com suas mais potentes armas: a distribuição de pontos.

O Jogos começam dentro de apenas alguns dias e tenistas como Novak Djokovic, Roger Federer, Andy Murray, Rafael Nadal, Serena Williams, Garbine Muguruza entre tantos outros astros e estrelas estarão no Rio pela honra de defender as cores de suas bandeiras. Uma emoção que não tem preço.

As negociações sobre a distribuição ou não de pontos para o Torneio Olímpico foi feita como segredo de estado. Afinal, até agora não houve nenhum comunicado oficial, apenas declarações evasivas.

Tudo começou com a iniciativa da ATP, em conjunto com a WTA, de pedir uma compensação financeira às competições próximas a Olimpíada. A base da argumentação era de que torneios como o do Canadá e de Cincinnati poderiam ser prejudicados pela proximidade dos Jogos. O curioso é que em Londres não houve essa preocupação e os ouros de Murray e Serena valeram pontos.

A ITF também tratou o assunto com desdém. Não se observou grandes esforços para se chegar a um lugar comum. E uma das poucas declarações sobre o assunto veio com um representante do segundo escalão: Nick Imison, integrante do departamento de comunicações da federação. Ele limitou-se a dizer durante Roland Garros, que realmente os Jogos do Rio não contariam pontos e que os tenistas jogariam pela honra e glória.

O impasse, a meu ver, acabou prejudicando os tenistas do grupo intermediário. Honra e glória são importantes, mas não enchem barriga. Difícil para um jogador que jamais teve apoio de suas federações na sua formação, ter de viajar ao Rio sem compensações financeiras e também sem sequer pontos no ranking. Federer, Nadal, Serena podem se dar ao luxo de olharem o esporte com outros valores. Bom que possam estar neste nível e bom para o tênis.

Por isso, a decisão de não se dar pontos para o Torneio Olímpico só teve perdedores. O Canadá ficou sem  grandes nomes, tanto no masculino de Toronto, como no feminino de Montreal. Muitos jogadores, especialmente do grupo intermediário, também perdem o interesse pela Olimpíada, enquanto para os grandes nomes a pontuação serviria para dar ainda mais força na briga pelas medalhas  E, mais uma vez, o jogo político interferiu no jogo olímpico.

Final feliz na Davis em BH
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 18, 2016 às 4:31 am

Apesar do sufoco, a Copa Davis teve um final feliz. O Brasil, enfim, confirmou o favoritismo e com a vitória de Thomaz Bellucci sobre Emílio Gomez garantiu vaga para o playoff do Grupo Mundial. O Equador também saiu satisfeito. Afinal, com jogadores acima dos 300 do ranking mundial fizeram jogos equilibrados, emocionantes e bonitos. E para completar o Minas Tênis Clube mostrou competência e estrutura para ser sede do evento. A torcida colaborou, deu uma linda atmosfera às partidas e os mineiros estão de parabéns.

Agora é esperar pelo sorteio nesta terça-feira para ver onde e com quem o Brasil vai jogar. BH já se candidatou. E os mineiros garantem: não seria problema nenhum colocar uma quadra de saibro no lugar do piso sintético utilizado no confronto contra o Equador.

A escolha da sede, porém, vai depender de uma série de fatores. Mas uma coisa ficou bem clara neste fim de semana em BH: não se pode ‘cantar’ vitória antes do tempo. A superfície sintética por pouco não se transformou em armadilha. Além disso, o ranking dos adversários não é real, sem dúvida nenhuma. Tanto Emílio Gomez, 317, como Roberto Quiroz, 434, jogam um tênis de alta qualidade e suas classificações não refletem a qualidade e nível técnico apresentado pelo dois.

Assim, se alguém pensava que o confronto poderia ser decidido ainda no sábado, possivelmente sem sequer a perda de sets, a Copa Davis deixou mais uma lição…respeito é bom e eu gosto.

 

Davis: sonho adiado… dupla confirma
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 16, 2016 às 3:57 pm

Por pouco o sonho de o Brasil abrir três jogos a zero e celebrar uma tranquila vitória sobre o Equador não se transforma em pesadelo. Rogerinho Dutra Silva perdeu para Emílio Gomez e Thomaz Bellucci sofreu para conseguir o empate na primeira rodada, em Belo Horizonte. Por sorte, e não sem emoção, a dupla confirmou e deixou a equipe brasileira a uma vitória da classificação para o playoff. Mas, ainda assim, Marcelo Melo e Bruno Soares saíram perdendo o primeiro set e só venceram de virada por 3 a 1.

