Paixão pelo tênis no Brasil Open
Por Chiquinho Leite Moreira
março 3, 2017 às 5:32 pm

Muito se falou das dificuldades para realizar o Brasil Open deste ano. Não é novidade para ninguém que a crise atinge todas as áreas. Mas a paixão pelo tênis do organizador do evento fez o torneio acontecer. E longe de se notar qualquer precariedade. Pelo contrário tudo está como sempre marcou a história desta tradicional competição, que nasceu na Costa do Sauípe, passou pelo Ginásio do Ibirapuera e agora instalou-se no Clube Pinheiros, em São Paulo.

Esta mesma paixão pelo tênis ficou clara no ambiente do Brasil Open. Mesmo sem brasileiros na disputa do título de simples, as arquibancadas revelam o amor do torcedor pelo esporte. Cruzei com gente de todo Brasil. Desde cidades do Interior de São Paulo até mesmo grupos de Estados distantes como o Piauí.

Vejo que o brasileiro criou uma cultura pelo tênis. Não se trata apenas de torcer para um ídolo como nos tempos de Guga Kuerten. Ou ainda vibrar com atuações de Roger Federer, com a rivalidade com Rafael Nadal, ou admirar o jogo dos líderes Andy Murray e Novak Djokovic. O que existe hoje é o conhecimento e o gosto por um bom tênis.

As arquibancadas do Pinheiros revelam este sentimento. O público sabe reconhecer uma boa jogada, um talento e arte mesmo diante de jogadores que não estão lá na ponta da lista de classificação. Afinal, num esporte com tanta concorrência estar num ATP 250 já revela um nível invejável.

Tenho de reconhecer que muita gente reclama de um fato de difícil explicação: o de não se encontrar ingressos, mesmo em jogos em que as arquibancadas não estão lotadas. É que para se realizar uma competição como o Brasil Ope precisa-se de bons patrocinadores. E estes costumam receber cotas de entradas, nem sempre aproveitadas. Mas só assim que se consegue realizar um torneio deste nível.

Além das emoções nas quadras e a atmosfera gostosa de um torneio de tênis, o Brasil Open, através de seu organizador, encontrou uma forma de homenagear quem fez e ainda faz muito pelo esporte. Por isso, neste sábado das semifinais, um nome conhecido por muitos, o de Celso Sacomandi estará sendo lembrado, em cerimônia na quadra central.

Para quem não conhece, Celso foi um dos mais promissores jogadores brasileiros. Ganhou troféus como os de Orange Bowl, o mundial juvenil, entre muitos outros. Tem inclusive vitória sobre o ex-número um do mundo, John McEnroe, com quem cultiva amizade até os dias de hoje.

Acometido por uma doença degenerativa, Celso hoje enfrenta os desafios da limitação física. Mas nem assim deixa de fazer o que gosta. Ainda dá aulas no Bauru Tênis Clube formando novos jogadores e alimentando em muitos a paixão pelo tênis.


Comentários
  1. António carlos

    Chiquinho a verdade é que a koch Tavares não paga ninguém por isso consegue fazer o torneio ! Da uma levantada na situação da empresa antes de comemorar a realização do Brasil Opne

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  2. João ando

    Nossa …quantos anos tem o Celso ….55 anos?eu não vi ele jogar qdo jovem…mas foi o que tinha mais chance de ser top 5 profissionalmente

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  3. Eduardo

    Mas poderiam fazer um acordo para retornar parte destes ingressos, ao menos no dia do evento, caso eles não forem distribuídos.

    Para além disso, os ingressos são caríssimos, tanto do rio open como do brasil open. Completamente inadequados para a realidade brasileira.

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  4. Gustavo Aleixo da Sulva

    Grande Chiquinho, belíssima matéria!!

    Toda homenagem feita ao MONSTRO GARRÃO( como é conhecido entre os amigos ) será pouca pelo tanto de tenis q ele jogou e continua ensinando à todos!!

    Parabéns chiquinho!! Fiquei emocionado .

    Forte abraço!!

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  5. Augusto A.

    Perfeito o seu post, Chiquinho! Eu moro em Fortaleza e já há dois anos me programo para assistir ao Brasil Open em São Paulo, nunca tendo me arrependido pelo investimento. Também não fico na expectativa de ver um brasileiro campeão, o que me motiva é ver bons jogos e ótimos jogadores!
    Legal a menção ao Sacomandi e lamentável ele não gozar mais de plena saúde! Sem dúvida, um exemplo de amor ao esporte.

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  6. dumont

    ISSO AI CHIQUINHO, LUIS FELIPE TAVARES E UM APAIXONADO POR TENIS!
    TAMBEM PRECISAMOS LEMBRAR QUE O ESTADO DE SAO PAULO E REFERENCIA EM AMOR E CULTURA AO TENIS!
    NO PINHEIRAO ENTAO E SHOW.
    ANO QUE VEM FAREI QUESTAO DE ESTAI AI
    ABS
    DUMONT

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