Monthly Archives: outubro 2016

Uma nova WTA; e a batalha de Murray
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 31, 2016 às 4:38 pm

Uma nova WTA está nascendo. A chegada do CEO Steve Simon, com ideias revolucionárias, coincidiu com o afastamento de Serena Williams de alguns torneios. Sem a americana, o circuito ficou mais aberto, competitivo e abre espaço para outras estrelas.

Vou plagiar um twitter de Maria Sharapova. Ela disse que a WTA revelou em 2016 novas caras, com diferentes campeãs. Nos Grand Slams, por exemplo, Angelique Kerber ganhou Austrália e US Open, Garbine Muguruza, Roland Garros, Serena imperou em Wimbledon, enquanto a surpreendente Dominika Cibulkova ergueu o troféu do WTA Finals.

O circuito feminino ganhou energia e investimentos. O movimento iniciado por Billie Jean King em buscar igualdade de prêmios entre homens e mulheres, chegou agora numa situação curiosa: o Finals de Cingapura, com seus US$ 7 milhões, pagou mais do que será distribuído no ATP Finals de Londres.

A discussão se devem as mulheres ganhar prêmios iguais aos homens, para mim é coisa do passado. Alguém paga a conta. E se os patrocinadores estão mantendo torneios como o de Cingapura é porque estão contentes e satisfeitos. Portanto, só vale mesmo aproveitar os bons jogos vistos no Finals feminino.

O próximo ano promete muitas novidades. Sempre é bom ver o tênis feminino caminhando dessa forma. Novas caras surgindo, mas também velhas rivalidades. Afinal, Serena não disse adeus ainda e Maria Sharapova estará de volta em 2017.

A batalha de Murray – É impressionante e de se elogiar a determinação de Andy Murray em buscar a liderança do ranking mundial. Fez o que parecia impossível estar próximo. A distância de Novak Djokovic como número um do mundo passou de confortável para preocupante.

Muita gente não gosta do estilo Andy Murray. Em quadra parece a hiena Hardy. Personagem dos desenhos animados que diante de um desafio de seu parceiro, o leão Lippy dizia algo assim: “Oh céus Oh vida …. não vai dar certo Lippy. O escocês também parece desanimado em quadra, meio reclamão, mas vem exibindo um tênis de primeira… bonito de ver, por que não?

Ranking dá sinal de uma nova era do tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 11, 2016 às 6:47 pm

O ranking da ATP desta semana dá um sinal de alerta. Desde 23 de junho de 2003 nem Roger Federer, nem Rafael Nadal não apareciam entre os quatro primeiros. A última lista que isso aconteceu tinha no grupo dos top ten nomes como Andre Agassi, seguido de Lleyton Hewitt, Juan Carlos Ferrero, Carlos Moya, Federer, Andy Roddick, Guillermo Coria, Rainer Schuetler, David Nalbandian e Jiri Novak.

Esta semana a liderança segue com Novak Djokovic, seguido de Andy Murray, Stan Wawrinka, Key Nishikori, Rafael Nadal aparece em quinto e Roger Federer em sétimo.

Nadal abriu a semana avisando que uma vaga no ATP Finals não é uma obsessão. Ora, para quem buscou dez títulos de Roland Garros e sempre jogou o ponto inicial como se fosse um match point, este conformismo não é bom. Federer vai completar o ano sem títulos. Está prevista sua volta para a Austrália. 

Acontece que o tênis é um esporte dinâmico. Pela manhã vi Alexander Zverev bater o ex-campeão do US Open Marin Cilic em três sets, com competência e talento. Impressionante o segundo serviço deste jovem alemão. Ele já ocupa um lugar próximo dos 20 primeiros, antes de completar 20 anos.

Depois do jogo li o Primeiro Set do Mário Sérgio. Fala de Taylor Fritz e Frances Tiafoe. Vale a pena ler e conferir. Lembrei também de uma conversa com Leo Azevedo. Ele foi treinador de Thomaz Bellucci e radicou-se nos Estados Unidos trabalhando para a USTA. E como integrante da toda poderosa associação de tênis norte-americana está super satisfeito e feliz em ver que uma nova geração de tenistas está realmente chegando.

É triste mas é verdade. Ninguém quer ver ídolos como Nadal e Federer saindo de cena. Ambos ainda têm muito a proporcionar ao tênis. Mas é certo que estamos diante de uma nova era. É bom a gente se preparar para novos nomes, mas legal também jamais esquecer aqueles que fizeram história.

Murray faz corrida estratégica para # 1
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 3, 2016 às 1:41 pm

A ousada declaração do britânico Andy Murray de que vê possibilidades de encerrar o ano como novo número um do mundo promete agitar este final de temporada. O período parecia um pouco morno com o desinteresse e lesão de Novak Djokovic, a irregularidade de Rafael Nadal e o afastamento do Roger Federer. Mas agora não… afinal há uma corrida importante na sua reta final.

Há uns bons anos, a ATP e a WTA voltaram seus olhos para o Oriente na tentativa de esquentar um pouco mais o clima dos torneios indoors do outono e inverno europeu. As competições ganharam força e investimentos, com os Masters 1000 e os Premiers. Só que houve uma natural perda de interesse. Djokovic, além do problema no cotovelo, reconheceu estar ‘saturado’ por causa uma temporada exigente. Serena Williams já caiu fora do tour asiático no ano passado e pode seguir o mesmo caminho agora.

Atento a situação, Andy Murray fez uma boa jogada ao enfatizar o interesse em alcançar a liderança do ranking. Uma declaração destas no início do ano soaria como impossível, após os títulos de Djokovic no Aberto da Austrália e Masters de Indian Wells e Miami. Mas, agora não, pois existe uma chance real, embora com dificuldades.

Esta semana, Murray parte como principal favorito em Pequim. Enquanto Djokovic irá perder os 500 pontos ganhos nesta competição no ano passado. O tenista britânico tem a defender 360 pontos de Xangai, 600 de Paris e 200 do Finals.

A situação de Djokovic na liderança ainda é tranquila. Mas, sem dúvida, seria muito arriscado ele seguir o caminho de Serena Williams e pensar apenas na próxima temporada. Afinal, além de Pequim esta semana, tem 1000 pontos de Xangai, outros 1000 de Paris e 1.300 do Finals. Portanto, a briga pela posição de número um do mundo neste final de temporada promete ser emocionante. Um momento estratégico para o britânico e exigente para o sérvio.