A quadra dura  no lugar do saibro e certa altitude de Belo Horizonte por pouco não pegaram os próprios brasileiros, especialmente nas partidas de simples. A escolha do piso foi para servir como preparação para os Jogos Olímpicos do Rio, que terão uma superfície semelhante. Além disso, nossos principais jogadores estariam vindo da rápida grama de Wimbledon.

Pelo menos para Rogerinho, esta decisão custou caro. Ele até que teve um bom início de jogo, mas depois viu o adversário ganhar terreno. É isso mesmo. Enquanto o brasileiro ficava metros de distância da linha de base, o equatoriano batia praticamente dentro de quadra. Gomez é filho do grande campeão de Roland Garros (Andrés) e fez o College, nos Estados Unidos.  Sabe muito bem como jogar num piso sintético.

O adversário de Bellucci  (Roberto Quiroz) vem da mesma escola. E, por isso, deu trabalho ao brasileiro. Mas, por incrível que pareça, ele não ‘viajou’. Soube como segurar a onda e marcar três sets a um, garantindo o empate para o Brasil no primeiro dia de jogos.

Aliás, Bellucci também está atento ao seu controle emocional. Não só a torcida brasileira preocupa-se com isso. Tanto é que ele contratou um especialista, Douglas Maluf, para trabalhar o seu foco. O que achei legal é que não fez isso ‘as escondidas’, guardou segredo. Pelo contrário, anunciou a presença do seu conselheiro em plena entrevista coletiva.

A participação de psicólogos, orientadores, em modalidades esportivas já é comum, nos dias de hoje. Mas, no caso do tenista, existe uma certa diferença. Normalmente estes profissionais são contratados pelos clubes de futebol, equipes de vôlei ou basquete. Mas no caso de Bellucci sai de seu próprio bolso. Por isso, vejo que não investe apenas na preparação técnica, física, mas também mental.

O aspecto mental também foi muito importante para a vitória, de virada, de Marcelo Melo e Bruno Soares. A obrigação de vencer pressionou os mineiros jogando em casa. Viram também adversários sem responsabilidade pela frente, com Emílio Gomez e Roberto Quiroz jogando como franco atiradores.

Para Bruno Soares este já foi um belo testa para a Olimpíada. Afinal no Rio 2016, a dupla brasileira jogará diante da torcida e com grandes esperanças de medalha.

Davis: “o jogo é jogado e o lambari é pescado”
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 15, 2016 às 12:26 am

É claro que o Brasil é favorito para vencer o Equador em confronto pela Copa Davis, em Belo Horizonte. A diferença de ranking entre os jogadores reflete bem esta situação. Mas acho que não se pode cantar vitória tranquila antes do tempo. Posso até parecer exagerado, mas Copa Davis é diferente, tem um outro peso, outros ingredientes. A começar pelo fato de os jogos serem decididos em melhor de cinco sets. Numa maratona destas – vou bater três vezes na madeira –  ninguém está livre de tropeços, torções, cansaço etc e tal. Além disso, é imprescindível respeito ao adversário.

Sei que muita gente não curte o Thomaz Bellucci. Mas ele está longe de ser um idiota. E eu, particularmente, gosto do seu jeito de ser.  É esperto, atento e sabe bem o que faz. Nesta quinta feira cheguei a Belo Horizonte e ao entrevistar o número um do Brasil, ele fez uma advertência importante sobre seu adversário desta sexta-feira, o equatoriano Roberto Quiroz. Ocupa apenas a posição de número 434 na ATP, mas fez o College e, por isso, está pra lá de acostumado a jogar em quadras sintéticas, como a do Minas Tenis Clube.

Esta informação do Bellucci é importante. Cheguei a BH apenas à tarde, depois do sorteio e, após rápida passagem pelo hotel, fui ao ginásio. Encontrei um velho amigo, o técnico equatoriano Raul Viver. Como jogador em torneios no Brasil  se divertia muito nos tempos em que eu estava no Estadão e ele lia a manchete “Viver ou Mattar, quem ganha este desafio? É claro que isso era uma referência às várias vezes em que jogou com o nosso Luiz Mattar. “El flaco” Viver fez uma festa ao me ver. Mas tive de fazer uma pergunta da qual detesto, pois demonstra falta de conhecimento:: “quem é esse aí que está treinando?”. Ele respondeu: “Quiroz”. Poxa, o menino pega bem na bola. É alto, canhoto e saca forte.

Esta minha impressão foi compartilhada pelo capitão brasileiro João Zwetsch. que também viu qualidades no adversário de Bellucci desta sexta-feira. É claro que ninguém vai duvidar que o brasileiro possa passar em três sets. Mas como diz o velho ditado: “O jogo é jogado e o lambari é pescado”.

