Agora o desafio é em Indian Wells
Por Chiquinho Leite Moreira
março 8, 2017 às 3:25 pm

 

IWells

Os melhores jogadores do mundo têm agora encontro marcado em Indian Wells. O complexo em Palm Springs, na Califórnia, é digno de ganhar de Miami o título de 5. Grand Slam. Sua quadra central é a segunda maior do planeta, só perdendo para o Arthur Ashe, em Flushing Meadows, do US Open.

Por ironia do destino, ou até mesmo como uma atração à parte, a chave masculina terá um torneio extra. O quadrante de baixo reúne um grupo incrível de bons jogadores. Só para se ter uma ideia, Novak Djokovic para defender o título do ano passado teria um caminho árduo: R-2 Kyle Edmund ou Gastão Elias, R-3 Juan Martin Del Potro, R-4 Nick Kyrgios ou Alexander Zverev, QF Rafael Nadal ou Roger Federer, Final – Andy Murray ou Stan Wawrinka.

Claro que isso é apenas uma projeção, com muitas possibilidades de falhar. A começar pelo fato de Djokovic não estar no seu melhor. É claro que recentemente bateu Delpo. Só que o sérvio entrou naquela fase em que está saturado de tênis. Afinal não há físico e mente que resistam a tanto tempo de dedicação, empenho e domínio.

Esse torneio extra de Indian Wells pode repetir a emocionante final do Aberto da Austrália, já nas oitavas de final em Palm Springs. É neste aspecto que disse que surgiu uma atração extra na competição. Um ingresso para esta rodada pode ser mais legal do que uma final, por exemplo, com o detalhe de custar muito menos.

Indian Wells proporciona grandes emoções. O complexo é amplo, com fácil acesso. Nas quadras secundárias, assim como no US Open, dá para acompanhar jogos incríveis, muito próximo dos jogadores, também sem a necessidade de ingressos caros.

Não há muita tradição de brasileiros nesta competição. Mas vale a pena conhecer. Palm Springs reserva um cenário maravilhoso, entre montanhas, algumas ainda com pico nevado, e o deserto. Mas diferente de Miami, fica distante de grandes centros, São horas de viagem de carro desde Los Angeles. Mas, por outro lado, dá para esticar a viagem até Las Vegas.

De volta à competição é de se lamentar a ausência para Serena Williams. Fora de Indian Wells e Miami, a americana irá perder novamente a liderança para Angelike Kerber, que cá entre nós, não está muito bem.

Pelo menos, Serena, desta vez, não deixa de jogar na Califórnia pelo boicote que promoveu ao torneio por vários anos. Felizmente parece que esta fase já passou.

Ainda assim, a chave feminina também promete ser interessante, num torneio da categoria Premier, ou seja, de alta premiação.

De colherada – A decisão do Brasil Open, no clube Pinheiros ficou para uma segunda feira chuvosa em São Paulo. O título foi para o uruguaio Pablo Cuevas, que no match point sacou por baixo. Difícil interpretar até que ponto pode-se usar de todos os recursos para vencer. O campeão alegou que tinha perdido a confiança no saque. Pelo que vi, o adversário Albert Vinolas não fez reclamações ou cobrou respeito.

A colherada mais famosa do tênis aconteceu em Roland Garros. Michael Chang surpreendeu Ivan Lendl, que defendia o saque muito recuado. O chinesinho ganhou o jogo e conquistou o seu único Grand Slam. Entrou para a história.

 


Comentários
  1. Juninho Fonseca

    Qual o problema de se sacar por baixo??Se não pode sacar por baixo tb não pode dar deixadinha no meio do ponto….

    Sempre achei q esse eh um recurso q eh pouco explorado, principalmente por quem saca forte e deixa o adversário lá no fundo de quadra….

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    1. Fernando CFM

      Cada área tem suas regras de ética e conduta. O que conta é a opinião dos colegas de profissão.

      Tenho a impressão de que o saque por baixo é encarado como falta de respeito, mas não tenho informações suficientes para vaticinar isto. Talvez o Chiquinho possa passar a sua experiência do que pensam no circuito.

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      1. Chiquinho Leite Moreira

        É válido, mas sempre cria uma situação difícil. O Saretta comentou hj pela manhã que não teria coragem de sacar por baixo. Mas não notei tb qualquer tipo de reclamação do Vinolas.

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        1. João ando

          Bom eu conheço um tenista que foi vice campeão brasileiro de duplas que as vezes sacava por baixo
          ….Márcio Pascual ele dava um efeito que era muito difícil de devolver…eu não acho falta de respeito. ..principalmente como era o modo deagir dele depois da jogada…

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        2. Fernando CFM

          Em outras palavras, o Saretta parece ter dito que não é um comportamento muito bem visto entre os colegas de profissão, mesmo estando dentro das regras.

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  2. Chico

    Boa tarde xará

    Sempre muito bacanas estas informações “extras” que você traz nos seus posts sobre os bastidores dos torneios e curiosidades sobre os locais de competição. Parabéns! Continue assim a cada torneio. É muito interessante.
    Abraços e vida longa ao maior de todos os tempos, Roger Federer. ^^ #RF18

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  3. Daniel Dantas

    Sinceramente, quem saca por baixo já começa o ponto em desvantagem. No caso do Cuevas, ele fez todos os saques por baixo quando serviu para o jogo.

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  4. Thiago

    Chiquinho,

    Só faltou meu tenista favorito ai.. O Janowicz que está voltando aos pouquinhos.

    Já vem de titulo de challenger depois da contusão.

    Gogo Jerzy

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Sim… mas antes passou pelo Lendl num jogo chave em que abusou de seu talento ao sacar por baixo… abs e esta era a intenção da menção.. Edberg estava tb em um de seus melhores momentos

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