Nada ameaça o brilho do US Open
Por Chiquinho Leite Moreira
agosto 26, 2017 às 4:54 pm

O US Open é o mais divertido e popular dos torneios do Grand Slams. Nada parece ser capaz de ameaçar o seu brilho. Nem mesmo, ausências marcantes como Novak Djokovic, ou do campeão do ano passado, Stan Wawrinka. Os americanos sabem promover um evento, dar um tom festivo, organizado e envolvente.

O clima em Flushing Meadows é dos mais eletrizantes. Sob o sol do verão novaiorquino, a atmosfera é descontraída. Nada do charme dos ‘panamás’ de Roland Garros, ou os elegantes ternos e vestidos de Wimbledon. Bermudão e cachorro quente na mão.

Flushing Meadwos fica num bairro popular: em Queens. Apesar de um histórico antigo, hoje em dia, não é necessário preocupar-se excessivamente com as questões de segurança. Aliás, dá até para sair da sessão noturna, p’ra lá de meia noite, e pegar o metro no Shea Stadiun com destino a Manhattan.

A característica de popularidade do US Open abre a perspectiva de diversão para todos. É claro que um bom lugar na Arthur Ashe, na sessão noturna, é um sonho de consumo. Mas um ingresso ground também abre a possibilidade de muitas emoções. Especialmente na primeira semana, as chamadas quadras secundárias proporcionam grandes espetáculos, não só no aspecto técnico de bons tenistas, como de um clima agradável nas arquibancadas.

Este ano, o quarto e último Slam da temporada leva para a quadra um ingrediente a mais de emoção. Tanto na chave masculina, como na feminina existe uma acirrada disputa pela liderança do ranking. Entre os homens estão na luta Rafael Nadal, Andy Murray e Roger Federer. O mais legal é que não há necessidade de combinações de resultados. Qualquer um destes três que for campeão sairá de Nova York no topo da lista de classificação da ATP. No feminino, olha só, oito jogadoras têm possibilidade de liderar a tabela da WTA.

Um fato curioso, e que juro por Deus sempre vou dar uma conferida no head to head dos dois jogadores para checar se é verdade, trata-se do fato de Federer e Nadal jamais terem se enfrentado no US Open. Por isso, acredito que este ano o ingresso das semifinais masculina pode valer até mais do que o da decisão do título.

Mas até lá há muita coisa para acontecer. E não se pode dizer que as primeiras rodadas não serão atraentes. Mesmo porque logo na estreia Simona Halep desafia Maria Sharapova, em duelo que já valeu título de Grand Slam. Aliás, gostei da decisão da USTA que ”deu de ombros” para os torneios que se recusaram a conceder wild card à russa e colocou mais lenha na fogueira.

É isso aí… o tênis promete mesmo pegar fogo, a partir desta segunda feira com o início do excitante US Open…

 

 

 


Comentários
Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Comentário

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>