Serena e Murray reais e dignos vencedores
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 11, 2016 às 6:41 pm

A conquista do título de Wimbledon devolveu a Serena Williams a sua real condição de rainha do tênis. A americana andou ameaçada com derrotas em partidas importantes, como nas finais do Aberto da Austrália e de Roland Garros. Agora não: impôs o seu verdadeiro jogo e quando ela consegue estar no seu melhor é praticamente imbatível. E como bem  disse Angelique Kerber, não foi ela quem perdeu, mas sim Serena que venceu.

O clima real do All England Club serviu também para coroar a excelente fase de Andy Murray. Está próximo de ser o número um da temporada, com o bicampeonato em Wimbledon. E, apesar da pouca simpatia com a torcida, não se pode negar que o escocês vem apresentando um jogo brilhante. Com ele não tem bola perdida e seus contra ataques estão impecáveis.

Murray foi premiado pelo seu esforço e dedicação. Soube muito bem como planejar sua carreira e investir no futuro. Jogou por muito tempo na Espanha para ganhar base. Mais recentemente revelau ousadia em contratar treinadores. Ora, depois desfazer amigavelmente uma parceria com Amelie Mauresmo não se conformou com a saída de Ivan Lendl. Buscou, novamente, o americano de origem tcheca para ajudá-lo neste campanha em Wimbledon.

Aliás, a sempre fuçadora imprensa britânica revelou detalhes dos mais curiosos. Lendl é chamado de cara de pedra, por razões óbvias. Só que nesta conquista de Murray ele, enfim, se emocionou, com os olhos cheios de lágrimas. Por algum momento tentou justificar, por se tratar de uma alergia. Mas o Daily Mail garante que o próprio Lendl admitiu toda a emoção.

Este investimento em treinadores comprovou sua eficiência em Wimbledon. Afinal, Milos Raonic chegou a sua primeira final de Slam com um staff p’ra lá de de numeroso. Além do habitual time com Carlos Moya, ele contou também com o genial John McEnroe.

A boa notícia para os brasileiros é que Serena Williams e Andy Murray são os atuais campeões olímpicos. A americana já confirmou que vem ao Rio para defender o ouro e buscar novos. Murray deve seguir no mesmo caminho defendendo as cores da equipe GB.

 

Murray desafia outro big gun
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 8, 2016 às 6:57 pm

Assim como aconteceu com Novak Djokovic, diante de Sam Querrey, Roger Federer também foi vítima de um ‘big gun’, como os ingleses gostam de definir os grandes sacadores em Wimbledon. O suíço alimentava o sonho de levantar outro troféu de Grand Slam justamente no piso em que lhe seria mais favorável. Mas, por ironia, a grama é que acabou determinando seu adeus à competição. Perdeu para Milos Raonic, um canadense de herança dos Balcâs, origem de tantos outros jogadores de saques poderosos, como Goran Ivanisevic, Ivo Karlovic e, até o atual treinador de Federer, Ivan Ljubicic.

Desde a derrota de Djokovic venho recebendo uma enxurrada de perguntas de como o número 1 do mundo pode ter sido eliminado por Querrey. Estaria o sérvio ainda na ressaca pela conquista de Roland Garros? Não… pois vejo que a grama é capaz de proporcionar este tipo de situação. O tempo estava úmido, a quadra escorregadia, os saques do americano ganharam ainda mais velocidade, enquanto o trabalho de pernas de Djoko não tinha a mesma agilidade neste traiçoeiro piso.

As condições do duelo de Federer com Raonic não estavam tão adversas para o suíço. Há de se valorizar o tremendo desenvolvimento do tenista canadense. Seu investimento na busca de um título de Slam é ousado Mas não se pode negar que seu saque foi determinante em importantes momentos do jogo.

Raonic está com um forte staff. Gosto da ideia de dividir opiniões e acrescentar novos ingredientes. Carlos Moya tem sua importância, assim como também John McEnroe. No caso do temperamental americano acredito que sua força tenha sido muito decisiva no aspecto mental, dar confiança e fazer o pupilo acreditar.

Aliás sobre este assunto, meu grande colega italiano Viincenzo Martucci, da Gazzetta Dello Sport,  postou um interessante twitter. Um recado para quem questionava a parceria de Raonic com McEnroe, já que o americano durante as semifinais estava comentando o jogo para a rede britânica BBC. Ele ironizou: será que Raonic está conectado com a BBC para ouvir as sugestões de McEnroe?

