Ranking dá sinal de uma nova era do tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
outubro 11, 2016 às 6:47 pm

O ranking da ATP desta semana dá um sinal de alerta. Desde 23 de junho de 2003 nem Roger Federer, nem Rafael Nadal não apareciam entre os quatro primeiros. A última lista que isso aconteceu tinha no grupo dos top ten nomes como Andre Agassi, seguido de Lleyton Hewitt, Juan Carlos Ferrero, Carlos Moya, Federer, Andy Roddick, Guillermo Coria, Rainer Schuetler, David Nalbandian e Jiri Novak.

Esta semana a liderança segue com Novak Djokovic, seguido de Andy Murray, Stan Wawrinka, Key Nishikori, Rafael Nadal aparece em quinto e Roger Federer em sétimo.

Nadal abriu a semana avisando que uma vaga no ATP Finals não é uma obsessão. Ora, para quem buscou dez títulos de Roland Garros e sempre jogou o ponto inicial como se fosse um match point, este conformismo não é bom. Federer vai completar o ano sem títulos. Está prevista sua volta para a Austrália. 

Acontece que o tênis é um esporte dinâmico. Pela manhã vi Alexander Zverev bater o ex-campeão do US Open Marin Cilic em três sets, com competência e talento. Impressionante o segundo serviço deste jovem alemão. Ele já ocupa um lugar próximo dos 20 primeiros, antes de completar 20 anos.

Depois do jogo li o Primeiro Set do Mário Sérgio. Fala de Taylor Fritz e Frances Tiafoe. Vale a pena ler e conferir. Lembrei também de uma conversa com Leo Azevedo. Ele foi treinador de Thomaz Bellucci e radicou-se nos Estados Unidos trabalhando para a USTA. E como integrante da toda poderosa associação de tênis norte-americana está super satisfeito e feliz em ver que uma nova geração de tenistas está realmente chegando.

É triste mas é verdade. Ninguém quer ver ídolos como Nadal e Federer saindo de cena. Ambos ainda têm muito a proporcionar ao tênis. Mas é certo que estamos diante de uma nova era. É bom a gente se preparar para novos nomes, mas legal também jamais esquecer aqueles que fizeram história.


Comentários
  1. ERALDO GUILLAUME

    Caro Chiquinho,
    esses ciclos são inevitáveis e necessários mas, como vc disse, não devemos esquecer as “feras” que fizeram história.

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  2. Altaisio Paim

    Boa tarde!
    Chiquinho, e o Federer? Muito tempo sem jogar, hein?
    A saudade é imensa. Muita saudade mesmo!!!
    Eu como admirador espero sempre grandes jogos, conquistas…
    Voltará em grande estilo, conquistas…?
    Abraços..

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  3. Ricardo Costa

    Rafael Nadal e Roger Federer não estão mortos. É evidente que o peso da idade chegou para ambos, mas penso que suas carreiras estão longe do fim. Eles não estão mais no auge, porém ainda têm muito a mostrar no circuito. Na minha opinião, um novo ciclo está começando com a ascensão de Andy Murray e a queda de desempenho de Novak Djokovic. E apesar da evolução de jovens tenistas como Milos Raonic e Grigor Dimitrov, dentre outros, ainda vejo o Big Four dominante no circuito do tênis por mais alguns anos.

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  4. Anônimo

    O que me parece: daqui a uns 5 ou 4 anos o ranking ser de Nishikori, seguido por Thiem, Kyrgios, Zverev, Pouille

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