Monthly Archives: dezembro 2016

Depois de Guga, mais um brasileiro brilha em RG
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 13, 2016 às 12:53 pm

Após 20 anos à primeira conquista de Gustavo Kuerten em Roland Garros, mais um brasileiro brilha nas cores do saibro francês. É o artista contemporâneo Vik Muniz. Ele é o autor da obra que irá ser o símbolo do torneio de 2017, com o magnifico pôster do evento. A foto de um tenista na hora do saque – onde começam as emoções – refletida como uma sombra na terra batida estará espalhada por todos os cantos da Paris, a cidade luz da inspiração de artistas e intelectuais.

Roland Garros vem com estas coisas. Por isso, sempre digo que nenhum outro Grand Slam tem Paris como sede. Afinal, em qual deles o lado artístico estaria tão destacado? O torneio vive hoje em busca da modernidade. Precisa de uma nova quadra central, coberta, e maior espaço físico, mas não abandona jamais suas tradições e seu charme.

Aliás, 2017 deveria marcar a inauguração da nova Philippe Chatrier. Só que como avisou o diretor do torneio este ano, Guy Forget, nada é muito simples quando se trata dos direitos e licenças na França. O projeto é lindo, com arquitetura arrojada, clara, muitos vidros, mas caminha muito lentamente. E enquanto estas demandas não forem resolvidas, a competição fica dependendo das condições climáticas. Em 2016 a programação esteve pra lá de ameaçada, mas terminou dentro do prazo.

Enfim, se Roland Garros vive atualmente com suas adversidades, para o público brasileiro sempre estará guardado em um lugar especial do coração. Quem não lembra das toalhas oficiais nas cores verde e amarelas, como forma de marcar o “ano do Brasil na França”. E agora, em 2017, o orgulho vem pela luz do artista Vik Muniz.

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Rio Open, o nosso torneio
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 8, 2016 às 3:58 pm

O longo dos seus ainda pouco anos de existência, o Rio Open revelou-se num dos mais agradáveis eventos do tour. A edição de 2017 teve lançamento oficial esta semana com novidades como o japonês Kei Nishikori e a revelação austríaca Dominic Thiem. Ambos estiveram recentemente no ATP Finals. Outros atributos são naturais. A cidade é maravilhosa e o Jockey Club está num canto charmoso, próximo a quase tudo de bom. Ah! como resistir a uma visita a um dos restaurantes do CT… não é baratinho, mas também não precisa ir todos os dias…

As quadras no Jockey Club proporcionam um clima de muita intimidade. Nas secundárias dá para ver o jogo debruçado nas laterais. A central permite uma boa visão sob todos os ângulos. Vi jogos emocionantes como o match point salvo por Rafael Nadal diante de Pablo Andujar. Lembro que o público deixou as arquibancadas extasiado, mas feliz com a vitória do ídolo espanhol.

Por tudo isso recomendo o Rio Open. Digo isso, pedindo desculpas para não parecer esnobe, mas em função do meu histórico em eventos de todo mundo recebo muitos e muitos pedidos de dicas, indicações e sugestões para torneios. É claro que o meu preferido é Roland Garros, pelos 30 anos que já frequentei a competição e todos os ingredientes que invadiram os corações de todos nós brasileiros. Costumo dizer que nenhum outro Slam tem Paris como sede. Devo, porém, confessar que o US Open é o mais festivo e vibrante. É o mais fácil para se conseguir ingressos. E sempre aviso: não deixe de estar em pelo menos uma sessão noturna na Arthur Ashe. A atmosfera é eletrizante e ah… que saudades dos tempos de Andre Agassi em ação. E para fazer justiça… verão em Nova York também não está mal hein?

Wimbledon tem suas tradições e extrema beleza. Só que comprar ingressos é missão para poucos. Sem contar que o SW-19 não fica muito próximo a Londres. Mas, mesmo assim, um amigo do clube pediu-me dicas. Ele adorou todas, vibrou com os jogos, e estendeu as emoções da competição no pub Dog&Fox, no Wimbledon Village, onde viu tenistas do grupo intermediário andando por ali e nos restaurantes das redondezas.

O Aberto da Austrália não frequento desde a era Guga Kuerten. Faz tempo que não cruzo o planeta atrás de tênis. Mas dizem que o evento cresceu muito, está pra lá de interessante e, é claro, também é um Slam.

Para quem quer começar em competições mais acessíveis, a recomendação é para Miami. Na última semana de março, a cidade está repleta de brasileiros e o clima em Crandon Park é amistoso e agradável. Os ingressos estão disponíveis no site oficial e até mesmo na bilheteria do evento dá para comprar entradas, caso não prefira reservar o seu com antecedência.

Mas por que não começar com o Rio Open? O evento é bem organizado e vi com bons olhos o anúncio que as áreas cobertas estarão 30% mais amplas. Ano passado, nas horas de chuva, muita gente tinha de se acotovelar nas centro de alimentação e, realmente, não estava confortável. Este ano a promessa é de melhorar cada vez mais. O respeito ao público é importante. Afinal, boa parte do espetáculo está nas arquibancadas.