US Open: milhões em prêmios e decepções
Por Chiquinho Leite Moreira
setembro 11, 2017 às 3:58 pm

O US Open deste ano pagou o prêmio recorde de US$ 3,7 milhões aos campeões de simples. Aliás, desde 1973 homens e mulheres recebem cheques iguais no Grand Slam americano. Foi pioneiro no “equal prize money” seguido vários anos depois pelo Australian Open, Roland Garros e, por último, Wimbledon.

Só que, apesar das boas emoções ao longo das duas semanas de jogos, ficou um gostinho de ‘quero mais’ para ambas as decisões. No feminino, após um pouco vibrante 63 e 60 sobre Madison Keys a simpática Sloane Stephens pareceu até de certa forma envergonhada em receber um cheque tão polpudo, depois de uma vitória facilitada pela atuação da adversária.

No lado masculino a expectativa de poucas emoções na final já era uma tragédia anunciada. Afinal, desde a saída de Andy Murray, depois de o sorteio da chave, apenas o quadro superior reservou bons momentos. E o torneio poderia ter sim terminado nas semifinais.

Rafael Nadal não tem culpa nenhuma. Tratou de fazer o seu papel e celebra uma volta por cima em mais um ano de superação. Como disse o próprio espanhol, a surpresa foi chegar a final do Aberto da Austrália, mas as conquistas de Roland Garros e do US Open foram consequências naturais de seu desempenho.

A sequência dos torneios do Grand Slam termina com os títulos divididos entre Roger Federer e Rafael Nadal. E estes dois tradicionais rivais devem segurar a modalidade pelo restante da temporada. Afinal, Novak Djokovic, Andy Murray e Stan Wawrinka estão fora de combate. A nova geração pode acrescentar bons ingredientes de emoção, mas quem vai manter o interesse?

O feminino confirma a fase de estar aberto em todas as disputas. Exemplo foi uma final inédita entre Stephens e Keys, em Nova York. A briga pela liderança do ranking promete sim ser boa. Garbine Muguruza apareceu nesta segunda feira no topo da lista da WTA pela primeira vez e o desafio é saber se conseguirá se segurar como número um até o final da temporada.

 


Comentários
  1. meitor ragasson

    Olá Chiquinho. Concordo com seu artigo, e tb concordo com o Nadal, que culpa ele tem? Sorte dele que o Anderson caiu na final.
    Que tal um Fedal nas finais? Seria sempre maravilhoso, mas impossível não é?
    Lembra da final do Us open 2016, Stan ganhou contra um Djoko esgualepado.
    Rolang Garros, Nadal impecável e jogos mornos.
    Winbledon, Federer x Cilic machucado.
    Nada como este ano ter assistido o Fedal do Australian….ah se fosse sempre assim.
    Quando Nadal, Federer, Stan, Del Potro sairem de cena? Como vai ser?
    Um novato que trouxe empolgação foi o Shapovolov, que lembra muito o Nadal.
    Pegue o Zverer, Thiem, Coric….mecanizados…não tem graça.

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    1. Cosit

      Com a concordancia da ATP,(Liberou o chazinho do tio Toni p/ o jogador e tbm p/ o Ferrer), simplesmente ridículo esse USOpen masculino. No feminino, ainda teve a graça e os sussuros delirantes da Maria, e outra decepção, a WTA queria Venus campeã, simolesmente frustrante, como será o final da temporada, sem Djoko e Murray, que receberam uma grana alta da ATP, para ficarem de fora da temporada, pois, era um ou outro o campeão!!!

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  2. João Neto

    A verdade é que o US Open 2017 foi muito sem graça. Apenas a partida de Delpo contra Thiem salvou o telespectador do tédio total.

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  3. Jairo Sérgio de Abreu Campos

    O tênis feminino está tão nivelado que Muguruza foi eliminada e se tornou n1.Uma piada. de mau gosto.

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  4. Cosit

    Concordo, João Neto. E o Delpo, foi outro que recebeu grana alta, para não complicar o caminho do outro à vitoria, simplesmente ridículo, (isso é uma vergonha, como diria o Boris Kazoy)!!!

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