Nadal: o sobrevivente
Por Chiquinho Leite Moreira
abril 21, 2017 às 7:49 pm

Motivado pelo deca campeonato em Monte Carlo, Rafael Nadal sobreviveu a ‘station de sorcières à Monaco”, como diria a maioria dos monegascos ao se referirem que as bruxas andaram soltas no Principado. Ele é o único dos grandes favoritos que permanecem na competição. E não sem motivo. Afinal, o tenista espanhol tem nesta competição um desafio e tanto: o de conquistar o primeiro título da temporada e anunciar ao mundo do tênis que está pronto para chegar a Paris e também buscar o 10a. Copa dos Mosqueteiros.

Seu caminho até agora foi traçado por uma de suas marcas registradas: a tenacidade. Diante de Diego Schwartzman por pouco não experimentou de seu próprio veneno. O tenista argentino esteve duro, regular e proporcionando trocas de bolas de alto nível. Mas nos momentos decisivos, Nadal mostrou o motivo pelo qual já venceu nove vezes em Monte Carlo.

Agora, nas semifinais, outro duelo e tanto. David Goffin vem em excelente fase. E derrotou Novak Djokovic merecidamente. Aliás, o tenista sérvio vive uma fase instável. O seu recorde de vitórias e derrotas dos últimos anos deixa clara esta situação. Em 2015 ganhou 30 jogos e perdeu dois, de janeiro a abril. No mesmo período em 2016 foram 28 a 2 e agora 14 a 4 Nadal viu assim um obstáculo caído com a derrota de Djokovic. Mas terá certamente muito trabalho à frente diante de Goffin.

A outra semifinal em Monte Carlo por pouco não repetiu a do Brasil Open. Pablo Cuevas esteve a um game de enfrentar Albert Ramos Vinolas, assim como aconteceu em São Paulo. O espanhol, porém,  irá duelar com o francês Lucas Pouille.

É de certa forma compreensível o número de surpresas em Monte Carlo. É muito difícil jogar no Principado, especialmente para as grandes estrelas. Em alguns momentos as arquibancadas estão praticamente vazias. A luz solar também interfere em diversos aspectos. Sinceramente faço o testemunho de quem já esteve neste torneio por diversos anos. Não o vejo como um Masters 1000, mas Mônaco tem dessas coisas e, por isso, mantém também uma etapa da Fórmula-1. Um detalhe, porém, chamou atenção. O jogo de Nadal e Schwartzman terminou com luz artificial. Será que isso não seria uma boa para Roland Garros, enquanto o Grand Slam francês não cobre a quadra central?


Comentários
  1. Altaisio Paim

    Boa tarde, Chiquinho! Tudo bem?
    Por quais motivos você não enxerga Monte Carlo como Masters 1000?
    Abraço.

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    1. Chiquinho Leite Moreira

      Não há uma estrutura digna de um 1000, além da tradição de Mônaco. Os mil dos EUA são grandiosos, IW MIA e Cincy com complexos gigantescos e inúmeras quadras. Na Europa Madrid construiu a caixa mágica, Roma evoluiu acabando até mesmo com a Pallacorda, uma quadra exuberante com estatuas renascentistas. Monte Carlo é tudo improvisado. Arquibancada, salas de jogadores, imprensa. Tudo apertado . Sim Monte Carlo tem o charme e, por isso, mantém a F-1, quando o circuito da Fórmula 1 a cada ano apresenta pistas melhores e mais modernas. Enfim, para mim não faz diferença nenhuma. Gosto do torneio e voltaria outras vezes. Mas não tem a infra dos atuais 1000.

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