Rio Open, o nosso torneio
Por Chiquinho Leite Moreira
dezembro 8, 2016 às 3:58 pm

O longo dos seus ainda pouco anos de existência, o Rio Open revelou-se num dos mais agradáveis eventos do tour. A edição de 2017 teve lançamento oficial esta semana com novidades como o japonês Kei Nishikori e a revelação austríaca Dominic Thiem. Ambos estiveram recentemente no ATP Finals. Outros atributos são naturais. A cidade é maravilhosa e o Jockey Club está num canto charmoso, próximo a quase tudo de bom. Ah! como resistir a uma visita a um dos restaurantes do CT… não é baratinho, mas também não precisa ir todos os dias…

As quadras no Jockey Club proporcionam um clima de muita intimidade. Nas secundárias dá para ver o jogo debruçado nas laterais. A central permite uma boa visão sob todos os ângulos. Vi jogos emocionantes como o match point salvo por Rafael Nadal diante de Pablo Andujar. Lembro que o público deixou as arquibancadas extasiado, mas feliz com a vitória do ídolo espanhol.

Por tudo isso recomendo o Rio Open. Digo isso, pedindo desculpas para não parecer esnobe, mas em função do meu histórico em eventos de todo mundo recebo muitos e muitos pedidos de dicas, indicações e sugestões para torneios. É claro que o meu preferido é Roland Garros, pelos 30 anos que já frequentei a competição e todos os ingredientes que invadiram os corações de todos nós brasileiros. Costumo dizer que nenhum outro Slam tem Paris como sede. Devo, porém, confessar que o US Open é o mais festivo e vibrante. É o mais fácil para se conseguir ingressos. E sempre aviso: não deixe de estar em pelo menos uma sessão noturna na Arthur Ashe. A atmosfera é eletrizante e ah… que saudades dos tempos de Andre Agassi em ação. E para fazer justiça… verão em Nova York também não está mal hein?

Wimbledon tem suas tradições e extrema beleza. Só que comprar ingressos é missão para poucos. Sem contar que o SW-19 não fica muito próximo a Londres. Mas, mesmo assim, um amigo do clube pediu-me dicas. Ele adorou todas, vibrou com os jogos, e estendeu as emoções da competição no pub Dog&Fox, no Wimbledon Village, onde viu tenistas do grupo intermediário andando por ali e nos restaurantes das redondezas.

O Aberto da Austrália não frequento desde a era Guga Kuerten. Faz tempo que não cruzo o planeta atrás de tênis. Mas dizem que o evento cresceu muito, está pra lá de interessante e, é claro, também é um Slam.

Para quem quer começar em competições mais acessíveis, a recomendação é para Miami. Na última semana de março, a cidade está repleta de brasileiros e o clima em Crandon Park é amistoso e agradável. Os ingressos estão disponíveis no site oficial e até mesmo na bilheteria do evento dá para comprar entradas, caso não prefira reservar o seu com antecedência.

Mas por que não começar com o Rio Open? O evento é bem organizado e vi com bons olhos o anúncio que as áreas cobertas estarão 30% mais amplas. Ano passado, nas horas de chuva, muita gente tinha de se acotovelar nas centro de alimentação e, realmente, não estava confortável. Este ano a promessa é de melhorar cada vez mais. O respeito ao público é importante. Afinal, boa parte do espetáculo está nas arquibancadas.

 


Comentários
    1. Chiquinho Leite Moreira

      A gestão do complexo ainda parece estar indefinida e a organização do Rio Open não pode esperar. Quem sabe no próximo ano…

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