Carnaval invade o nosso tênis
Por Chiquinho Leite Moreira
fevereiro 14, 2017 às 2:04 pm

No país do Carnaval os dois principais torneios do Brasil serão disputados durante do reinado de Momo. Pode parecer estranho querer concorrer com a alegria compulsória deste período, mas não acredito que as competições possam vir a ser  prejudicadas. Até pelo contrário: muita gente deve aproveitar o feriado para curtir o tênis.

O Rio Open já deu uma bola dentro anunciando antecipadamente a estreia de Kei Nishikori para terça feira, dia 21. A data ainda não pega o auge do Carnaval carioca, em que os hotéis do Rio prometem estar a preços de Olimpíada. E a propósito: sei de muita gente da colônia japonesa que estará no Rio para acompanhar Nishikori, que, por ironia, a mídia do Japão o define como ‘made in USA’, pelo fato de estar há muitos anos nos Estados Unidos.

O clima do Carnaval também deve dar um tom alegre ao torneio. Acredito que muitos  gostariam de ver a competição no Parque Olímpico. Sem dúvida seria legal e contemplaria o chamado legado. Mas no País do Carnaval nem tudo corre do jeito que a gente gostaria. Realizar o evento na Barra seria um risco, que o simpático Jockey Club na  sua elegante localização não precisaria correr.

O Rio Open este ano também ganhou uma série de atrativos, com diversas promoções que devem fazer a alegria da torcida. A organização também prometeu aumentar as áreas cobertas e de alimentação para o público, atendendo a uma demanda de reclamações.

O Carnaval também pega o Brasil Open. Curiosamente, segundo pesquisa, a cidade de São Paulo será o segundo destino mais procurado por turistas de todo o País, ficando apenas atrás do Rio. O chamado ‘túmulo do samba’ ressuscitou nas ruas da Vila Madalena e, acredito eu, lá pela região da 25 de março, para quem viaja pensando no carnaval de compras.

Estou curioso para saber como será a logística este ano no Clube Pinheiros. Sinceramente gostei muito do esquema de 2016. O torneio em si ficava isolado das instalações do clube. Isso evita constrangimentos, deixa o torcedor mais a vontade e o associado dentro de sua privacidade.

Além disso, tenho muito respeito pela organização do Brasil Open. O tênis está na veia do presidente da Koch Tavares, Luiz Felipe. Às vezes temos memória curta. Mas este evento nasceu na Bahia, com chaves masculina e feminina e estupenda estrutura. Também não se pode esquecer que a Koch, de muita tradição,  trouxe recentemente ao Brasil nomes como Roger Federer, Rafael Nadal, Serena Williams, Maria Sharapova e por aí vai. Manter a competição, não tenho dúvidas, de que é fruto de um esforço muito grande. E diria eu, sem medo de exageros, de uma enorme paixão pelo tênis.


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