A situação deve se repetir para a final deste domingo. Como estaria McEnroe com um pupilo em quadra e comentando para uma rede britânica, num jogo de um escocês em ação. Posso assegurar uma coisa, pelos anos que vi o americano jogando e acompanhando seu admirável trabalho. McEnroe pode parecer louco, mimado, mas está muito longe de ser um idiota. Não iria ser parcial.

Tudo isso não invalida o título deste post. Murray desafia outro big gun. Nas semifinais, diante de um bom sacador como Tomas Berdych, dominou o jogo. Será que poderá fazer o mesmo neste domingo. E para o mundo do tênis fica outra questão: Raonic vai passar de vilão a herói?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RF: O sonho continua
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 6, 2016 às 10:14 pm

P’ra lá de legal a declaração de Roger Federer logo após a emocionante vitória sobre Marin Cilic: “O sonho continua”. Veio num contexto em que se sentiu como um sobrevivente. Afinal, estar com dois sets abaixo, enfrentar um 0-40 no três a três do terceiro set e ainda salvar três match points é mesmo para sair pulando de alegria, para quem mantém viva as esperanças de celebrar mais um troféu de Grand Slam.

Não é de se surpreender com tamanha celebração. Federer, nos dois primeiros sets, esteve longe de seu melhor nível. Mas a diferença dos grandes tenistas para os demais é a de justamente conseguir transformar um dia em que as coisas não estão indo bem, numa jornada genial. E foi justamente o que ele fez. Não foi talvez a maior virada que já conseguiu no tênis, mas para o atual momento, a mais importante.

Cilic foi um adversário e tanto. Não teria sido injustiça se o croata tivesse levado o jogo, indo para as semifinais. Jogou com coragem, especialmente no tie break do primeiro set, quando impôs o seu ritmo e agressividade. Ficou sim abalado mentalmente, quando não aproveitou o 0 a 40 no terceiro set. Mas ainda assim poderia ter saído de quadra como vencedor.

Por seu lado, Roger Federer ganha enorme confiança para o desafio das semifinais. Até agora em Wimbledon não tinha passado por um teste tão duro, como nestas quartas de final. E sentiu de perto o que é ter pela frente um excelente sacador. Um detalhe dos mais importantes para quem irá duelar com Milos Raonic.

Confiança em alta também está Andy Murray. O britânico esbanja determinação, inteligência e pernas. Depois de fazer um seis a um no segundo set, diante de Jo-Wilfried Tsonga aprendeu a lição de que não se pode contar com a vitória antecipadamente.

Agora o escocês pega Tomas Berdych. O tenista tcheco vem correndo por fora. Mas a pergunta é de como irá se comportar diante de um Murray jogando em casa na central do All England Club?

 

RF leva a torcida em Wimbledon
Por Chiquinho Leite Moreira
julho 4, 2016 às 3:59 pm

Desde a precoce eliminação de Novak Djokovic fiquei com a impressão que o mundo do tênis voltou suas atenções para Roger Federer. Pelo tom das conversas, das entrevistas e declarações ousaria dizer que o suíço ganhou a torcida. Afinal vê-lo levar mais um Slam seria coroar uma das mais brilhantes carreiras da história do tênis. Não que ele tenha mais nada a provar, mas o 18. é uma marca significativa, sonhada.

Até agora, é verdade, Federer não cruzou com adversários teoricamente fortes. Chegou assim a sua 14a. quartas de final em Wimbledon e igualou o recorde de Martina Navratiolova de 306 vitórias, com relativa facilidade. Experiente, o suíço não se empolgou com o fato e soltou uma frase das mais interessantes: “Não se ganha um Slam na primeira semana, mas se perde.”

Um belo recado, não intencional, é claro, para Novak Djokovic. O tenista sérvio caiu, ao meu modo de ver, com certa injustiça. Afinal, não fosse em Wimbledon teria Sam Querrey vencido o jogo? Lembro de uma frase de um treinador que costumava dizer que a grama era do tempo em que o saque servia ‘simplesmente’ para se iniciar o ponto, não uma poderosa arma como atualmente. Tanto é certo que dos três Slams que eram disputados nesta superfície restou apenas o inglês. Mas, em contrapartida, existe seu fascínio, sua admiração, beleza e emoção. E, lógico, a enorme tradição.

Nesta superfície os chamados ‘big guns’ estão fazendo sucesso. Querrey segue com belos resultados. John isner colocou-se mais uma vez entre os personagens dos jogos mais longos do torneio, no 19 a 17 para Jo-Wilfried Tsonga. E não por coincidência RF terá agora pela frente Marin Cilic, discípulo de Goran Ivanisevic.